O estado do Acre registrou 773 focos de calor entre 1º de janeiro e 9 de setembro de 2026, segundo dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O volume representa a menor marca acumulada no estado durante o período nos últimos sete anos de monitoramento e equivale a uma redução de 22% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando foram anotados 996 focos.
O levantamento histórico do Inpe aponta que o estado contabilizou 4.837 focos em 2020, 5.221 em 2021 e atingiu o ápice da série temporal em 2022, com 6.738 registros. Em 2023, o indicador recuou para 2.655, voltando a subir 42% em 2024, quando somou 3.774 ocorrências. Desde então, os índices iniciaram uma trajetória contínua de queda, registrando 996 focos em 2025 e chegando aos atuais 773.
Panorama Nacional e Posição no Ranking
O recuo nos índices locais acompanha a retração observada no âmbito nacional. Em todo o Brasil, foram mapeados 51.282 focos de calor no período analisado em 2026, o que representa uma queda de 55% frente aos 114.727 consolidados no mesmo intervalo de 2020.
No ranking das unidades da federação, Mato Grosso lidera o acumulado do ano com 7.781 focos, seguido por Pará (7.562) e Tocantins (5.829). O Acre ocupa a 15ª posição nacional, situando-se abaixo de Mato Grosso do Sul (874) e acima de Rondônia (747).
Monitoramento Recente
No recorte das 48 horas analisadas entre terça (8) e quarta-feira (9), o Acre somou 10 focos de calor. O índice manteve o estado distante das maiores concentrações registradas no país no mesmo curto período, lideradas por Pará (212), Amazonas (210), Maranhão (124) e Bahia (106). No total nacional, o Brasil contabilizou 1.116 focos nessas 48 horas.
Os dados do Inpe são aferidos por meio de satélite de referência e gerenciados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
(Com informações do portal ac24horas)
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

