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Antes dos 2 anos, pequeno gênio baiano começa a surpreender os pais ao reconhecer números nas portas de um hotel, aprende a ler e escrever até em inglês, registra QI 133 e se torna o brasileiro mais novo a entrar em sociedade internacional de superdotados

Antes dos 2 anos, pequeno gênio baiano começa a surpreender os pais ao reconhecer números nas portas de um hotel, aprende a ler e escrever até em inglês, registra QI 133 e se torna o brasileiro mais novo a entrar em sociedade internacional de superdotados

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Antes dos 2 anos, pequeno gênio baiano começa a surpreender os pais ao reconhecer números nas portas de um hotel, aprende a ler e escrever até em inglês, registra QI 133 e se torna o brasileiro mais novo a entrar em sociedade internacional de superdotados

Escrito por Ana Alice

Publicado em 12/09/2026 às 05:42

Atualizado em 12/09/2026 às 05:43

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Benjamin Lustosa entrou na Intertel aos 2 anos, após avaliação apontar QI 133, e se tornou o brasileiro mais jovem a integrar a sociedade. – Crédito: Arquivo Pessoal/Correio

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Antes dos três anos, Benjamin Lustosa já reconhecia números, letras e palavras em português e inglês; depois de avaliações especializadas, o menino baiano entrou para sociedades internacionais de alto QI e recebeu reconhecimento nacional.

Antes mesmo de completar três anos, Benjamin Lustosa Almeida já reconhecia números, letras, formas geométricas e palavras em português e inglês.

O desenvolvimento chamou a atenção da família, da escola e de especialistas até resultar, em setembro de 2024, em um feito incomum: o menino de Feira de Santana, na Bahia, tornou-se o brasileiro mais jovem a ingressar na Intertel.

A avaliação neuropsicológica apontou QI de 133, e o resultado foi acompanhado do reconhecimento de altas habilidades ou superdotação.

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Naquele mesmo período, Benjamin também já havia sido aceito na Mensa Brasil e na Mensa Internacional.

Meses depois, sua trajetória renderia ainda um registro nacional como o brasileiro mais jovem a integrar instituições de alto QI.

Primeiros sinais apareceram antes dos dois anos

A descoberta começou muito antes dos certificados.

A advogada Dayane Lustosa, mãe de Benjamin, contou que um dos primeiros momentos em que percebeu algo diferente ocorreu durante uma viagem em família, quando o filho ainda tinha cerca de um ano.

Enquanto passavam pelo corredor de um hotel, Benjamin começou a dizer os números que apareciam nas portas dos quartos.

A princípio, Dayane imaginou que ele estivesse simplesmente repetindo números e acertando por coincidência.

O pai resolveu conferir, apontando diferentes números, um após o outro. O menino continuou identificando-os corretamente. “Esse foi o primeiro susto que tivemos”, recordou a mãe.

Aquela habilidade não ficou isolada. Por volta de um ano e meio, Benjamin já demonstrava interesse por letras, palavras, cores e formas geométricas e também identificava termos em inglês, embora os pais não dominassem o idioma.

Segundo Dayane, a facilidade aparecia espontaneamente nas brincadeiras e nas atividades do cotidiano.

Benjamin Lustosa, criança de 2 anos com QI de 133 | Foto: Arquivo Pessoal

Escola percebeu desenvolvimento acima do esperado

Quando começou a frequentar a escola, o comportamento voltou a chamar atenção. A equipe pedagógica observou que ele chegava às atividades com conhecimentos acima do esperado para a idade, demonstrava forte interesse por livros e, segundo relatos da família, procurava até turmas com crianças mais velhas.

A escola então orientou os pais a buscar uma avaliação especializada. Benjamin passou por acompanhamento com neuropediatra e neuropsicóloga, que identificaram altas habilidades e superdotação.

Os testes indicaram QI de 133. A pontuação, porém, não resume sozinha o desenvolvimento da criança.

A própria legislação brasileira atualmente trata altas habilidades ou superdotação de forma mais ampla. Desde junho de 2026, a Lei nº 15.436 instituiu a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação e define a condição considerando, entre outros aspectos, potencial intelectual elevado, intensa curiosidade, grande capacidade de aprendizagem e envolvimento profundo com temas de interesse.

Benjamin Lustosa Almeida segura o certificado de ingresso na Intertel; o menino de Feira de Santana entrou para a sociedade internacional de alto QI aos dois anos. Crédito: Arquivo pessoal.

Interesses de Benjamin mudavam conforme a fase

No caso do menino baiano, esses interesses apareciam de formas diferentes conforme o período. A mãe contou que Benjamin já passou por fases de maior atenção a números, letras, planetas, fases da Lua e animais.

Temas relacionados ao espaço e à vida marinha também surgiram entre suas preferências. Em vez de se concentrar continuamente em um único assunto, ele demonstrava curiosidade intensa por áreas diferentes.

Esse padrão ajudou a família e os profissionais a compreender que o desenvolvimento dele não estava restrito à memorização de números ou palavras.

Benjamin Lustosa durante uma brincadeira – Imagem: Reprodução

Entrada na Intertel ocorreu em setembro de 2024

O ingresso na Intertel ocorreu em setembro de 2024. Pelas regras atuais da organização, o principal critério de admissão é atingir pelo menos o percentil 99 em um teste de inteligência válido, supervisionado e aceito pela entidade.

Isso significa desempenho equivalente ou superior ao de 99% da população de referência daquele teste. A entidade aceita diferentes instrumentos de avaliação, e os valores numéricos necessários variam conforme a escala utilizada.

Por esse motivo, comparar apenas números de QI obtidos em testes diferentes pode levar a interpretações equivocadas.

No registro de Benjamin divulgado pelo RankBrasil, a avaliação aparece com QI 133 e percentil 99.

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Menino também entrou para a Mensa

Antes da Intertel, Benjamin também havia sido aceito na Mensa. A organização internacional utiliza como requisito de ingresso desempenho no percentil 98 ou superior em testes de inteligência reconhecidos.

A sequência levou o RankBrasil a registrar Benjamin, em dezembro de 2024, na categoria de “Mais Jovem a Entrar em Instituições de Alto QI”, destacando sua participação na Mensa e na Intertel.

A história continuou depois da repercussão inicial. Em agosto de 2025, Benjamin foi anunciado como membro da IQID Child High IQ Society, organização internacional voltada a crianças com altas capacidades.

A entidade registrou que ele seguia frequentando a educação infantil e mantinha interesses por leitura, quebra-cabeças, jogos de raciocínio e brincadeiras com outras crianças.

Acompanhamento escolar virou preocupação da família

Esse acompanhamento é uma das principais preocupações relatadas pelos pais desde que as altas habilidades foram identificadas.

Dayane explicou que Benjamin participa normalmente das atividades com os colegas, mas recebe outras propostas quando os professores percebem que determinado exercício já deixou de representar um desafio.

O objetivo não é simplesmente fazer com que ele avance conteúdos o mais rápido possível.

A família busca formas de estimular as capacidades cognitivas sem ignorar que, emocional e socialmente, Benjamin continua sendo uma criança pequena.

Dayane também relatou que o diagnóstico ajudou os pais a compreender comportamentos que antes poderiam ser interpretados apenas como insistência ou “birra”. Com a identificação das altas habilidades, passaram a buscar estratégias diferentes de estímulo e suporte emocional.

Benjamin Lustosa ao lado dos pais, que buscaram avaliação especializada após a escola perceber habilidades acima do esperado para a idade. Crédito: Ed Santos / Acorda Cidade.

Brasil passou de 56 mil matrículas de alunos com altas habilidades

A questão ganhou relevância nacional justamente nos anos seguintes à descoberta de Benjamin.

Dados atualizados do Censo Escolar do Inep mostram que o Brasil passou de 38.019 matrículas de estudantes identificados com altas habilidades ou superdotação em 2023 para 44.171 em 2024 e 56.238 em 2025.

Os números corrigem uma informação que circulou em reportagens sobre Benjamin em 2024. Algumas publicações atribuíram ao “Censo do IBGE de 2022” o total de 38.019 estudantes com altas habilidades.

Na realidade, 38.019 corresponde ao Censo Escolar de 2023, realizado pelo Inep, enquanto em 2022 eram 26.815 matrículas nessa categoria.

Além de atualizar os dados, a nova política federal aprovada em 2026 prevê identificação precoce, Atendimento Educacional Especializado, planejamento educacional individualizado e possibilidades de enriquecimento curricular ou aceleração dos estudos, respeitando o ritmo e o desenvolvimento de cada aluno.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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