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500 empregos previstos e 5 bilhões de doses por ano: Prati-Donaduzzi anuncia nova fábrica em expansão de R$ 1 bilhão no Paraná

500 empregos previstos e 5 bilhões de doses por ano: Prati-Donaduzzi anuncia nova fábrica em expansão de R$ 1 bilhão no Paraná

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500 empregos previstos e 5 bilhões de doses por ano: Prati-Donaduzzi anuncia nova fábrica em expansão de R$ 1 bilhão no Paraná

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 23/09/2026 às 20:54

Atualizado em 23/09/2026 às 20:55

Indústria

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Ilustração gerada por inteligência artificial. Não representa as instalações reais da Prati-Donaduzzi.

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Prati-Donaduzzi prevê 500 empregos em nova fábrica com dez linhas no Biopark

A previsão de 500 empregos diretos acompanha uma mudança de endereço para a expansão da Prati-Donaduzzi. Com o atual perímetro industrial ocupado, a farmacêutica anunciou uma nova fábrica no Biopark, em Toledo, no oeste do Paraná. A unidade integra um ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão.

O anúncio ocorreu em 22 de setembro, na celebração dos dez anos do parque tecnológico. Batizada de Sólidos 5, a fábrica terá dez linhas e capacidade para produzir 5 bilhões de doses de medicamentos por ano, segundo o comunicado da companhia.

Para quem acompanha a notícia à procura de trabalho, a distinção é importante: o número anunciado corresponde aos postos previstos com a expansão. Não é uma seleção de 500 pessoas com inscrições abertas neste momento.

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Do projeto à produção, a implantação passa por obras, máquinas e testes

O cronograma ajuda a dimensionar essa espera. Em entrevista ao Toledo News, o presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Maffissoni, informou que o empreendimento está na fase de definição dos fluxos produtivos e dos equipamentos. A maior parte da terraplanagem já havia sido executada.

A previsão apresentada é começar a construção civil no primeiro bimestre de 2027. Depois virão a instalação das máquinas, o comissionamento e os procedimentos regulatórios necessários à operação. A estimativa mencionada na entrevista é de cerca de três anos para concluir esse percurso.

Construir o prédio, portanto, é apenas uma etapa. A fábrica precisa receber os equipamentos e passar pelos testes de funcionamento antes de produzir comercialmente. O prazo é uma previsão da empresa, sujeito à execução do projeto.

Eder Maffissoni durante o evento no Biopark. Foto: divulgação/Prati-Donaduzzi.

Na entrevista em vídeo publicada pelo Toledo News em 23 de setembro, o presidente da farmacêutica detalha o projeto da nova unidade.

Cinco bilhões de doses são capacidade anual, não produção imediata

A dimensão do projeto aparece em duas medidas distintas. A companhia informa capacidade adicional de 5 bilhões de doses por ano e crescimento de aproximadamente 30% no volume de produção atual. Esses números descrevem a escala pretendida para a expansão.

Uma dose não corresponde a um paciente atendido. Uma mesma pessoa pode utilizar diversas doses ao longo de um tratamento. Por isso, o volume industrial não deve ser convertido em número de beneficiários nem confundido com caixas de medicamentos.

Também há diferença entre capacidade instalada e produção efetiva. O primeiro indicador descreve quanto a estrutura está preparada para fabricar. A quantidade que chegará ao mercado dependerá do funcionamento das linhas e dos pedidos recebidos.

Anúncio da expansão no Biopark, em registro publicado pelo Toledo News em 23 de setembro de 2026. Reprodução/Toledo News.

O Biopark já abriga a distribuição e agora receberá a produção

A escolha do terreno resolve uma limitação física apontada pela própria farmacêutica: seu perímetro industrial atual está ocupado. No Biopark, a empresa já mantém um centro de distribuição. A nova unidade amplia a presença da indústria no território.

O parque foi idealizado por Carmen e Luiz Donaduzzi, fundadores da companhia. A implantação da Sólidos 5 aproxima a nova produção da estrutura logística existente e de instituições ligadas à pesquisa e à formação profissional, conforme a explicação da empresa.

O deslocamento dos trabalhadores também entrou na discussão. Na entrevista ao Toledo News, Maffissoni relacionou a viabilidade do projeto às melhorias de acesso entre Toledo e o Biopark, citando a segurança e o tempo gasto no trajeto.

A mudança para o Biopark já aparecia nos planos em 2023

O projeto tem um antecedente público. Em entrevista ao Toledo News publicada em 1º de dezembro de 2023, Maffissoni já dizia que a empresa havia adquirido terreno no Biopark porque não tinha espaço para crescer no endereço atual.

O anúncio de setembro de 2026 acrescenta àquela intenção a escala da Sólidos 5, com capacidade, linhas e empregos previstos. O vídeo abaixo é um registro histórico do planejamento, e não uma imagem da nova fábrica pronta.

Assista o vídeo

Entrevista de Eder Maffissoni ao Toledo News, publicada em 1º de dezembro de 2023. Registro histórico dos planos de expansão no Biopark.

Expansão combina mercado brasileiro e planos internacionais

O investimento não foi apresentado apenas como resposta ao mercado nacional. No comunicado oficial, Maffissoni associa a fábrica à preparação da companhia para ampliar sua atuação em outros países.

A estrutura industrial é parte dessa preparação. Produzir mais não equivale, por si só, a obter autorização para vender em qualquer mercado: o avanço internacional também envolve as exigências aplicáveis a cada produto e país.

Para acompanhar futuras oportunidades profissionais, o caminho indicado no site da Prati-Donaduzzi é a área Faça parte do nosso time. As funções e condições precisam ser conferidas em cada anúncio de contratação, separadamente da projeção de empregos da nova fábrica.

Fontes: comunicado da Prati-Donaduzzi e entrevista publicada pelo Toledo News.

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Fonte

Prati-Donaduzzi


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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