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ANEEL confirma leilão de transmissão de R$ 8,9 bilhões com obras em sete estados e previsão de 20 mil empregos
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 29/09/2026 às 08:25
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Certame marcado para 30 de outubro reúne oito lotes, prevê 1.866 km de novas linhas e inclui projetos de transmissão em sete estados brasileiros
Segundo informações divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no portal Gov.br, em 22 de setembro de 2026, o Leilão de Transmissão nº 4/2026 está confirmado para 30 de outubro, na sede da B3, em São Paulo. O certame prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos e reúne oito lotes em sete estados. Ao todo, os projetos contemplam 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além da continuidade de 483 quilômetros de linhas existentes. Segundo estimativas da agência, a execução dos empreendimentos deve gerar 20.312 empregos diretos.
Leilão da ANEEL reúne oito lotes de transmissão em sete estados
O edital aprovado pela ANEEL reúne empreendimentos nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. Após o leilão, as empresas vencedoras terão a responsabilidade de construir as instalações e, posteriormente, administrar os ativos conforme os contratos de concessão.
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Além das novas linhas e seccionamentos, o pacote acrescenta 12.694 MVA de capacidade de transformação. O edital também prevê outros 600 MVA relacionados à continuidade de instalações existentes e quatro compensações síncronas.
Assim, o certame concentra diferentes obras de infraestrutura elétrica em um único processo de contratação. Os prazos de implantação variam entre 42 e 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos de concessão.
Lote 4 concentra R$ 4,1 bilhões em investimentos
Entre os projetos, o Lote 4 concentra o maior investimento estimado, de aproximadamente R$ 4,1 bilhões. O empreendimento contempla linhas de transmissão e subestações nos estados de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Para aumentar a concorrência, a ANEEL dividiu o lote nos sublotes 4A e 4B. As empresas disputarão cada sublote separadamente e, depois, a agência fará a agregação. Dessa maneira, o modelo busca obter lances mais econômicos para o conjunto das instalações.
O sistema inclui os corredores de Rio Brilhante, Sarandi, Rio Verde Norte e Chapadão, com instalações em 500 kV. Nesse caso, o cronograma prevê até 60 meses para a conclusão dos empreendimentos após a assinatura dos contratos.
Projetos alcançam diferentes regiões do Brasil
Os oito lotes distribuem os investimentos por diferentes regiões do país. Na Bahia, por exemplo, o edital inclui projetos para atender as regiões Sul e Centro-Sul do estado. O pacote também contempla a linha Rio das Éguas–Iaciara 2 e a Subestação Iaciara 2, que alcança Goiás.
Enquanto isso, o Lote 3 prevê a Subestação Santana, em São Paulo, além de seccionamentos em 500 kV e 345 kV. No Paraná, o edital inclui o sistema Curitiba Oeste, Barigui 2 e Uberaba, além da Subestação Iguaçu e seus respectivos seccionamentos.
Por sua vez, a Paraíba receberá projetos associados ao sistema Coremas II e Cajazeiras II. Rondônia também integra o leilão. Já Goiás e Mato Grosso do Sul participam de projetos ligados principalmente ao Lote 4.
Obras podem gerar 20.312 empregos diretos
Outro destaque do edital aparece na previsão de 20.312 empregos diretos durante a execução dos empreendimentos. A estimativa considera o período de implantação das obras. Portanto, o número não representa vagas já abertas nem trabalhadores contratados.
Na prática, projetos de transmissão desse porte movimentam diferentes áreas. Entre elas estão engenharia, construção, montagem, transporte de equipamentos e implantação de subestações. Consequentemente, as obras podem aumentar a demanda por mão de obra e fornecedores nas regiões contempladas.
Ao mesmo tempo, o impacto econômico dependerá do avanço de cada empreendimento depois do leilão. Por isso, o valor de R$ 8,9 bilhões representa o investimento previsto para os projetos colocados em disputa, e não recursos já desembolsados.
Expansão da transmissão acompanha transformação do sistema elétrico
A ampliação da infraestrutura de transmissão ocorre em um momento de transformação do sistema elétrico brasileiro. Com novas usinas entrando em operação, o país precisa transportar eletricidade entre regiões produtoras e centros de consumo com maior capacidade.
Nesse cenário, novas linhas e subestações reforçam a infraestrutura disponível e ajudam a conectar diferentes empreendimentos de geração. Além disso, a expansão da rede influencia a estrutura final da tarifa de energia, já que a transmissão integra os custos que chegam à conta do consumidor.
Como o CPG já mostrou ao analisar por que a conta de luz no Brasil continua alta mesmo com recordes de energia renovável, impostos, encargos e infraestrutura também entram nessa composição.
Ao mesmo tempo, fontes como solar e eólica ampliam sua participação no sistema elétrico. Por consequência, o país precisa adaptar a infraestrutura para transportar essa energia entre diferentes áreas. Nesse contexto, projetos que combinam geração renovável e armazenamento também ganham espaço, como mostra o avanço de projetos de energia solar integrados a grandes sistemas de baterias.
Consulta pública recebeu 258 contribuições antes do leilão
Antes de aprovar o edital, a ANEEL abriu a Consulta Pública nº 006/2026. O período de participação ocorreu entre 9 de abril e 25 de maio. Ao todo, a agência recebeu 258 contribuições de 33 participantes.
Desse total, a agência aproveitou integralmente 94 contribuições. Além disso, o edital passou pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU), dentro dos procedimentos aplicáveis a esse tipo de licitação.
Agora, os interessados disputarão os oito lotes em 30 de outubro de 2026, na sede da B3, em São Paulo. Depois do resultado, as empresas vencedoras avançarão para a etapa de assinatura dos contratos de concessão.
Portanto, o leilão coloca em disputa uma carteira de R$ 8,9 bilhões em investimentos previstos para ampliar a infraestrutura de transmissão brasileira. Caso os projetos avancem conforme os cronogramas do edital, as obras deverão ocorrer ao longo dos próximos anos, com prazos entre 42 e 60 meses.
Fonte
GOV.br
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

