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25 anos após o 11 de Setembro, novo documentário da Netflix revela como os ataques mudaram guerras, vigilância, política, desinformação e a vida de quem nem havia nascido em 2001
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 04/09/2026 às 23:46
Atualizado em 04/09/2026 às 23:47
Geopolítica
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Ponto de Virada: Geração 11 de Setembro reúne relatos de familiares das vítimas e analisa como decisões tomadas após 2001 continuam influenciando os Estados Unidos
Vinte e cinco anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a memória da tragédia atravessa uma transformação nos Estados Unidos. Uma parcela crescente da população nasceu depois dos ataques contra o World Trade Center, o Pentágono e o campo de Shanksville ou era jovem demais para guardar lembranças daquele dia.
Nesse cenário, a Netflix lançou em 2 de setembro de 2026 o documentário Ponto de Virada: Geração 11 de Setembro, dirigido por Brian Knappenberger. A produção analisa como os atentados e, principalmente, as decisões tomadas posteriormente alteraram a política, a segurança, as guerras e a sociedade americana.
Produzido pela Luminant Media, o filme tem aproximadamente uma hora e 37 minutos. Em vez de apenas reconstruir cronologicamente os ataques, a obra acompanha pessoas afetadas diretamente pelo episódio e examina consequências que atravessaram as décadas seguintes.
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Distanciamento e memórias de dor
Para Knappenberger, os jovens atuais enxergam o 11 de Setembro com uma distância histórica semelhante àquela que gerações anteriores possuíam em relação à Segunda Guerra Mundial. O atentado passou a ser conhecido por muitos principalmente através de aulas, vídeos, redes sociais e conteúdos publicados na internet.
O documentário acompanha, entre outros personagens, Laurel Homer, filha de LeRoy Homer, copiloto do voo 93 da United Airlines. Ela tinha apenas 10 meses quando o pai morreu após passageiros e tripulantes reagirem aos sequestradores do avião que caiu na Pensilvânia.
Laurel relata que cresceu convivendo com a ausência paterna e, posteriormente, também enfrentou teorias conspiratórias e ataques pela internet. Outra história apresentada é a de An Nguyen, que tinha quatro anos quando perdeu o pai, Khang Nguyen, engenheiro elétrico morto durante o ataque ao Pentágono.
Para o diretor, esses relatos também revelam como a desinformação passou a atingir familiares das vítimas. O documentário relaciona teorias conspiratórias surgidas após os atentados ao crescimento posterior das plataformas digitais e à disseminação de notícias falsas.
Aparelho estatal e vigilância interna
A produção também examina como o 11 de Setembro modificou o sistema de segurança dos Estados Unidos. O filme visita o chamado Pequeno Paquistão, no Brooklyn, para mostrar como comunidades muçulmanas passaram a enfrentar maior vigilância e suspeita após os ataques.
Nesse contexto, são abordados o Departamento de Segurança Interna e o Serviço de Imigração e Alfândega, o ICE. Segundo Knappenberger, em declarações repercutidas pelo The Guardian, parte da infraestrutura criada naquele período continuou influenciando políticas de segurança e imigração nas décadas seguintes.
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O documentário também analisa as consequências militares dos atentados. Três dias depois do 11 de setembro de 2001, o Congresso americano aprovou a Autorização para o Uso da Força Militar, conhecida como AUMF, que sustentaria diferentes operações ao longo das administrações seguintes.
A produção chega até agosto de 2021, quando os Estados Unidos concluíram a retirada do Afeganistão. Durante a evacuação de Cabul, um atentado no Portão da Abadia matou 13 militares americanos e mais de 170 civis afegãos.
Ao encerrar esse percurso de 25 anos, Ponto de Virada: Geração 11 de Setembro coloca lado a lado memória, guerras, vigilância, desinformação e decisões políticas. A proposta, segundo a Netflix e o próprio diretor, é mostrar como as consequências daquele período continuam presentes até entre pessoas que sequer viveram os ataques de 2001.
Na sua opinião, qual foi o impacto mais profundo do 11 de Setembro ao longo desses 25 anos: as guerras iniciadas depois dos ataques ou as mudanças na vigilância, na política e na desinformação? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

