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Acre registra mais de 2,2 mil internações por doenças respiratórias graves e 57 óbitos em 2026

Acre registra mais de 2,2 mil internações por doenças respiratórias graves e 57 óbitos em 2026

O Acre registrou 2.248 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre as semanas epidemiológicas 1 e 34 de 2026, segundo o Boletim Epidemiológico das Síndromes Respiratórias divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). O número representa aumento em relação aos dois anos anteriores: foram 2.049 casos no mesmo período de 2024 e 1.730 em 2025.

Apesar do volume maior de registros em 2026, o boletim aponta uma desaceleração nas notificações nas últimas seis semanas analisadas. A concentração histórica dos casos ocorre principalmente entre as semanas 14 e 28, período que corresponde aproximadamente ao final de abril até a primeira quinzena de julho, quando há maior pressão sobre a rede hospitalar.

Em 2026, o pico de internações ocorreu por volta da semana epidemiológica 22, quando foram registrados 103 casos em uma única semana. Na semana 34, último período analisado pelo boletim, o número havia caído para 41 casos.

Rio Branco concentra o maior número absoluto de casos, com 972 registros. Entretanto, quando os dados são analisados proporcionalmente à população, municípios do interior apresentam índices de incidência mais elevados. Entre os municípios que chamam atenção estão Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima e Jordão, na Regional de Saúde do Juruá/Tarauacá-Envira.

No Alto Acre, Assis Brasil também apresenta índice elevado proporcionalmente à população, com incidência de 28,1 casos, segundo o levantamento. O município é considerado um ponto de atenção devido à sua localização na fronteira e ao trânsito internacional de pessoas. Já Porto Walter apresentou apenas oito casos absolutos e a menor taxa proporcional do estado, de 6,4.

Vírus mais identificados

Entre os vírus identificados nas amostras de pacientes hospitalizados com SRAG em 2026, os mais frequentes são o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus, Influenza A não subtipado e Influenza H3 sazonal. Esses agentes aparecem associados principalmente a quadros de pneumonia, bronquite e bronquiolite.

O VSR se destaca entre as crianças e, de acordo com o boletim, é o principal agente relacionado às internações pediátricas no ano. A Influenza A, que apresentou forte circulação em 2024, teve redução em 2025 e voltou a aparecer com frequência elevada em 2026.

O levantamento também aponta mudança no cenário epidemiológico a partir da semana 29. Enquanto os casos associados à Influenza e ao VSR apresentam redução, o Rinovírus permanece em circulação e o SARS-CoV-2, causador da Covid-19, voltou a apresentar crescimento a partir da semana 32, em agosto.

Covid-19 volta a apresentar alta

Os dados específicos de Covid-19 mostram uma elevação recente na quantidade de casos positivos. Depois de uma tendência de queda entre as semanas 2 e 10, o número de confirmações voltou a crescer nas semanas mais recentes.

Na semana epidemiológica 33, foram registrados 133 casos positivos de Covid-19, indicando uma nova elevação da circulação do vírus no estado. O comportamento acende um alerta para a necessidade de manutenção das medidas de prevenção e monitoramento epidemiológico.

Crianças e idosos concentram maior risco

As crianças de 0 a 9 anos aparecem como o grupo mais afetado pelas síndromes respiratórias graves. Entre elas, a faixa de 2 a 4 anos apresenta o maior número de internações. O boletim também chama atenção para o crescimento dos casos entre crianças menores de dois anos.

Os idosos com 60 anos ou mais formam o segundo principal grupo de risco em relação às internações. Após uma redução registrada em 2025, os casos voltaram a aumentar entre essa população em 2026.

Entre adultos jovens e pessoas de meia-idade, os índices de internação permanecem menores. Ainda assim, todas as faixas entre 30 e 59 anos apresentaram leve aumento de casos em 2026 em comparação com 2025.

Hospital Infantil concentra maior número de internações

O Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, concentra o maior volume absoluto de internações por SRAG no Acre em 2026. O dado acompanha o perfil etário identificado no boletim e reforça o impacto das doenças respiratórias sobre a população pediátrica.

Na sequência aparece o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, que recebe pacientes de diferentes municípios do interior. A UPA do 2º Distrito, em Rio Branco, com 119 registros, e a Pronto Clínica também aparecem entre as principais portas de entrada para pacientes com quadros respiratórios graves.

Acre registra 57 mortes por SRAG em 2026

Entre as semanas epidemiológicas 1 e 34, o Acre registrou 57 óbitos confirmados por SRAG em 2026. No mesmo período, foram contabilizadas 166 mortes em 2024 e 106 em 2025.

Os idosos com 60 anos ou mais concentram a maior quantidade de mortes. Em 2026, foram 21 óbitos nessa faixa etária, contra 50 em 2025 e 104 em 2024.

Outro dado que chama atenção é o aumento das mortes entre bebês menores de dois anos. Foram oito óbitos em 2024, oito em 2025 e 12 em 2026, o maior número do período analisado. O boletim relaciona esse cenário ao aumento das internações pediátricas e à circulação do VSR.

Entre crianças de 2 a 4 anos, houve redução, passando de 19 mortes em 2024 para sete em 2025 e cinco em 2026. Já a faixa de 5 a 9 anos apresentou crescimento gradual, com seis óbitos em 2024, oito em 2025 e nove em 2026.

Vacinação é principal forma de prevenção

A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação é a principal medida de prevenção contra as síndromes respiratórias, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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