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Uma moeda canadense de 100 quilos de ouro puro estava exposta em um museu de Berlim até ladrões entrarem de madrugada, levarem a peça em um carrinho e deixarem para trás um mistério que dura desde 2017

Uma moeda canadense de 100 quilos de ouro puro estava exposta em um museu de Berlim até ladrões entrarem de madrugada, levarem a peça em um carrinho e deixarem para trás um mistério que dura desde 2017

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Uma moeda canadense de 100 quilos de ouro puro estava exposta em um museu de Berlim até ladrões entrarem de madrugada, levarem a peça em um carrinho e deixarem para trás um mistério que dura desde 2017

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 11/08/2026 às 20:13

Curiosidades

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Uma das seis moedas gigantes produzidas no Canadá tinha 100 quilos de ouro de altíssima pureza e estava emprestada ao Bode Museum

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Uma das seis moedas gigantes produzidas no Canadá tinha 100 quilos de ouro de altíssima pureza e estava emprestada ao Bode Museum, em Berlim, quando ladrões conseguiram retirar a peça durante a madrugada de 27 de março de 2017, usando um carrinho na fuga e desapareceram com o ouro.

Uma moeda gigante canadense de 100 quilos de ouro puro desapareceu do Bode Museum, em Berlim, depois que ladrões entraram no prédio durante a madrugada de 27 de março de 2017. O tamanho e o peso transformavam o roubo em um problema incomum: não bastava esconder a peça e sair andando.

Era necessário retirar do museu um objeto de 100 quilos, com tamanho aproximado ao de uma tampa de bueiro, sem chamar atenção. A LBMA, autoridade independente que estabelece padrões para o mercado de metais preciosos, registra que aquela moeda fazia parte de um grupo de apenas seis exemplares produzidos pela Royal Canadian Mint em 2007.

Os criminosos conseguiram remover a peça e utilizaram um carrinho para transportá la durante a fuga. Anos depois, houve condenações pelo crime, mas o ponto mais importante permaneceu sem resposta: nenhum vestígio da moeda foi recuperado.

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A moeda de ouro gigante de 100 quilos precisava de mais de uma pessoa para ser movida

A Big Maple Leaf não era uma moeda comum ampliada apenas para exposição. A Royal Canadian Mint, casa da moeda do Canadá, produziu seis exemplares gigantes em 2007, cada um com 100 quilos e pureza de 999,99.

Esse índice indica um ouro de altíssima pureza. O peso, por sua vez, ajuda a entender por que o roubo exigiu preparação. Uma pessoa sozinha teria enorme dificuldade para retirar rapidamente uma peça com 100 quilos de dentro de uma área de exposição.

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O valor nominal gravado na moeda também não representava aquilo que realmente atraía atenção. O valor do metal era muito superior ao valor indicado na própria peça, uma diferença importante para entender por que objetos feitos de ouro maciço enfrentam um risco particular.

Para um criminoso interessado apenas no metal, a história da moeda pode valer menos do que os 100 quilos de ouro usados em sua fabricação.

A Big Maple Leaf saiu do Canadá e acabou exposta em um museu de Berlim

Uma das seis moedas foi comprada por um investidor particular de Düsseldorf, cidade alemã. Em 2010, o proprietário emprestou a Big Maple Leaf ao Bode Museum, em Berlim.

O museu possui uma grande coleção de moedas antigas e modernas feitas com metais preciosos. A enorme peça canadense se encaixava nesse acervo justamente por reunir características difíceis de ignorar: peso excepcional, ouro de grande pureza e produção extremamente limitada.

Havia ainda uma coincidência de data. A moeda deveria deixar o Bode Museum e seguir para outro museu em 27 de março de 2017. Por volta das 3 horas da madrugada daquele mesmo dia, criminosos entraram no andar onde ela estava e conseguiram retirar a peça.

Quando chegou o momento previsto para a transferência, a Big Maple Leaf já havia desaparecido.

Ladrões usaram um carrinho para retirar 100 quilos de ouro do museu

O peso da moeda ajuda a mostrar por que o método usado no roubo se tornou uma das partes mais curiosas do caso. Não era possível colocar o objeto em um bolso, uma bolsa pequena ou simplesmente correr segurando a peça.

Os ladrões utilizaram um carrinho para transportar a moeda, solução simples para um problema físico enorme. Era preciso deslocar 100 quilos de metal por dentro e por fora do prédio durante uma invasão realizada de madrugada.

A operação também precisava ser rápida. Uma moeda com tamanho aproximado ao de uma tampa de bueiro seria difícil de esconder caso funcionários, policiais ou outras pessoas percebessem a movimentação.

O que parecia funcionar como proteção natural, o enorme peso, não impediu o crime. Os invasores encontraram uma forma de transformar 100 quilos de ouro em uma carga transportável.

A proximidade da ferrovia entrou na rota de fuga dos criminosos

O Bode Museum fica em uma região próxima aos trilhos ferroviários de Berlim, e essa característica teve importância na retirada da moeda. A fuga aproveitou a proximidade da ferrovia depois que o objeto deixou o prédio.

A Big Maple Leaf saiu do Canadá e acabou exposta em um museu de Berlim

O carrinho permitiu movimentar a peça até a rota utilizada pelos ladrões. O episódio mostra que o desafio não terminava após remover a moeda da exposição. Ainda era necessário sair da região carregando 100 quilos de ouro.

As investigações também chegaram a alguém ligado à própria segurança do museu. Quando quatro jovens foram levados a julgamento em janeiro de 2019, um deles trabalhava como funcionário da segurança da instituição.

Esse funcionário acabou entre os condenados. O envolvimento reconhecido pela Justiça permite afirmar sua participação no crime, mas não permite atribuir a ele etapas específicas do planejamento que não tenham sido estabelecidas judicialmente.

Três condenações não foram suficientes para trazer a moeda de volta

O julgamento dos quatro acusados começou em um tribunal juvenil de Berlim em janeiro de 2019. Um ano depois, três deles foram condenados pelo roubo, inclusive o funcionário da segurança do Bode Museum.

As penas ficaram entre três e quatro anos de prisão. A LBMA, autoridade independente que estabelece padrões para o mercado de metais preciosos, registra que nenhum vestígio da Big Maple Leaf roubada foi encontrado.

Esse detalhe separa duas partes da história. A Justiça conseguiu responsabilizar envolvidos, mas a recuperação dos 100 quilos de ouro nunca aconteceu.

A ausência da peça levou investigadores a trabalhar com uma hipótese especialmente difícil para o patrimônio histórico: a moeda poderia ter sido cortada em partes ou derretida. Essa possibilidade nunca significou que o destino do objeto tenha sido comprovado.

Quando o ouro vale mais como metal, a peça histórica corre o risco de desaparecer

Uma pintura, uma escultura ou outro objeto conhecido pode continuar reconhecível mesmo depois de um roubo. Com uma moeda feita de 100 quilos de ouro de altíssima pureza, existe um problema diferente.

O metal pode sobreviver enquanto o objeto desaparece.

Se uma peça desse tipo for derretida, permanecem o ouro e seu valor material, mas desaparecem o formato, as inscrições e os elementos que identificavam aquela moeda como uma das seis Big Maple Leaf produzidas em 2007. A história ligada ao objeto pode ser destruída sem que o próprio metal seja perdido.

É justamente isso que torna o caso de Berlim tão incomum. A característica que ajudava a transformar a Big Maple Leaf em uma peça excepcional também poderia facilitar seu desaparecimento definitivo. O ouro continuaria valioso mesmo sem existir mais na forma de moeda.

O roubo permanece marcado por esse contraste. Três envolvidos receberam condenações, mas a enorme moeda canadense nunca reapareceu. Desde 27 de março de 2017, o destino daqueles 100 quilos de ouro continua sem uma resposta definitiva.

Se uma peça histórica pode valer mais depois de ser destruída e transformada apenas em metal, como museus podem proteger esse patrimônio sem deixar de exibi lo ao público?

Fonte

LBMA


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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