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Xi Jinping se prepara para voltar à Índia pela primeira vez em 7 anos durante a Cúpula do Brics, levando uma delegação que pode chegar a 400 participantes e colocando novamente frente a frente duas potências asiáticas que tentam melhorar relações apesar de uma disputa territorial iniciada há décadas

Xi Jinping se prepara para voltar à Índia pela primeira vez em 7 anos durante a Cúpula do Brics, levando uma delegação que pode chegar a 400 participantes e colocando novamente frente a frente duas potências asiáticas que tentam melhorar relações apesar de uma disputa territorial iniciada há décadas

4 min de leitura

Xi Jinping se prepara para voltar à Índia pela primeira vez em 7 anos durante a Cúpula do Brics, levando uma delegação que pode chegar a 400 participantes e colocando novamente frente a frente duas potências asiáticas que tentam melhorar relações apesar de uma disputa territorial iniciada há décadas

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 25/08/2026 às 21:54

Economia

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Xi Jinping prepara primeira visita à Índia em sete anos para a Cúpula do Brics, com delegação de cerca de 400 integrantes em meio à tentativa de reaproximação entre China e Índia.

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Xi Jinping prepara sua primeira visita à Índia em sete anos para a 18ª Cúpula do Brics, em Nova Délhi, com comitiva estimada em cerca de 400 integrantes. O encontro ocorre enquanto China e Índia buscam reaproximação após décadas de tensão territorial numa fronteira de aproximadamente 3.800 quilômetros entre países.

Xi Jinping prepara sua primeira viagem à Índia em sete anos para participar da 18ª Cúpula do Brics, em Nova Délhi. A delegação chinesa deve reunir cerca de 400 integrantes, num momento em que Pequim e Nova Délhi tentam reduzir tensões acumuladas por décadas de divergências territoriais.

As informações foram publicadas pelo Poder360 em 25 de agosto de 2026, em reportagem de Eric Napoli, com base também em informações da Reuters. A viagem ainda não havia sido confirmada oficialmente pelo governo chinês, embora estivesse sendo preparada para o encontro do bloco.

Viagem será a primeira de Xi à Índia desde 2019

Xi Jinping prepara primeira visita à Índia em sete anos para a Cúpula do Brics, com delegação de cerca de 400 integrantes em meio à tentativa de reaproximação entre China e Índia.

A visita projetada encerra um intervalo de sete anos sem uma viagem de Xi Jinping ao território indiano.

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A comitiva esperada para a cúpula deve reunir aproximadamente 400 integrantes, número que demonstra a dimensão da presença chinesa planejada para Nova Délhi.

Modi esteve na China em agosto de 2025

A aproximação ganhou outro capítulo no ano anterior.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, viajou a Tianjin, na China, em agosto de 2025, também em sua primeira visita ao país em sete anos. Na ocasião, ele encontrou Xi Jinping.

China e Índia carregam disputa territorial desde a década de 1960

A tentativa de melhorar as relações ocorre sobre uma rivalidade que atravessa mais de seis décadas.

China e Índia mantêm divergências em diferentes pontos de uma fronteira de aproximadamente 3.800 quilômetros, onde existem áreas de demarcação contestada e forte presença militar. Essas regiões são associadas à chamada Linha de Controle Real, ou LAC.

Confronto de 2020 deixou 24 mortos no Vale de Galwan

As tensões fronteiriças produziram um episódio grave em junho de 2020.

Tropas dos dois países se enfrentaram no Vale de Galwan, uma das regiões inseridas na disputa territorial, em confronto que terminou com 24 mortes. O episódio aumentou a complexidade da relação entre os governos de Xi e Modi.

Relação da China com o Paquistão também pesa sobre diálogo

Outro ponto sensível envolve os acordos militares chineses com o Paquistão, país que mantém sua própria rivalidade histórica com a Índia.

Esse relacionamento acrescenta pressão às relações entre Pequim e Nova Délhi, mesmo enquanto os dois governos procuram estabelecer uma convivência economicamente mais favorável.

China observa mercado indiano e Índia busca avanço tecnológico

Os interesses econômicos ajudam a explicar a busca por uma relação menos tensa.

A China procura ampliar oportunidades para suas empresas no mercado consumidor indiano, enquanto a Índia pretende desenvolver seu setor tecnológico, com atenção especial à inteligência artificial e à possibilidade de cooperação tecnológica.

Encontro bilateral entre Xi e Modi ainda não estava previsto

A presença dos dois líderes na mesma cúpula não significava, naquele momento, que uma reunião direta estivesse marcada.

Segundo as informações disponíveis, não havia previsão de encontro bilateral entre Xi Jinping e Narendra Modi durante ou depois da Cúpula do Brics.

Xi ainda não havia confirmado oficialmente participação

O governo chinês ainda não havia anunciado formalmente a viagem de Xi a Nova Délhi.

A ausência de confirmação antecipada foi apresentada dentro da prática chinesa de evitar divulgar determinados compromissos presidenciais com muita antecedência.

Putin e Pezeshkian já haviam confirmado presença

Outros chefes de Estado já tinham oficializado participação na cúpula.

Entre eles estavam o presidente russo Vladimir Putin e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian. O representante dos Emirados Árabes Unidos ainda não havia sido confirmado.

Brasil tinha tendência de ser representado por Mauro Vieira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria participar do encontro, conforme a expectativa apresentada naquele momento.

A tendência era que o Brasil fosse representado pelo chanceler Mauro Vieira, embora o Itamaraty ainda não tivesse respondido ao pedido de posicionamento feito até a publicação.

Cúpula coloca novamente Xi e Modi diante de uma relação em reconstrução

A possível chegada de Xi Jinping à Índia pela primeira vez em sete anos passa a ser um dos principais movimentos diplomáticos em torno da Cúpula do Brics.

A viagem ocorre enquanto China e Índia buscam melhorar a relação sem que tenham desaparecido as divergências territoriais que acompanham os dois países desde a década de 1960. A dimensão da delegação chinesa e o reencontro dos líderes colocam essa tentativa de reaproximação no centro da agenda do evento.

Na sua opinião, China e Índia conseguirão transformar a aproximação diplomática em uma relação mais estável apesar das disputas territoriais acumuladas há décadas? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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