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Adolescente de 17 anos acorda sozinha no meio da selva em 1971 após sobreviver à queda de um avião que se desintegrou a aproximadamente 3 mil metros, enfrenta ferimentos, miopia sem os óculos, picadas e larvas em uma ferida e continua caminhando por 11 dias até alcançar uma cabana

Adolescente de 17 anos acorda sozinha no meio da selva em 1971 após sobreviver à queda de um avião que se desintegrou a aproximadamente 3 mil metros, enfrenta ferimentos, miopia sem os óculos, picadas e larvas em uma ferida e continua caminhando por 11 dias até alcançar uma cabana

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Adolescente de 17 anos acorda sozinha no meio da selva em 1971 após sobreviver à queda de um avião que se desintegrou a aproximadamente 3 mil metros, enfrenta ferimentos, miopia sem os óculos, picadas e larvas em uma ferida e continua caminhando por 11 dias até alcançar uma cabana

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 17/09/2026 às 21:54

Atualizado em 17/09/2026 às 21:55

Curiosidades

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Juliane Koepcke, de 17 anos, sobreviveu à queda do voo 508, que se desintegrou a 3 mil metros sobre a selva peruana em 1971, e caminhou 11 dias ferida até encontrar lenhadores.

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Juliane Koepcke, de 17 anos, foi a única sobrevivente oficial do voo 508 da LANSA, que se desintegrou a cerca de 3 mil metros sobre a selva peruana em 24 de dezembro de 1971. Ferida e sem óculos, ela caminhou 11 dias até encontrar uma cabana com lenhadores. Morreram 91 pessoas

Juliane Koepcke tinha 17 anos quando o avião em que viajava se desintegrou no ar, a cerca de 3 mil metros de altura, sobre a selva do Peru. Ela caiu presa à poltrona, acordou sozinha no meio da floresta e andou 11 dias, machucada e quase sem enxergar, até achar ajuda.

A história foi contada pelo portal ND Mais em 17 de setembro de 2026, em reportagem de Lidia Gabriella, com informações do jornal argentino La Nacion. O acidente aconteceu na véspera de Natal de 1971.

Juliane viajava com a mãe para passar as festas com o pai

Juliane Koepcke, de 17 anos, sobreviveu à queda do voo 508, que se desintegrou a 3 mil metros sobre a selva peruana em 1971, e caminhou 11 dias ferida até encontrar lenhadores.

Em 24 de dezembro de 1971, Juliane embarcou no voo 508 da companhia LANSA ao lado da mãe. As duas iam de Lima para Pucallpa, no Peru, onde encontrariam o pai da jovem para as festas de fim de ano.

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O avião era um Lockheed L-188A Electra. Minutos depois de decolar, ele entrou em uma tempestade elétrica sobre a floresta amazônica peruana.

Raio teria atingido o avião e partido a aeronave em pleno voo

Segundo as investigações da época, um raio teria atingido a fuselagem e provocado uma falha estrutural.

O resultado foi a desintegração do avião em pleno ar, a cerca de 3 mil metros de altitude.

Presa ao assento pelo cinto, ela caiu junto com os destroços

Juliane Koepcke, de 17 anos, sobreviveu à queda do voo 508, que se desintegrou a 3 mil metros sobre a selva peruana em 1971, e caminhou 11 dias ferida até encontrar lenhadores.

Quando o avião se partiu, Juliane foi lançada para fora da aeronave. Ela continuou presa à fileira de assentos pelo cinto de segurança e caiu junto com parte dos destroços.

Especialistas ouvidos pelo La Nacion dizem que a estrutura dos assentos, a copa das árvores e as correntes de ar para cima criadas pela tempestade podem ter ajudado a amortecer a queda.

A jovem desmaiou e só acordou na manhã seguinte, sozinha

Depois do impacto, Juliane perdeu a consciência. Ela só acordou na manhã seguinte.

Estava sozinha, sem ninguém do voo por perto, no meio da floresta amazônica peruana.

Clavícula quebrada, braço aberto e um olho fechado pelo inchaço

A queda deixou Juliane com uma fratura na clavícula e um ferimento aberto no braço direito. Um dos olhos ficou fechado pelo inchaço.

Ela também teve uma lesão no joelho e uma concussão, a pancada forte na cabeça.

Sem os óculos, a jovem com alta miopia quase não enxergava

Juliane perdeu os óculos no acidente. Como tinha alta miopia, ficou praticamente sem enxergar.

Foi assim, quase às cegas, que ela teve de procurar um jeito de sair da selva.

Lição do pai salvou a adolescente: seguir o rio

A jovem tinha noções de sobrevivência. Ela tinha morado com os pais, que eram cientistas, na Estação Biológica de Panguana, no meio da floresta.

Juliane lembrou de uma orientação do pai: seguir o curso da água. Pequenos riachos levam a rios maiores e, com o tempo, a lugares com gente.

11 dias de caminhada com picadas e larvas de mosca na ferida

Juliane caminhou por 11 dias seguindo o rio. No caminho, enfrentou picadas de insetos sem parar.

A ferida aberta no braço infeccionou. Larvas de mosca se instalaram no machucado enquanto ela seguia andando.

Saquinhos de doce achados nos destroços viraram comida

Entre os destroços do avião, a jovem encontrou pequenos sacos de doces. Eles serviram de alimento durante parte da jornada.

No 10º dia, um barco na margem e uma trilha até a cabana

No décimo dia, Juliane encontrou um barco improvisado preso à margem do rio.

Seguindo uma trilha a partir dali, ela chegou a uma cabana onde havia lenhadores.

Lenhadores trataram as feridas com querosene e a levaram de canoa

Os homens trataram os ferimentos de Juliane com querosene. No dia seguinte, levaram a jovem de canoa, durante horas, até um posto médico.

De lá, ela foi levada a um hospital da região, onde reencontrou o pai.

Voo tinha 92 pessoas e só Juliane sobreviveu

O voo 508 da LANSA levava 92 pessoas. Segundo o La Nacion, 91 morreram no acidente.

Juliane Koepcke foi a única sobrevivente oficial. A mãe, que viajava ao lado dela, não sobreviveu.

Sobrevivente virou doutora em biologia e trabalha pela Amazônia peruana

Anos depois, Juliane seguiu a profissão dos pais e se tornou doutora em biologia.

Ela passou a trabalhar com pesquisa e conservação do ecossistema amazônico peruano, a mesma floresta em que caiu aos 17 anos.

Na sua opinião, o que mais pesou para Juliane Koepcke sobreviver: a sorte na queda ou o que ela aprendeu com os pais sobre a floresta? Deixe sua opinião nos comentários.

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Juliane Koepcke sobrevivente voo 508


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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