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Agro brasileiro amplia exportações aos países árabes para US$ 9,89 bilhões em 2026, cresce 6,8% e usa rotas alternativas para contornar restrições no Estreito de Ormuz

Agro brasileiro amplia exportações aos países árabes para US$ 9,89 bilhões em 2026, cresce 6,8% e usa rotas alternativas para contornar restrições no Estreito de Ormuz

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Agro brasileiro amplia exportações aos países árabes para US$ 9,89 bilhões em 2026, cresce 6,8% e usa rotas alternativas para contornar restrições no Estreito de Ormuz

Escrito por Carla Teles

Publicado em 24/09/2026 às 22:30

Atualizado em 24/09/2026 às 22:35

Agronegócio

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Agro brasileiro amplia exportações aos países árabes, usa rotas alternativas e vê carne bovina crescer em mercados do Golfo.

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Exportações do agro brasileiro aos países árabes somaram US$ 9,89 bilhões até agosto, com avanço de carnes, grãos e novas rotas logísticas no Golfo regional.

O agro brasileiro ampliou em 6,8% as exportações para os 22 países árabes entre janeiro e agosto de 2026, alcançando US$ 9,89 bilhões no período. O setor respondeu por 75% de tudo o que o Brasil vendeu à região e registrou crescimento em mercados do norte da África, Levante e Golfo, enquanto empresas passaram a utilizar alternativas logísticas diante das restrições relacionadas ao Estreito de Ormuz.

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil em 24 de setembro de 2026, os números são de levantamento da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. No Golfo, as vendas de produtos agropecuários chegaram a US$ 3,852 bilhões, alta de 2,19%, com avanços expressivos no Iêmen e em Omã. Parte desse movimento foi associada pela entidade à reorganização das rotas comerciais na região.

Agro brasileiro chega a US$ 9,89 bilhões em vendas aos países árabes

Imagem: Reprodução.

Os US$ 9,89 bilhões obtidos de janeiro a agosto colocam o agro brasileiro como principal componente das exportações nacionais aos países árabes. O agronegócio respondeu sozinho por três quartos da pauta brasileira destinada aos 22 mercados acompanhados pela Câmara Árabe-Brasileira, enquanto o avanço de 6,8% ocorreu em meio a mudanças nas condições logísticas do comércio regional.

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O crescimento não ficou concentrado em uma única área. As vendas avançaram para países do norte da África, Levante e Golfo. Nesta última região, os embarques agropecuários somaram US$ 3,852 bilhões. Iêmen e Omã registraram algumas das maiores variações percentuais, com alta de 52,08% e 53,73%, respectivamente, em relação ao período comparado.

Iêmen e Omã ganham espaço entre destinos das exportações

As vendas do agronegócio brasileiro ao Iêmen chegaram a US$ 270,56 milhões, enquanto as destinadas a Omã alcançaram US$ 292,85 milhões. Os dois mercados ganharam importância não apenas pelo aumento das compras, mas também pelo papel logístico assumido em meio às restrições que afetaram rotas tradicionais na região do Golfo.

Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, parte das cargas passou a utilizar portos localizados no Golfo de Omã e no Mar Arábico. Depois do desembarque, os produtos seguem por rodovia até outro porto dentro do Golfo. A operação cria uma alternativa para contornar limitações relacionadas ao Estreito de Ormuz, mantendo o fluxo de mercadorias brasileiras para os compradores regionais.

Rotas alternativas mudam logística diante das restrições em Ormuz

As mudanças ocorreram em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que alterou rotas comerciais convencionais. A Câmara Árabe-Brasileira identifica uma reacomodação do comércio, com empresas buscando caminhos que mantenham as entregas mesmo quando o acesso por determinadas áreas enfrenta restrições ou maior incerteza.

Para o agro brasileiro, a solução passou por combinar transporte marítimo e rodoviário. As cargas chegam a portos fora do trajeto mais diretamente afetado e depois são deslocadas por terra até pontos de redistribuição. O levantamento não indica abandono das rotas tradicionais, mas mostra que novos corredores passaram a participar da estratégia logística adotada para atender a região.

Carnes lideram pauta e frango movimenta US$ 2,169 bilhões

Carnes, açúcar, cereais e soja lideraram a pauta de exportações do agronegócio aos países árabes. Entre janeiro e agosto, as receitas brasileiras com embarques de frango somaram US$ 2,169 bilhões. O resultado ainda representou retração acumulada de 4,55%, embora a queda tenha diminuído ao longo de agosto em comparação com o desempenho observado no primeiro semestre.

A Arábia Saudita permaneceu como principal mercado do frango brasileiro entre os países mencionados no levantamento. As vendas ao país avançaram 10,22%, chegando a US$ 697,83 milhões. O resultado mostra o peso das proteínas animais na pauta do agro brasileiro para a região, ao lado dos grãos, do açúcar e de outros produtos agrícolas.

Carne bovina cresce mais de 20% e avança em três grandes mercados

A carne bovina apresentou crescimento de 20,23% no período, com as exportações alcançando US$ 1,177 bilhão. Os três principais mercados citados registraram expansão nas compras, com destaque para a Arábia Saudita, onde as receitas aumentaram 56,66% e chegaram a US$ 296,79 milhões.

No Egito, as vendas de carne bovina avançaram 28,64%, para US$ 254,68 milhões. Nos Emirados Árabes Unidos, a alta foi de 5,40%, levando o total para US$ 127,35 milhões. O avanço da carne bovina compensou parte das diferenças observadas entre outros produtos da pauta, enquanto o setor manteve presença nos principais mercados árabes.

Comércio total do Brasil com países árabes chega a US$ 13,38 bilhões

Quando são considerados todos os produtos exportados pelo Brasil, e não apenas aqueles ligados ao agro brasileiro, as vendas aos 22 países árabes somaram US$ 13,38 bilhões entre janeiro e agosto. O crescimento foi de 5,75% em relação ao período usado na comparação pela Câmara de Comércio.

O norte da África respondeu por US$ 5,674 bilhões, alta de 13,75%. O Egito foi o maior mercado da região, com US$ 2,518 bilhões e crescimento de 34,70%. A Argélia apareceu em seguida, com US$ 1,634 bilhão e aumento de 6,61%. No Levante, as exportações cresceram 7,14%, para US$ 1,704 bilhão, enquanto a Jordânia avançou 55,23%, atingindo US$ 489,76 milhões.

Câmara projeta 2026 perto do recorde registrado em 2024

A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira projeta encerrar 2026 com uma ligeira alta nas receitas brasileiras de exportação para os países árabes em relação a 2025. A expectativa é de um resultado próximo ao recorde registrado em 2024, quando as vendas totais do Brasil à região chegaram a quase US$ 24 bilhões.

Até agosto, o agro brasileiro seguia como principal componente dessa relação comercial, com US$ 9,89 bilhões em exportações e participação de 75% na pauta brasileira destinada aos 22 países. O período também marcou a adoção de rotas alternativas e forte avanço de mercados como Iêmen e Omã. Entre o crescimento das exportações, a força das carnes e a mudança das rotas logísticas, qual ponto mais chama sua atenção nesse comércio com os países árabes? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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