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Adeus aposentadoria: idoso trabalha por 40 anos seguidos, consegue se aposentar, passa apenas 11 dias longe do mercado e aceita voltar após pedido da antiga empresa; aos 65, trabalha três dias por semana e diz que a nova rotina lhe deu propósito, convivência e liberdade para viajar

Adeus aposentadoria: idoso trabalha por 40 anos seguidos, consegue se aposentar, passa apenas 11 dias longe do mercado e aceita voltar após pedido da antiga empresa; aos 65, trabalha três dias por semana e diz que a nova rotina lhe deu propósito, convivência e liberdade para viajar

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Adeus aposentadoria: idoso trabalha por 40 anos seguidos, consegue se aposentar, passa apenas 11 dias longe do mercado e aceita voltar após pedido da antiga empresa; aos 65, trabalha três dias por semana e diz que a nova rotina lhe deu propósito, convivência e liberdade para viajar

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 15/09/2026 às 15:05

Atualizado em 15/09/2026 às 15:28

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Profissional de Seattle deixou para trás jornadas que chegavam a 12 horas e funções de gestão. No novo arranjo, mantém o emprego sem abrir mão do voluntariado, dos exercícios, do tempo com a esposa e de períodos maiores para viajar.

Aos 65 anos, George Crabtree mantém uma rotina que combina trabalho, voluntariado, exercícios, vida familiar e viagens, sem retomar a jornada integral que marcou boa parte de sua carreira. Ele voltou à antiga empresa em condições negociadas para preservar a autonomia que buscava ao se aposentar.

Em relato publicado pelo Business Insider em agosto deste ano, Crabtree contou que havia deixado o emprego aos 64 anos, poucos dias antes de completar 65. O plano era dedicar mais tempo à esposa, aos interesses pessoais e a atividades voluntárias, depois de quatro décadas no setor de impressão comercial.

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A pausa durou 11 dias. Um ex-chefe telefonou porque a empresa enfrentava uma redução inesperada na equipe: um funcionário precisou se afastar por motivo de saúde, enquanto outro havia deixado o trabalho de forma imprevista.

Crabtree avaliou o pedido por algumas horas e aceitou retornar, mas sem recuperar a rotina anterior. Em vez da jornada integral e das responsabilidades de gestão que vinha tentando reduzir, passou a trabalhar três dias por semana, com maior flexibilidade para organizar os horários.

Da gestão à decisão de reduzir o ritmo

Antes da aposentadoria, Crabtree acumulava cerca de 40 anos de experiência na área. Na empresa mais recente, onde permaneceu por uma década, exerceu funções de gestão e chegou a ser responsável por uma equipe de até 23 pessoas.

Em fases mais intensas da carreira, os dias de trabalho podiam chegar a 11 ou 12 horas. O ritmo já havia levado Crabtree a procurar a empresa para reduzir a carga, em uma tentativa de permanecer no emprego sem manter a mesma disponibilidade exigida anteriormente.

O acordo permitiu diminuir a duração dos dias e deixar a função de supervisão, mas ele continuou trabalhando durante toda a semana. A mudança aliviou parte das responsabilidades, sem encerrar o desejo de deixar o mercado e reorganizar o próprio tempo.

A decisão de se aposentar também foi influenciada por acontecimentos familiares. Mortes entre pessoas próximas fizeram Crabtree reconsiderar a ideia de continuar trabalhando por mais tempo e reforçaram seu interesse em aproveitar novas experiências ao lado da esposa.

Antes de sair, o casal procurou profissionais de planejamento financeiro e recebeu a avaliação de que tinha condições para seguir com a aposentadoria. A possibilidade de sustentar a nova fase sem depender de uma jornada integral tornou a mudança viável naquele momento.

Voluntariado e trabalho passam a dividir a semana

Crabtree não pretendia ficar sem atividades depois de se aposentar. Apaixonado por jardinagem, candidatou-se para atuar como voluntário no Bellevue Botanical Garden, no estado de Washington, e começou a frequentar o local após cumprir o processo de orientação necessário.

O trabalho voluntário passou a reunir dois elementos que ele buscava para a nova rotina: atividade física e contato com outras pessoas. A convivência com os demais voluntários acrescentou uma dimensão social aos dias que antes eram ocupados principalmente pelo emprego.

Foi durante essa fase inicial que chegou o convite para voltar à antiga empresa. Além de querer ajudar colegas diante da falta de pessoal, Crabtree relatou que se sentiu valorizado pelo pedido e considerou favoráveis as condições oferecidas para o retorno.

A nova jornada ficou concentrada em três dias da semana. Nos demais, ele preservou espaço para voluntariado, exercícios, compromissos pessoais e tempo com a família, sem abandonar completamente o setor no qual construiu a carreira.

A flexibilidade também permitiu ao casal fazer viagens mais longas. Entre os destinos esteve a China, onde passaram um período viajando e conheceram cidades como Xangai, sem que Crabtree precisasse deixar novamente o emprego para organizar a ausência.

Durante décadas, funções de liderança e jornadas prolongadas exigiram disponibilidade muito maior. No formato atual, ele continua contribuindo com a experiência acumulada na impressão comercial, mas sem reassumir integralmente as responsabilidades que pesaram na decisão de se aposentar.

A relação construída com antigos colegas também pesou na escolha de voltar. Por já conhecer a operação e as pessoas com quem havia trabalhado, Crabtree poderia ajudar durante a redução de equipe sem precisar reconstruir uma rotina profissional do zero.

Na prática, o emprego deixou de determinar toda a organização dos dias e passou a ocupar apenas uma parte da semana. Foi essa combinação, segundo seu relato, que lhe permitiu manter vínculos profissionais sem abandonar as atividades planejadas para a aposentadoria.

O retorno também manteve o contato com colegas de longa data. Para Crabtree, continuar sendo chamado quando a empresa precisa de ajuda preserva uma sensação de utilidade profissional, enquanto o voluntariado oferece outro espaço de convivência fora do ambiente de trabalho.

Aos 65 anos, ele não estabeleceu uma data para deixar novamente o emprego. Enquanto o acordo permitir conciliar trabalho, vida pessoal, voluntariado e viagens, pretende manter a rotina de três dias por semana sem retornar ao modelo de tempo integral que predominou durante grande parte da carreira.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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