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Vírus da língua azul avança no Reino Unido, relatos saltam de 115 para mais de 590 em uma semana, BTV-3 chega à Escócia e acende alerta entre criadores de ovelhas, bovinos e cabras

Vírus da língua azul avança no Reino Unido, relatos saltam de 115 para mais de 590 em uma semana, BTV-3 chega à Escócia e acende alerta entre criadores de ovelhas, bovinos e cabras

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Vírus da língua azul avança no Reino Unido, relatos saltam de 115 para mais de 590 em uma semana, BTV-3 chega à Escócia e acende alerta entre criadores de ovelhas, bovinos e cabras

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 11/08/2026 às 22:34

Atualizado em 11/08/2026 às 22:35

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Rebanho de ovelhas em propriedade rural; avanço do vírus da língua azul BTV-3 aumentou a preocupação de criadores no Reino Unido.

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Avanço do BTV-3 durante o verão europeu preocupa produtores, enquanto calor e umidade favorecem insetos transmissores e ampliam o risco para os rebanhos.

O avanço do vírus da língua azul voltou a colocar criadores de animais em alerta no Reino Unido.

Relatos relacionados à doença passaram de 115 para mais de 590 em apenas uma semana, principalmente no sudoeste da Inglaterra.

A situação ganhou ainda mais atenção após a confirmação do primeiro caso de BTV-3 na Escócia, em 8 de agosto de 2026.

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Uma ovelha criada em uma fazenda de Dumfries and Galloway apresentou sintomas e testou positivo para o vírus.

O animal precisou ser sacrificado por razões de bem-estar, enquanto a propriedade recebeu restrições para movimentação do rebanho.

Veterinários também iniciaram testes em outros animais para descobrir se o episódio permanece isolado ou indica uma circulação mais ampla do vírus.

Vírus da língua azul avança entre rebanhos britânicos

A National Sheep Association acompanha o aumento das notificações desde o início da temporada de vetores, em 29 de junho de 2026.

Os primeiros levantamentos registraram cinco notificações relacionadas à doença.

Semanas depois, esse número passou para 17, depois 49 e, posteriormente, 155 registros.

A quinta semana trouxe uma mudança mais expressiva, com aproximadamente 590 relatos relacionados ao vírus da língua azul.

Dados oficiais divulgados em 10 de agosto apontavam 289 casos confirmados de BTV-3 no Reino Unido.

A Inglaterra concentrava 283 casos confirmados, enquanto o País de Gales registrava cinco e a Escócia contabilizava um.

Calor e umidade favorecem insetos transmissores

O avanço do vírus ocorre justamente durante um período de temperaturas elevadas e maior umidade no verão europeu.

Essas condições favorecem a atividade dos pequenos insetos do gênero Culicoides, responsáveis pela transmissão da doença.

Os insetos carregam o vírus após picarem animais infectados e podem transmiti-lo posteriormente para outros integrantes do rebanho.

A maior atividade costuma ocorrer especialmente durante o amanhecer e o entardecer.

Produtores passaram, por isso, a reforçar os cuidados durante esses períodos.

Animais mais vulneráveis podem permanecer dentro de instalações enquanto a movimentação dos insetos apresenta maior intensidade.

Áreas baixas, úmidas ou protegidas também passaram a receber atenção especial dos criadores.

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Viviane Alves

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Doença provoca sintomas graves em ovelhas e bovinos

O vírus da língua azul não oferece risco para seres humanos e também não compromete a segurança dos alimentos.

Os impactos ficam concentrados nos animais e nos prejuízos que uma disseminação maior pode provocar aos produtores.

Ovelhas costumam apresentar alguns dos quadros mais graves da doença.

Os sintomas podem incluir febre, secreção nasal, vermelhidão e inchaço no focinho e nos lábios.

Alguns animais também desenvolvem uma coloração azulada na língua, característica que deu origem ao nome da doença.

Dificuldade para caminhar ou permanecer em pé também pode aparecer durante a infecção.

Bovinos podem apresentar redução na produção de leite e problemas reprodutivos.

Rebanho de ovelhas pasta em área rural enquanto o avanço do vírus da língua azul BTV-3 aumenta a atenção dos criadores no Reino Unido.

Primeiro caso na Escócia amplia preocupação

A confirmação registrada em Dumfries and Galloway colocou a Escócia no mapa de circulação do BTV-3.

A chefe veterinária escocesa, Sheila Voas, afirmou que ainda não existe confirmação de transmissão ativa na região.

Uma das hipóteses consideradas envolve a chegada de insetos infectados transportados pelo vento.

O vírus já havia sido identificado anteriormente na Irlanda do Norte, República da Irlanda, Ilha de Man e norte da Inglaterra.

Testes continuam sendo realizados nos demais animais da propriedade.

Os resultados deverão indicar se o caso representa apenas uma ocorrência isolada ou o início de uma circulação regional.

Criadores mudam rotina para tentar proteger animais

O aumento da atividade dos Culicoides levou produtores a adotarem novas estratégias de manejo.

Animais mais vulneráveis passaram a permanecer abrigados principalmente nos horários de maior circulação dos insetos.

Rebanhos também podem ser afastados de regiões úmidas, baixas ou protegidas.

Essas mudanças, porém, trazem novos desafios para os produtores.

A alteração da rotina pode gerar mais custos, necessidade de instalações adequadas e maior pressão sobre propriedades rurais.

O criador de ovelhas Dominic Elson, de Devon, relatou recentemente a perda de uma ovelha criada havia mais de dez anos.

O episódio também aumentou a preocupação sobre os efeitos emocionais e econômicos da doença nos produtores.

Vacinação ganha importância durante temporada de transmissão

A vacinação contra a língua azul tornou-se uma das principais medidas de proteção recomendadas aos criadores.

Autoridades veterinárias e entidades rurais orientam os produtores a discutir a imunização diretamente com seus veterinários.

A proteção completa pode levar aproximadamente 28 dias para se desenvolver.

Animais vacinados anteriormente podem começar a apresentar algum nível de proteção antes desse prazo.

A duração da temporada de atividade dos Culicoides mantém a preocupação elevada durante os meses mais quentes.

A propriedade ligada ao primeiro caso escocês continua sob restrição enquanto os testes prosseguem.

O que pode acontecer agora com o BTV-3 no Reino Unido?

A evolução dos próximos testes será determinante para entender a dimensão do problema na Escócia.

Autoridades precisam descobrir se o vírus permaneceu limitado ao primeiro caso ou se outros animais também foram infectados.

O aumento das notificações na Inglaterra mostra que a doença permanece ativa durante o verão europeu.

A combinação entre calor, umidade e circulação dos Culicoides cria um ambiente especialmente favorável à transmissão.

Produtores agora acompanham os novos registros enquanto reforçam medidas de proteção e discutem a vacinação dos rebanhos.

O avanço do BTV-3 mostra que a vigilância deverá continuar enquanto houver condições favoráveis aos insetos transmissores.

Você acredita que a vacinação preventiva deve ser ampliada entre os rebanhos britânicos ou os produtores deveriam priorizar outras medidas de controle dos insetos? Deixe sua opinião.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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