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Ursa Fifi passa 30 anos em cativeiro na Pensilvânia, incluindo duas décadas sem sair de uma pequena jaula de concreto, chega ao resgate magra e com artrite grave e, meses depois de ser levada a um santuário no Colorado, ganha peso, entra na piscina e volta a hibernar
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 27/08/2026 às 13:13
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Fifi, uma ursa parda síria, passou 30 anos em cativeiro na Pensilvânia, incluindo duas décadas sem sair de uma pequena jaula de concreto. Resgatada aos 32 anos, estava magra e com artrite grave; meses depois, no Colorado, ganhou peso, entrou na piscina e voltou a hibernar em uma toca própria.
Fifi, uma ursa parda síria, passou três décadas confinada na Pensilvânia antes de ser transferida para o Wild Animal Sanctuary, no Colorado. Quando os socorristas chegaram, encontraram uma ursa de 32 anos muito magra, com dificuldade para se movimentar e artrite grave não tratada nas patas traseiras.
As informações foram publicadas pelo The Dodo em 10 de março de 2016, em texto de Ameena Schelling. A trajetória incluiu dez anos de apresentações em um zoológico de beira de estrada, outros 20 anos presa depois que a atração fechou e uma recuperação que, em poucos meses, já incluía ganho de peso, acesso à água, espaço para se movimentar e hibernação.
Primeiros 10 anos de Fifi foram marcados por apresentações em zoológico
Fifi passou os primeiros dez anos de vida sendo utilizada em apresentações em um zoológico de beira de estrada na Pensilvânia.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
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A situação mudou quando o estabelecimento encerrou as atividades, mas o fechamento não significou liberdade para a ursa.
Zoológico fechou e Fifi permaneceu presa no local abandonado
Fifi foi deixada para trás depois do encerramento da atração.
Ela e outros três ursos continuaram confinados nas instalações, sem serem transferidos imediatamente para um ambiente adequado.
Outros 20 anos foram passados em pequenas celas de concreto
O confinamento continuou por mais duas décadas.
Durante esses 20 anos, Fifi e os outros três animais ficaram trancados em pequenas celas de concreto e não tinham oportunidade de sair para realizar comportamentos naturais.
Ursos não tinham espaço para correr ou nadar
A estrutura impedia atividades comuns para animais da espécie.
Os quatro ursos não podiam correr livremente nem nadar, permanecendo durante anos limitados ao espaço reduzido das instalações abandonadas.
Proprietário decidiu entregar os animais depois de três décadas
A possibilidade de transferência surgiu quando o proprietário decidiu finalmente se desfazer dos ursos.
A PETA foi informada sobre a situação e enviou uma equipe ao local para organizar o resgate.
Fifi chegou ao resgate dolorosamente magra
O estado físico da ursa preocupou os responsáveis pela operação.
Depois de décadas naquele ambiente, Fifi estava muito magra, com o pelo em condições ruins e sinais evidentes de comprometimento físico.
As imagens também mostravam dificuldade nos movimentos.
Artrite grave não tratada atingia patas traseiras
A avaliação feita durante o resgate identificou um problema adicional.
Fifi apresentava artrite grave não tratada nas patas traseiras, condição associada à dor observada enquanto tentava se movimentar dentro do espaço onde estava confinada.
Quatro ursos apresentavam movimentos repetitivos ligados ao estresse
Fifi e os outros animais também eram vistos balançando repetidamente para frente e para trás.
Esse comportamento estereotipado é associado a animais submetidos a condições prolongadas de estresse e confinamento.
Abrigos de madeira não protegiam completamente contra inverno
As estruturas disponíveis para os animais também eram limitadas.
O Wild Animal Sanctuary informou que os quatro ursos possuíam apenas pequenas caixas de madeira deterioradas para abrigo.
Os espaços não eram grandes o suficiente para acomodá-los completamente e não tinham fechamento adequado nas extremidades para protegê-los da neve e do frio.
Fifi teria sido mantida acordada durante os invernos
A hibernação também havia sido impedida durante o período de cativeiro.
Segundo o santuário, o proprietário considerava que os animais não deveriam hibernar e os mantinha acordados durante os invernos por décadas.
A instituição classificou essa prática como prejudicial à saúde e ao bem-estar dos ursos.
Socorristas não sabiam se Fifi sobreviveria
A condição encontrada tornou o prognóstico inicialmente incerto.
Os responsáveis pelo resgate não tinham certeza se Fifi, então com 32 anos, conseguiria sobreviver depois de tantos anos vivendo sob aquelas condições.
Mesmo assim, a transferência foi realizada.
Santuário no Colorado recebeu a ursa para recuperação
Fifi foi levada para a reserva do Wild Animal Sanctuary, no Colorado.
A mudança representou o acesso a um ambiente com espaço, vegetação, alimentação adequada e condições muito diferentes da pequena cela de concreto onde havia passado as duas décadas anteriores.
Dieta adequada começou a mudar aparência em poucos meses
Nos primeiros meses após a chegada, Fifi passou a receber uma alimentação apropriada.
O ganho de peso tornou-se perceptível rapidamente, e registros posteriores mostraram uma mudança expressiva em relação à condição em que havia sido encontrada.
Grama substituiu piso de concreto na rotina da ursa
O novo espaço também permitiu que Fifi se movimentasse em uma área naturalizada.
Ela passou a ter grama sob as patas e espaço para andar e correr, algo que havia permanecido fora de sua rotina durante os anos de confinamento.
Fifi entrou diretamente na nova piscina do habitat
A água trouxe outra experiência importante após a transferência.
Segundo a PETA, assim que foi liberada em seu novo habitat, Fifi foi diretamente para a piscina e submergiu o corpo, possivelmente pela primeira vez na vida.
Foto de dezembro mostrou ursa com peso recuperado
imagem: REDES SOCIAIS/FACEBOOK/
Uma imagem registrada em dezembro evidenciou a mudança física ocorrida após alguns meses.
Fifi aparecia com mais peso enquanto comia frutas no santuário, em contraste com a condição de magreza observada pelos socorristas durante o resgate.
Fifi e outros ursos voltaram a hibernar
A recuperação incluiu também um comportamento que havia sido impedido durante anos.
Fifi e os outros ursos passaram o inverno dormindo em suas novas tocas, entrando em hibernação, embora ocasionalmente saíssem para explorar o ambiente.
Santuário acompanhou readaptação ao comportamento natural
O Wild Animal Sanctuary informou que tentativas de hibernação durante o primeiro ano podem fazer parte da adaptação de ursos resgatados.
No caso de Fifi, a possibilidade de dormir em uma toca durante o inverno marcou uma mudança direta em relação às décadas em que era mantida acordada.
Meses no Colorado transformam rotina depois de 30 anos de cativeiro
Fifi chegou ao santuário aos 32 anos depois de passar os primeiros dez anos em apresentações e os 20 seguintes confinada em uma pequena cela de concreto no zoológico abandonado.
Meses depois da transferência, a ursa havia ganhado peso, melhorado sua condição física, entrado na piscina, recebido espaço para se movimentar e voltado a hibernar em uma toca, enquanto permanecia sob os cuidados do Wild Animal Sanctuary.
Assista o vídeo
Na sua opinião, o que mais chama atenção na recuperação de Fifi: o ganho de peso, a primeira experiência na piscina ou o retorno da hibernação depois de décadas mantida acordada? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

