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A 700 metros sob o Mar do Norte, cratera de 3,2 km revela mega cicatriz de asteroide que atingiu a Terra há mais de 43 milhões de anos

A 700 metros sob o Mar do Norte, cratera de 3,2 km revela mega cicatriz de asteroide que atingiu a Terra há mais de 43 milhões de anos

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A 700 metros sob o Mar do Norte, cratera de 3,2 km revela mega cicatriz de asteroide que atingiu a Terra há mais de 43 milhões de anos

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 01/09/2026 às 11:31

Atualizado em 01/09/2026 às 11:35

Curiosidades

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Imagem: Reprodução

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Soterrada sob 700 metros de sedimentos no Mar do Norte, a Cratera Silverpit tem 3,2 quilômetros de diâmetro e preserva minerais deformados pelo choque de um asteroide ocorrido há mais de 43 milhões de anos

A Cratera Silverpit, soterrada sob cerca de 700 metros de sedimentos no Mar do Norte, foi associada a um impacto ocorrido entre 43 e 46 milhões de anos atrás. Com aproximadamente 3,2 quilômetros de diâmetro, a estrutura preserva minerais deformados por choque e pode ter sido criada por um asteroide de cerca de 160 metros.

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Cratera Silverpit fica a 130 quilômetros de Yorkshire

A estrutura está localizada no sul do Mar do Norte, aproximadamente 130 quilômetros da costa de Yorkshire, na Inglaterra.

Sua posição abaixo do fundo marinho fez com que permanecesse escondida até ser identificada em dados sísmicos em 2002.

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Desde então, sua origem gerou debate. Enquanto uma hipótese apontava para uma colisão, outra explicação considerava que o formato poderia ter sido produzido pelo movimento de sal existente no subsolo.

A nova análise reuniu diferentes tipos de evidências para defender a origem por impacto hiperveloz. O estudo utilizou imagens sísmicas, amostras de rocha, bioestratigrafia e modelagem numérica.

As imagens sísmicas 3D mostraram uma estrutura circular, um pico central e uma região deformada ao redor da cratera. Esses elementos permitiram observar detalhes preservados sob as camadas de sedimentos.

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Minerais deformados reforçam origem por impacto

Uma das evidências mais importantes apareceu nas amostras de rocha. Minerais como quartzo e feldspato apresentaram lamelas de choque, marcas produzidas sob pressões extremamente altas.

Essas deformações não costumam ser formadas por processos geológicos comuns e são compatíveis com impactos ocorridos em velocidades extremas.

A bioestratigrafia situou o evento entre 43 e 46 milhões de anos atrás. Já as simulações numéricas indicaram que um corpo rochoso em alta velocidade poderia produzir a geometria observada na Cratera Silverpit.

Os modelos também apontaram para um impacto raso vindo do oeste, interpretação usada para explicar a assimetria observada na deformação da estrutura.

Imagem: Reprodução

Asteroide de 160 metros pode ter provocado ondas acima de 100 metros

Segundo as estimativas apresentadas no material, o asteroide teria aproximadamente 160 metros de diâmetro e atingido a região a uma velocidade entre 15 e 20 quilômetros por segundo.

A colisão teria aberto rapidamente a cavidade no fundo marinho e lançado água, sedimentos e fragmentos de rocha para cima. A coluna formada pelo impacto teria alcançado aproximadamente 1,5 quilômetro de altura.

O posterior colapso desse material teria produzido ondas superiores a 100 metros. Regiões próximas de Yorkshire teriam recebido as maiores alturas.

Áreas hoje associadas aos Países Baixos, Dinamarca, Alemanha e França também poderiam ter sentido ondas menores, embora ainda destrutivas, segundo a reconstrução do evento apresentada no material.

Sedimentos ajudaram a conservar uma estrutura rara

Crateras submarinas são pouco preservadas no registro geológico porque o fundo oceânico passa continuamente por sedimentação, erosão, tectonismo e reciclagem da crosta.

No caso da Cratera Silverpit, as camadas sedimentares ajudaram a conservar características que poderiam desaparecer em outras condições.

Sua localização em uma área estudada por levantamentos sísmicos também permitiu analisar estruturas que não poderiam ser observadas diretamente na superfície do fundo marinho.

A Silverpit oferece, assim, um registro de um impacto submarino de escala regional, permitindo estudar conjuntamente a formação da cratera, a deformação das rochas e os efeitos produzidos pelo deslocamento rápido de grandes volumes de água.

Esta matéria foi elaborada com base em informações de Nature Communications, Space.com e Olhar Digital, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://revistaoeste.com/


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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