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Airbus planeja fabricar no Brasil o H145, helicóptero que custa cerca de R$ 50 milhões e tem versão executiva usada por Neymar, após tratativas entre Lula e Macron; projeto pode levar produção para Itajubá, exige pedido inicial de ao menos 40 unidades e integra parceria estimada em R$ 1 bilhão
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 07/09/2026 às 10:54
Atualizado em 07/09/2026 às 10:59
Ciência e Tecnologia
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A Airbus pretende produzir o H145 no Brasil pela Helibras, em Itajubá, após tratativas entre Lula e Macron. O projeto depende de contrato inicial de pelo menos 40 unidades, começando pela versão militar H145M, e integra parceria Brasil-França com investimentos estimados em R$ 1 bilhão, enquanto Neymar usa versão executiva.
A Airbus pretende iniciar no Brasil a fabricação do helicóptero H145, modelo que possui versões destinadas aos mercados executivo, militar e de serviços públicos e custa cerca de R$ 50 milhões. A produção deve ocorrer na unidade da subsidiária Helibras, em Itajubá, Minas Gerais, onde atualmente é montado o helicóptero militar H225M.
Segundo reportagem do ND Mais, com informações atribuídas à Folha de S.Paulo, a implantação da nova linha ainda depende da assinatura de um primeiro contrato. A estratégia prevê começar pela versão militar H145M, enquanto o governo brasileiro avalia uma possível aquisição conjunta para as Forças Armadas.
Produção nacional depende de primeiro contrato
A fabricação do H145 no Brasil ainda não está confirmada como operação já iniciada.
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O projeto depende de um contrato inicial capaz de justificar economicamente a implantação da linha de montagem no país.
A expectativa da Airbus é de que um pedido de pelo menos 40 unidades seja suficiente para viabilizar a fabricação nacional.
Versão militar H145M deve abrir projeto
A estratégia prevista começa pelo H145M, variante militar do helicóptero.
O governo brasileiro avalia uma possível compra conjunta para as Forças Armadas, segundo as informações apresentadas pela fonte.
A existência dessa encomenda inicial aparece como etapa necessária para a instalação da produção no Brasil.
Itajubá é apontada como local da nova linha
A fábrica escolhida para receber o projeto fica em Itajubá, Minas Gerais.
A unidade pertence à Helibras, subsidiária brasileira da Airbus.
A mesma planta já abriga a linha de montagem do helicóptero militar H225M.
Projeto vem sendo discutido desde março de 2024
A iniciativa começou a ganhar forma ainda em março de 2024.
Segundo a reportagem, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron teriam discutido o tema durante uma visita do presidente francês ao Brasil.
A fonte não descreve essa conversa como contrato ou autorização definitiva para produção.
Brasil e França assinaram carta de intenções em julho de 2025
Uma nova etapa ocorreu em julho de 2025.
Brasil e França assinaram uma carta de intenções relacionada à parceria.
O documento prevê investimentos estimados em aproximadamente R$ 1 bilhão.
Investimento estimado chega a R$ 1 bilhão
O valor citado está ligado à parceria entre os dois países e não é apresentado pela fonte como orçamento exclusivamente destinado à linha do H145.
A estimativa é de R$ 1 bilhão em investimentos dentro do conjunto de iniciativas previsto.
O projeto do helicóptero aparece inserido nesse contexto mais amplo de cooperação.
H145 custa cerca de R$ 50 milhões
O H145 é apontado como um dos principais modelos da Airbus para diferentes tipos de operação.
O valor informado pela reportagem é de aproximadamente R$ 50 milhões por aeronave.
A família do helicóptero atende clientes dos setores executivo, militar e de serviços públicos.
Neymar utiliza versão executiva ACH145
No Brasil, o H145 ganhou maior visibilidade por integrar a frota particular de Neymar.
O jogador utiliza uma variante executiva da família, chamada ACH145.
A aeronave foi adquirida pelo atacante em 2019.
Helicóptero de Neymar recebeu personalização inspirada em Batman
A versão de Neymar recebeu acabamento exclusivo.
O interior foi personalizado com referências ao personagem Batman, e o helicóptero possui o prefixo PP-NJR, relacionado às iniciais do jogador.
Essa configuração pertence à linha executiva e não corresponde à versão militar prevista para iniciar a produção brasileira.
Aeronave pode transportar até 10 pessoas
O helicóptero utilizado por Neymar possui capacidade para transportar até 10 ocupantes.
O modelo utiliza dois motores Safran Arriel 2E.
A configuração foi desenvolvida para voos executivos de curta e média distância.
Velocidade pode chegar a 241 km/h
O ACH145 citado pela reportagem pode atingir velocidade de até 241 km/h.
A autonomia de voo informada é de aproximadamente 3 horas e 35 minutos.
O alcance máximo chega a 650 quilômetros com a capacidade máxima padrão de combustível.
Alcance de 650 km permitiria atravessar São Paulo
A reportagem utiliza o estado de São Paulo como referência para dimensionar o alcance.
Com até 650 quilômetros, a aeronave conseguiria atravessar o território paulista com um tanque cheio, conforme a comparação apresentada pela fonte.
Esse número corresponde ao alcance máximo com a configuração padrão de combustível.
Mercado brasileiro vai além das Forças Armadas
A Airbus não limita o potencial do H145 à área militar.
A empresa identifica possibilidades de utilização em transporte executivo, operações aeromédicas, busca e salvamento, defesa civil, bombeiros e forças de segurança.
Essas aplicações ampliam o universo potencial de clientes para uma eventual produção nacional.
Versão aeromédica pode funcionar como UTI
O H145 pode receber configuração para operações aeromédicas.
Nessa função, a aeronave é utilizada como plataforma para atendimento e transporte de pacientes, com equipamentos compatíveis com missões médicas.
Essa utilização faz parte das aplicações de serviços públicos citadas pela fonte.
Busca e salvamento também entram nas aplicações
O modelo pode ser empregado ainda em operações de busca e salvamento.
Defesa civil, corpos de bombeiros e forças de segurança aparecem entre os potenciais operadores apontados no projeto.
A variedade de funções é um dos elementos considerados pela Airbus ao avaliar o mercado brasileiro.
Helibras avalia ampliar nacionalização de componentes
A eventual montagem em Itajubá também pode envolver aumento gradual da participação de componentes nacionais.
A Helibras avalia a possibilidade de ampliar a nacionalização dentro da produção do H145.
A fonte não detalha quais peças seriam produzidas no Brasil nem estabelece percentual de conteúdo nacional.
Fábrica brasileira pode virar plataforma de exportação
Outro objetivo em avaliação é utilizar a unidade de Itajubá para atender mercados externos.
A Helibras considera a possibilidade de transformar a fábrica brasileira em plataforma de exportação do H145 para outros países.
A concretização dessa estratégia depende do avanço da própria fabricação nacional.
Neymar usa helicóptero em viagens particulares e profissionais
O ACH145 do jogador aparece regularmente em deslocamentos particulares e compromissos profissionais.
A reportagem cita, entre os exemplos, sua chegada de helicóptero à Granja Comary durante a preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.
O modelo executivo tornou a família H145 mais conhecida pelo público brasileiro.
Pedido de 40 unidades continua sendo ponto decisivo
A implantação da linha em Itajubá permanece condicionada à contratação inicial.
A Airbus considera que ao menos 40 helicópteros formariam um volume capaz de viabilizar o começo da produção no Brasil, com prioridade para o H145M e possibilidade posterior de atendimento a outros mercados.
Enquanto o governo avalia uma eventual aquisição para as Forças Armadas, o projeto segue inserido na cooperação entre Brasil e França, cuja carta de intenções prevê cerca de R$ 1 bilhão em investimentos.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nesse projeto: a possibilidade de fabricar no Brasil um helicóptero de cerca de R$ 50 milhões, a exigência de uma encomenda inicial de 40 unidades ou o potencial de transformar Itajubá em uma base de exportação do H145? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

