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Alok mobiliza empresas, envia comboio com mais de 350 toneladas de alimentos, água, colchões, ração e equipamentos ao RS, doa cachês de três shows e compra quatro máquinas para transformar água barrenta em potável

Alok mobiliza empresas, envia comboio com mais de 350 toneladas de alimentos, água, colchões, ração e equipamentos ao RS, doa cachês de três shows e compra quatro máquinas para transformar água barrenta em potável

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Alok mobiliza empresas, envia comboio com mais de 350 toneladas de alimentos, água, colchões, ração e equipamentos ao RS, doa cachês de três shows e compra quatro máquinas para transformar água barrenta em potável

Escrito por Geovane Souza

Publicado em 01/09/2026 às 15:30

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Alok envia mais de 350 toneladas de doações ao Rio Grande do Sul e destina cachês de três shows a ações de apoio às vítimas das enchentes

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Carretas deixaram São Paulo em 10 de maio de 2024 carregadas com itens de primeira necessidade para as vítimas das enchentes, enquanto outras frentes financiadas pelo artista incluíram purificação de água, limpeza de áreas inundadas e apoio à distribuição das doações no Rio Grande do Sul

O DJ Alok mobilizou empresas e organizações sociais para enviar mais de 350 toneladas de alimentos, água potável, colchões, ração para animais e equipamentos de limpeza ao Rio Grande do Sul durante as enchentes de maio de 2024.

O comboio deixou São Paulo na sexta-feira, 10 de maio, e chegou ao território gaúcho no domingo, dia 12, segundo informações divulgadas pelo Instituto Alok e confirmadas por veículos como Gshow, Correio do Povo e GZH.

A operação não ficou restrita às carretas. O artista destinou os cachês de três apresentações realizadas naquele fim de semana a organizações que atuavam no desastre e participou, ao lado do influenciador Felipe Neto, da compra de quatro equipamentos para purificação de água imprópria para consumo. A estrutura de ajuda cresceu nos dias seguintes e passou a envolver máquinas de limpeza pesada, balsas e outras ações emergenciais.

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Comboio reuniu doações de empresas para atender diferentes necessidades das famílias

O carregamento foi organizado pelo Instituto Alok com apoio de empresas privadas. Entre os itens enviados estavam alimentos, água, colchões, produtos para animais e equipamentos necessários para a limpeza de imóveis e espaços atingidos pela lama. Alok e a esposa, Romana Novais, acompanharam pessoalmente a preparação das carretas antes da partida.

A mobilização reuniu marcas como WAP, GWM, 3 Corações, Chilli Beans, O Boticário, Ovomaltine, Portobello e outras empresas que contribuíram com produtos, equipamentos, transporte ou recursos. O objetivo era montar uma carga diversificada porque o desastre já havia passado da fase de resgate em algumas localidades e começava a exigir também alimentação, abrigo, limpeza e recuperação de estruturas.

O tamanho do comboio ganhou ainda mais peso porque as estradas gaúchas estavam entre as estruturas atingidas pelas chuvas. Mesmo assim, de acordo com a GZH, as carretas que saíram de São Paulo no dia 10 chegaram ao Rio Grande do Sul no domingo, 12 de maio.

CUFA e Ação da Cidadania ficaram responsáveis pela distribuição dos materiais

Alok mobiliza empresas e amplia ajuda ao Rio Grande do Sul com doações, cachês de shows e equipamentos para atendimento às vítimas

Depois da chegada ao estado, a distribuição não seria feita diretamente pelo artista. A força-tarefa estabeleceu parceria com a Central Única das Favelas, a CUFA, e a Ação da Cidadania, organizações que já mantinham equipes e redes de atendimento nas regiões atingidas.

Segundo o Correio do Povo, os donativos foram direcionados para diferentes áreas do Rio Grande do Sul e também para uma rede de cozinhas solidárias. Essa estrutura permitia transformar parte dos alimentos recebidos em refeições e encaminhar os demais materiais conforme a necessidade de cada ponto atendido.

A participação dessas organizações também continuou em outras etapas da campanha. O próprio Instituto Alok registrou posteriormente que CUFA e Ação da Cidadania foram parceiras na gestão e distribuição dos itens arrecadados durante a resposta às enchentes.

Cachês de três shows foram destinados às ações de emergência no Rio Grande do Sul

Além da mobilização das empresas, Alok decidiu direcionar os cachês das três apresentações daquele fim de semana para organizações envolvidas no atendimento às vítimas. Os shows ocorreram em Curitibanos, em Santa Catarina, Cajamar, em São Paulo, e Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná.

As apresentações estavam marcadas entre 10 e 12 de maio, justamente enquanto continuavam os resgates e a retirada de moradores de áreas alagadas. Segundo informações divulgadas na época, os recursos seriam destinados à CUFA e à Ação da Cidadania, que já trabalhavam em frentes emergenciais no estado.

O site do Instituto Alok registra a destinação dos cachês das apresentações de Curitibanos, Cajamar e Santa Terezinha de Itaipu entre as ações realizadas na campanha SOS Rio Grande do Sul.

Quatro purificadores entraram na operação diante da dificuldade de acesso à água segura

Outra frente buscou responder a um problema que ganhou espaço conforme as enchentes avançavam. Alok se uniu a Felipe Neto em uma iniciativa para adquirir quatro máquinas purificadoras de água, destinadas ao tratamento de água barrenta e imprópria para consumo.

A compra tinha aplicação prática em áreas onde alagamentos prejudicaram o abastecimento e dificultaram o acesso imediato à água tratada. Em vez de transportar apenas garrafas e galões, os equipamentos permitiam acrescentar uma estrutura de purificação às ações de emergência, embora a capacidade de produção de cada unidade não tenha sido detalhada nas informações públicas consultadas.

O relatório posterior do Instituto Alok também registra recursos destinados à compra de purificadores de água, em parceria com o Instituto Felipe Neto, além de outras iniciativas desenvolvidas durante a emergência.

Operação passou a contar com 500 equipamentos industriais para retirar lama e sujeira

Quando a água começou a baixar em parte das cidades, outro problema apareceu dentro de casas, unidades de saúde e estabelecimentos: a camada de lama deixada pelas enchentes. A campanha então incorporou máquinas destinadas à limpeza pesada.

Segundo o Instituto Alok, a WAP cedeu 500 equipamentos industriais de limpeza profunda e treinou voluntários da CUFA para utilizá-los. Parte dessas máquinas foi empregada, por exemplo, na limpeza da Unidade de Saúde de Farrapos.

O relatório anual do instituto referente a 2024 também menciona uma rede mais ampla de parceiros, entre eles CUFA, Ação da Cidadania, WAP, Conselho Indigenista Missionário, Expedicionários da Saúde, Força Aérea Brasileira e Correios. O documento registra ainda apoio ao aluguel de balsas utilizadas no transporte de pessoas e animais em uma mobilização associada ao humorista Whindersson Nunes.

No dia da mobilização, mais de 2,1 milhões de pessoas já haviam sido afetadas pelas enchentes

O comboio foi montado no momento mais crítico da emergência. No boletim divulgado às 18h de 11 de maio de 2024, um dia depois da saída das carretas, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul contabilizava 446 municípios afetados e 2.115.416 pessoas atingidas.

Naquele momento, 81.043 pessoas estavam em abrigos e outras 537.380 haviam deixado suas casas. O estado também registrava 136 mortes confirmadas, 125 desaparecidos e mais de 74 mil pessoas resgatadas pelas equipes envolvidas na operação.

Os números continuaram aumentando nas semanas seguintes e ajudam a dimensionar por que a resposta humanitária precisou se estender muito além dos primeiros dias de chuva.

Tragédia terminou atingindo 478 dos 497 municípios gaúchos

Em um balanço publicado pela Defesa Civil em 9 de agosto de 2024, 478 municípios apareciam na lista de localidades afetadas, o equivalente a mais de 96% das 497 cidades do Rio Grande do Sul. O número de pessoas atingidas chegou a 2.398.255.

O mesmo levantamento contabilizava 183 mortes confirmadas, 806 feridos e 28 pessoas ainda desaparecidas. Os dados mostram que ações como o comboio organizado por Alok fizeram parte de uma mobilização muito maior, que reuniu poder público, entidades sociais, empresas, voluntários e doadores de várias regiões do país durante a resposta ao desastre.

Para você, em uma tragédia dessa dimensão, qual tipo de ajuda faz mais diferença nos primeiros dias: alimentos e água, equipamentos, transporte ou recursos financeiros?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

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