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África registra avanço recorde da energia solar, instala 4,5 GW em um ano, mas vê dependência migrar dos combustíveis para a tecnologia chinesa

África registra avanço recorde da energia solar, instala 4,5 GW em um ano, mas vê dependência migrar dos combustíveis para a tecnologia chinesa

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África registra avanço recorde da energia solar, instala 4,5 GW em um ano, mas vê dependência migrar dos combustíveis para a tecnologia chinesa

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 30/09/2026 às 15:55

Energia Solar

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África instalou 4,5 GW de energia solar em 2025, alta de 54%, enquanto painéis e baterias ampliam o peso da tecnologia chinesa no continente. (imagem ilustrativa gerada com IA)

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África instalou 4,5 GW de energia solar em 2025, alta de 54%, enquanto painéis e baterias ampliam o peso da tecnologia chinesa no continente.

A África viveu em 2025 o maior avanço anual da energia solar de sua história. Foram aproximadamente 4,5 GW de nova capacidade fotovoltaica, crescimento de 54% em relação ao ano anterior, segundo o Global Solar Council. O movimento ocorre enquanto famílias, empresas e governos procuram alternativas para ampliar o acesso à energia, reduzir a exposição às oscilações dos combustíveis e enfrentar limitações das redes elétricas.

A mudança já deixou de depender de poucos mercados. O número de países africanos que adicionaram mais de 100 MW de capacidade solar em um único ano dobrou de quatro para oito entre 2024 e 2025. Ao mesmo tempo, sistemas instalados em residências, empresas e outros consumidores passaram a representar uma parcela relevante dessa expansão, mostrando que o crescimento ocorre tanto em grandes projetos quanto fora das usinas tradicionais.

África do Sul concentra maior expansão, mas avanço chega a novos mercados

A África do Sul acrescentou cerca de 1,6 GW de capacidade fotovoltaica durante 2025 e permaneceu como o maior mercado do continente. Em seguida apareceram Nigéria, com 803 MW, e Egito, com aproximadamente 500 MW. Outros países também atravessaram a barreira de 100 MW, ampliando a distribuição geográfica dos investimentos.

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Esse espalhamento é importante porque revela uma mudança no perfil da expansão energética africana. A implantação de painéis deixa de estar concentrada somente em grandes economias e passa a alcançar mercados menores, onde a possibilidade de produzir eletricidade próxima ao local de consumo pode reduzir a exposição a falhas no fornecimento.

A tendência poderá ganhar escala até o fim da década. As projeções do Global Solar Council indicam que mais de 33 GW de capacidade fotovoltaica podem ser instalados no continente até 2029, desde que financiamento e regulamentação acompanhem o crescimento do mercado.

Painéis baratos mudam a equação econômica da energia

Além da disponibilidade de sol, o custo passou a desempenhar um papel decisivo. A redução dos preços de equipamentos fotovoltaicos tornou projetos menores mais acessíveis para consumidores e empresas que antes dependiam exclusivamente da eletricidade da rede ou de soluções abastecidas por combustíveis.

O armazenamento acompanha essa transformação. A associação entre painéis e baterias permite guardar parte da eletricidade produzida durante o dia para utilização posterior, oferecendo uma alternativa para locais onde interrupções no fornecimento dificultam atividades domésticas, comerciais ou industriais.

Para Sonia Dunlop, CEO do Global Solar Council, a combinação entre geração fotovoltaica e armazenamento tem potencial para contribuir simultaneamente para acesso à eletricidade, desenvolvimento econômico e maior resistência dos sistemas energéticos diante de eventos extremos.

Crescimento solar reduz uma dependência, mas cria outra

A rápida entrada da tecnologia fotovoltaica traz um novo desafio para a África: boa parte dos equipamentos necessários não é produzida no próprio continente. A China ocupa posição dominante na cadeia industrial dos painéis solares, o que coloca o fornecedor asiático no centro dessa nova fase da infraestrutura energética.

África instalou 4,5 GW de energia solar em 2025, alta de 54%, enquanto painéis e baterias ampliam o peso da tecnologia chinesa no continente. (imagem ilustrativa gerada com IA)

A Agência Internacional de Energia já havia identificado essa concentração ao analisar a cadeia mundial. Segundo a entidade, a participação chinesa supera 80% nas principais etapas de fabricação dos módulos fotovoltaicos e alcança patamares ainda maiores em componentes como wafers e polissilício.

Essa capacidade industrial ajudou a derrubar os custos globais da tecnologia solar, mas também concentrou a oferta em um número reduzido de países. Para as economias africanas, portanto, a expansão das fontes renováveis pode diminuir a exposição ao preço e à disponibilidade de combustíveis sem eliminar totalmente a dependência externa.

Petróleo e gás continuam ocupando espaço relevante nas economias e nos projetos energéticos africanos, enquanto a expansão fotovoltaica abre uma frente diferente de investimento. Em vez de uma substituição imediata de uma fonte por outra, o continente passa a conviver com infraestruturas distintas disputando capital, financiamento e espaço nos sistemas elétricos.

Fonte

Terra


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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