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Vietnã investe US$ 1,5 bilhão em megaprojeto para ampliar refinaria e processar 171 mil barris de petróleo por dia
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 27/08/2026 às 19:27
Atualizado em 27/08/2026 às 19:30
Petróleo e Gás
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Projeto de Dung Quat entra na fase de execução, amplia em mais de 23 mil barris diários a capacidade de processamento e prepara refinaria para produzir combustíveis Euro V
O Vietnã colocou em marcha uma expansão de aproximadamente US$ 1,489 bilhão na Refinaria de Dung Quat, um dos ativos estratégicos de sua indústria de petróleo. O projeto vai elevar a capacidade de processamento de 148 mil para 171 mil barris de petróleo por dia, além de permitir o uso de uma variedade maior de óleos brutos, conforme informações publicadas pela Petrovietnam Refining and Petrochemical Corporation (BSR).
Agora, o empreendimento alcançou uma etapa decisiva.
Em 21 de agosto, BSR, consultores e o consórcio responsável pelo contrato EPC realizaram a reunião que marcou oficialmente a passagem do projeto para a fase de implementação.
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O cronograma prevê 37 meses de execução, enquanto a operação comercial está prevista para começar em 2028.
Megaprojeto de US$ 1,489 bilhão entra em execução
O contrato EPC havia sido assinado em 9 de julho de 2026 entre a BSR e o consórcio Chengda-BPE.
Depois disso, as equipes começaram a mobilizar profissionais, organizar a estrutura de gerenciamento e preparar os planos necessários para colocar o empreendimento em execução.
Então, em 21 de agosto, ocorreu a reunião oficial de lançamento da implementação do contrato.
Na prática, esse encontro representa a passagem de anos de planejamento e engenharia para uma fase muito mais concreta do empreendimento.
O investimento total previsto chega a 36,397 trilhões de dongs vietnamitas, equivalentes a aproximadamente US$ 1,489 bilhão.
Portanto, trata-se de uma das grandes intervenções recentes na infraestrutura de refino vietnamita.
Refinaria vai saltar de 148 mil para 171 mil barris por dia
Um dos números que melhor dimensionam a expansão está na capacidade.
Atualmente, Dung Quat consegue processar cerca de 148 mil barris de petróleo bruto diariamente.
Depois da ampliação, esse volume deverá alcançar 171 mil barris por dia.
São 23 mil barris adicionais todos os dias.
Em termos percentuais, o aumento fica em torno de 15,5%.
Porém, aumentar o volume não é o único objetivo.
A refinaria também será preparada para processar uma variedade maior de petróleos brutos. Dessa forma, a BSR busca ganhar flexibilidade na escolha de matérias-primas.
Isso pode se tornar estratégico quando preços, disponibilidade ou condições do mercado internacional mudarem.
Oito novas unidades de processamento fazem parte da expansão
A dimensão técnica do projeto também chama atenção.
O planejamento prevê a instalação de seis novas unidades de processo licenciadas. Entre elas estão sistemas para hidrotratamento de gasolina e diesel, alquilação, geração de hidrogênio e recuperação de enxofre.
Além disso, outras duas novas unidades não licenciadas serão adicionadas.
Portanto, não se trata apenas de aumentar fisicamente a capacidade da refinaria.
O projeto modifica partes importantes de sua estrutura tecnológica.
Ao mesmo tempo, diversas unidades que já existem passarão por modernização e atualização.
Assim, a expansão combina equipamentos novos com intervenções na planta existente.
Combustíveis deverão alcançar padrão Euro V
Outro objetivo está na qualidade dos produtos.
Depois da modernização, a refinaria deverá produzir combustíveis que atendam aos requisitos do padrão Euro V.
Esse avanço exige mudanças importantes nos processos de refino.
Afinal, padrões ambientais mais rigorosos estabelecem limites para determinados componentes presentes nos combustíveis.
Por isso, algumas das novas unidades previstas estão diretamente relacionadas ao tratamento dos derivados.
Além disso, a BSR afirma que a modernização permitirá atender às exigências ambientais definidas pelo governo vietnamita.
Desse modo, o investimento combina mais capacidade, maior flexibilidade e produtos de melhor especificação.
Tecnologias dos Estados Unidos e da Europa entram no projeto
A engenharia da expansão também terá participação internacional.
Durante o desenvolvimento do FEED — etapa de engenharia que antecede a execução — a Wood, do Reino Unido, selecionou e integrou tecnologias de empresas licenciadoras dos Estados Unidos e da Europa.
Essas tecnologias precisam funcionar de maneira integrada à estrutura que já existe em Dung Quat.
Esse é um dos desafios de ampliar uma refinaria em operação.
Diferentemente de construir uma planta completamente nova, uma expansão exige conectar novos sistemas aos equipamentos existentes sem perder de vista segurança, confiabilidade e eficiência.
Por isso, o projeto passou por uma longa etapa de engenharia antes da contratação EPC.
Contrato EPC sozinho ficou perto de US$ 1 bilhão
Embora o investimento total seja de quase US$ 1,5 bilhão, o contrato principal de engenharia, compras e construção possui outro número expressivo.
O consórcio formado pela China Chengda Engineering e Beijing Petrochemical Engineering venceu a contratação EPC por aproximadamente US$ 988,8 milhões, segundo informações publicadas sobre o processo de contratação.
Assim, praticamente US$ 1 bilhão está concentrado nesse pacote.
A BSR também contratou o consórcio Wood-PVE para atuar na consultoria e gerenciamento do projeto.
Agora, essas diferentes equipes terão de trabalhar de maneira coordenada durante a execução.
E o cronograma é apertado diante da complexidade da obra.
Projeto terá 37 meses para sair do papel
Segundo a BSR, a execução está programada para durar 37 meses a partir da entrada em vigor do contrato EPC.
A expectativa é colocar a expansão em operação comercial em 2028.
Até lá, o projeto precisará avançar por diferentes etapas.
Primeiro, vêm os trabalhos de engenharia detalhada.
Paralelamente, será necessário comprar e fabricar equipamentos.
Depois, esses sistemas precisarão chegar ao complexo industrial e ser instalados.
Por fim, começam os testes e procedimentos necessários antes da operação.
Portanto, a reunião realizada em agosto não significa que a nova capacidade já esteja disponível. Ela marca o início da fase de execução do contrato EPC.
Dung Quat ocupa posição estratégica no petróleo vietnamita
A importância do empreendimento vai além da própria BSR.
O governo vietnamita classifica a modernização e expansão de Dung Quat como um projeto nacional importante no setor energético.
Isso acontece porque ampliar a capacidade doméstica de refino pode fortalecer a segurança energética do país.
Além disso, a capacidade de utilizar diferentes tipos de petróleo bruto reduz a dependência de uma faixa mais limitada de matérias-primas.
A BSR também busca aumentar sua competitividade diante das transformações do mercado global de energia.
Assim, o investimento de quase US$ 1,5 bilhão possui uma consequência estratégica: preparar uma refinaria já existente para operar com maior escala e flexibilidade nas próximas décadas.
Mais 23 mil barris por dia mudam a escala da operação
Quando a expansão estiver concluída, a diferença será significativa.
A refinaria passará de:
148 mil barris por dia → 171 mil barris por dia.
Isso representa aproximadamente 23 mil barris adicionais de capacidade diariamente.
Ao longo de um ano, se considerada apenas como capacidade nominal adicional, essa diferença equivale a potencialmente mais de 8 milhões de barris de processamento.
Além disso, a planta terá novos sistemas para tratar gasolina e diesel, produzir hidrogênio e recuperar enxofre.
Consequentemente, o projeto mexe tanto na quantidade quanto na qualidade do que Dung Quat poderá produzir.
Quase US$ 1,5 bilhão para preparar refinaria para 2028
Depois de anos de estudos e preparação, a expansão de Dung Quat chegou à fase que determinará se o cronograma será cumprido.
O investimento total previsto é de US$ 1,489 bilhão.
A capacidade deverá aumentar em cerca de 15,5%.
A refinaria passará a processar 171 mil barris por dia.
Além disso, receberá novas unidades e deverá produzir combustíveis de padrão Euro V.
Agora, o relógio começou a correr para a execução.
Se o planejamento for cumprido, 2028 marcará a entrada em operação de uma Dung Quat maior, modernizada e capaz de trabalhar com uma variedade mais ampla de petróleo bruto.
Fonte
BSR
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

