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Anatel descobre mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas, manda bloquear empresas e amplia investigação após rastrear 203 milhões de ligações com número de origem modificado em apenas 10 meses

Anatel descobre mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas, manda bloquear empresas e amplia investigação após rastrear 203 milhões de ligações com número de origem modificado em apenas 10 meses

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Anatel descobre mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas, manda bloquear empresas e amplia investigação após rastrear 203 milhões de ligações com número de origem modificado em apenas 10 meses

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 18/09/2026 às 11:22

Atualizado em 18/09/2026 às 11:28

Ciência e Tecnologia

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Uso de smartphone ilustra o caso em que a Anatel identificou mais de 203 milhões de chamadas com números de origem modificados entre setembro de 2025 e junho de 2026.

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Agência identificou tráfego com números de origem alterados entre setembro de 2025 e junho de 2026, determinou medidas contra Voros e ELO e cobrou explicações de operadoras em até 30 dias

Entre setembro de 2025 e junho de 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) identificou mais de 203 milhões de chamadas com números de origem modificados e determinou medidas contra duas empresas relacionadas a mais de 4,3 milhões dessas ligações. As decisões atingiram a Voros Telecomunicações e a ELO Contact Center e também abriram uma frente para rastrear a procedência do restante do tráfego.

O volume chamou atenção não apenas pelos milhões de chamadas relacionadas diretamente às duas empresas, mas pela dimensão total das ligações sinalizadas. Como a origem de todo o tráfego não foi identificada, a Anatel determinou que operadoras apresentem relatórios para esclarecer de onde partiram as comunicações.

Mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas levaram Anatel a agir contra duas empresas

As medidas divulgadas pela Anatel em 16 de setembro de 2026 envolveram situações diferentes. A Voros Telecomunicações atende empresas responsáveis por grandes volumes de chamadas, enquanto a ELO Contact Center presta serviços de telemarketing para a TIM. Juntas, elas aparecem no caso envolvendo mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas identificadas pela agência.

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No caso da Voros, a Anatel concluiu que houve prestação clandestina de serviço de telecomunicações. A decisão passou a impedir que Algar, Datora e Foco disponibilizassem parte de sua capacidade de tráfego para a empresa.

A situação da ELO foi tratada de maneira diferente. Segundo a agência, a central descumpriu regras do setor ao realizar chamadas com números fora dos padrões. A Anatel determinou, então, que a TIM bloqueasse durante 30 dias as ligações originadas pela central.

Spoofing modifica o número apresentado na chamada e dificulta identificar quem realmente fez a ligação

A irregularidade analisada pela Anatel envolve uma prática conhecida como spoofing, na qual a identificação apresentada como origem da chamada é alterada indevidamente. O problema está justamente na dificuldade criada para determinar quem efetivamente iniciou aquela comunicação.

Segundo a Anatel, essa alteração dificulta a identificação do verdadeiro originador das comunicações e pode ser utilizada em fraudes ou outras condutas irregulares. Foi essa característica que tornou necessário ampliar a investigação para além das chamadas diretamente associadas às duas empresas.

O caso ganhou uma dimensão muito maior quando a agência analisou o conjunto do tráfego. Entre setembro de 2025 e junho de 2026, foram contabilizadas mais de 203 milhões de chamadas com identificação de origem modificada, mas nem todas tiveram sua procedência determinada.

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TIM, Algar, Itelco e Surf terão 30 dias para explicar a origem das chamadas sinalizadas

A dificuldade para identificar todo o tráfego levou a Anatel a exigir informações adicionais das prestadoras. TIM, Algar, Itelco e Surf Telecom terão até 30 dias para apresentar relatórios indicando a origem das ligações adulteradas sinalizadas pela agência.

A exigência de rastreamento busca esclarecer de onde partiram as comunicações que permaneceram sem origem determinada. Dessa forma, a agência pretende identificar o efetivo originador das chamadas dentro do enorme conjunto encontrado durante o período analisado.

O procedimento também coloca as operadoras no centro da apuração, porque parte das explicações apresentadas pelas empresas atribui as irregularidades justamente a fornecedores, parceiros ou intermediários envolvidos no encaminhamento das chamadas.

Voros e ELO apresentaram versões diferentes sobre as irregularidades apontadas pela Anatel

A Voros Telecomunicações alegou à agência que não presta serviços de chamadas direcionados à rede pública. A empresa afirmou ainda que a responsabilidade pelo identificador de origem das ligações pertence às operadoras parceiras.

A ELO Contact Center, por outro lado, disse que as irregularidades tiveram origem em um fornecedor e informou ter adotado medidas para corrigir o problema. A TIM declarou que não tinha ingerência sobre a falha e afirmou ter aplicado penalidades contratuais à parceira.

As explicações também envolveram Algar e Surf Telecom. As duas prestadoras disseram que as chamadas adulteradas estavam relacionadas a contratos de intermediação mantidos com outras empresas e que o tráfego não teve origem diretamente em suas redes.

Itelco não respondeu às intimações enquanto Anatel mantém exigência de rastreamento

A situação da Itelco foi diferente das demais prestadoras mencionadas. Segundo as informações apresentadas pela Anatel, a empresa não respondeu às intimações da agência relacionadas ao tráfego considerado irregular.

As respostas das outras companhias não encerraram a necessidade de identificar a procedência das ligações. Como parte dos mais de 203 milhões de registros com números modificados continua sem origem esclarecida, as empresas notificadas terão de entregar os relatórios dentro do prazo determinado.

A dimensão do caso está justamente nessa diferença entre o tráfego diretamente relacionado às duas empresas e o universo total encontrado pela fiscalização. Mais de 4,3 milhões de chamadas levaram às medidas contra Voros e ELO, enquanto mais de 203 milhões de ligações adulteradas passaram a exigir uma investigação mais ampla sobre sua origem.

Medidas da Anatel buscam identificar a origem real das chamadas com números modificados

O objetivo das decisões anunciadas em setembro de 2026 é dificultar o uso indevido da alteração do número de origem e aumentar a capacidade de identificar quem efetivamente realizou cada comunicação. A medida envolve bloqueios específicos e, ao mesmo tempo, uma exigência mais ampla de rastreamento.

Com o prazo de 30 dias para a apresentação dos relatórios, a apuração entra agora na etapa de esclarecimento da procedência das chamadas sinalizadas. A Anatel busca determinar a origem do tráfego que ainda não foi identificado e coibir ligações com números alterados indevidamente.

O caso reúne, portanto, dois números de escalas muito diferentes. Mais de 4,3 milhões de chamadas estão relacionadas às empresas atingidas pelas medidas, enquanto o universo identificado pela Anatel supera 203 milhões de ligações com números de origem modificados entre setembro de 2025 e junho de 2026.

O que você acha que deve ser prioridade da Anatel diante de mais de 203 milhões de chamadas com números de origem modificados: ampliar os bloqueios imediatamente ou reforçar primeiro o rastreamento para identificar quem realmente está por trás das ligações? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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