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Vulcão que matou cerca de 30 mil pessoas em 1902 volta a preocupar cientistas após registrar 331 terremotos em apenas um mês, deformação do solo e sinais de pressão subterrânea no Caribe
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 05/08/2026 às 01:10
Atualizado em 05/08/2026 às 01:11
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Monte Pelée, na Martinica, registra centenas de terremotos e movimentação do terreno, enquanto cientistas mantêm vigilância sobre um dos vulcões mais conhecidos do Caribe.
Um aumento expressivo na atividade sísmica do Monte Pelée, localizado na ilha caribenha da Martinica, voltou a chamar a atenção dos cientistas.
Entre 24 e 31 de julho, foram registrados 124 terremotos vulcânicos, segundo dados divulgados pelo Observatório Vulcanológico e Sismológico da Martinica.
Na semana anterior, os equipamentos haviam contabilizado 45 eventos. Dessa forma, o número de tremores praticamente triplicou em poucos dias.
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Ao longo de julho, 331 terremotos relacionados ao vulcão foram detectados, reforçando o acompanhamento realizado pelos especialistas.
Os pesquisadores ressaltam, porém, que o aumento da atividade não significa que uma erupção esteja prestes a acontecer.
Centenas de terremotos aumentam vigilância científica
Os tremores detectados no Monte Pelée estão relacionados aos processos que ocorrem abaixo da superfície.
Segundo os pesquisadores, terremotos desse tipo podem surgir quando magma ou fluidos superaquecidos pressionam as rochas subterrâneas.
Essa pressão, posteriormente, pode provocar pequenas fraturas e gerar sinais registrados pelos equipamentos instalados ao redor do vulcão.
O aumento na quantidade de eventos sísmicos, portanto, funciona como um importante indicador para o monitoramento científico.
Entre os principais sinais observados estão 331 terremotos durante julho, deformação do terreno e mudanças na pressão subterrânea.
Até o momento, entretanto, os dados disponíveis não confirmam uma erupção iminente.
Solo próximo ao Monte Pelée também apresenta elevação
Outro fenômeno acompanhado pelos pesquisadores envolve uma lenta deformação do terreno ao redor do cume.
Desde maio, o solo apresenta uma elevação de aproximadamente um centímetro por mês.
As análises indicam que esse movimento pode estar associado a uma fonte de pressão localizada a cerca de um quilômetro de profundidade.
Nas últimas semanas, a velocidade dessa elevação diminuiu. Mesmo assim, o comportamento continua sendo acompanhado pelos cientistas.
O nível de alerta permanece amarelo, classificação utilizada para indicar um estado de vigilância diante das mudanças observadas.
Possibilidade de erupção no curto prazo continua baixa
O Observatório Vulcanológico e Sismológico da Martinica mantém o acompanhamento contínuo do sistema vulcânico.
Segundo a avaliação divulgada, a possibilidade de uma erupção no curto prazo permanece baixa.
Mudanças nas próximas semanas ou meses, entretanto, não podem ser completamente descartadas.
O monitoramento considera diferentes indicadores, incluindo terremotos, deformações do solo e alterações relacionadas aos processos internos do vulcão.
Essa combinação permite aos especialistas acompanhar a evolução do Monte Pelée e identificar possíveis mudanças no comportamento do sistema.
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Viviane Alves
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Erupção de 1902 matou cerca de 30 mil pessoas
O Monte Pelée entrou para a história após protagonizar uma das maiores tragédias vulcânicas da era moderna.
Em 1902, uma violenta erupção atingiu a cidade de Saint-Pierre, na Martinica, destruindo grande parte da área em poucos minutos.
Uma nuvem formada por gases superaquecidos, cinzas e fragmentos de rocha avançou rapidamente pela região.
O desastre provocou a morte de cerca de 30 mil pessoas e transformou a erupção em um dos episódios vulcânicos mais conhecidos da história.
Posteriormente, o Monte Pelée voltou a apresentar atividade eruptiva entre 1929 e 1932.
Cinzas poderiam afetar rotas aéreas no Caribe
Uma eventual erupção de grande intensidade também poderia produzir impactos além das proximidades do vulcão.
Nuvens de cinzas, por exemplo, podem representar riscos aos motores das aeronaves e reduzir significativamente a visibilidade durante os voos.
Rotas aéreas do Caribe poderiam ser afetadas caso grandes volumes de partículas fossem lançados na atmosfera.
O cenário atual, contudo, não apresenta indicação de ameaça direta a regiões mais distantes, incluindo a Flórida, nos Estados Unidos.
O Monte Pelée permanece, portanto, sob acompanhamento do Observatório Vulcanológico e Sismológico da Martinica e do Instituto de Física do Globo de Paris.
A atividade registrada em julho mantém os cientistas atentos, mas não existe confirmação de que uma nova erupção esteja próxima.
O que você acha: o aumento dos terremotos e a deformação do solo justificam maior preocupação com o Monte Pelée ou o monitoramento científico atual é suficiente? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

