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Anthropic bloqueia pedido ao seu assistente de inteligência artificial ligado a pesquisa que poderia tornar vírus mais nocivo, reforça barreiras contra armas biológicas e alerta sobre modelos atuais

Anthropic bloqueia pedido ao seu assistente de inteligência artificial ligado a pesquisa que poderia tornar vírus mais nocivo, reforça barreiras contra armas biológicas e alerta sobre modelos atuais

4 min de leitura

Anthropic bloqueia pedido ao seu assistente de inteligência artificial ligado a pesquisa que poderia tornar vírus mais nocivo, reforça barreiras contra armas biológicas e alerta sobre modelos atuais

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 14/09/2026 às 21:33

Atualizado em 14/09/2026 às 21:34

Ciência e Tecnologia

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Empresa diz ter interrompido solicitações maliciosas envolvendo ataques digitais, vigilância, propaganda e pesquisas com potencial para armas biológicas, enquanto reconhece que modelos mais capazes exigem barreiras de segurança mais rígidas.

A Anthropic bloqueou um pedido feito ao Claude relacionado a uma pesquisa que poderia tornar o vírus chikungunya mais transmissível e capaz de escapar das defesas do corpo. O episódio expõe como modelos de inteligência artificial mais avançados podem apoiar descobertas científicas ou pesquisas com potencial para armas biológicas.

A informação foi publicada pela Associated Press, agência internacional de notícias. A empresa afirma ter impedido todas as atividades maliciosas identificadas e usado os casos para criar proteções mais rigorosas.

Pedido ao Claude envolvia pesquisa para alterar o vírus chikungunya

O sistema recebeu uma solicitação de ajuda para elaborar um pedido de financiamento científico. O trabalho envolvia ganho de função, pesquisa que modifica geneticamente um organismo para criar ou ampliar determinada característica.

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A Anthropic bloqueou um pedido feito ao Claude relacionado a uma pesquisa que poderia tornar o vírus chikungunya mais transmissível.

Nesse caso, a proposta buscava aumentar a transmissão do vírus chikungunya e sua capacidade de escapar da resposta imunológica. A doença é transmitida por mosquitos e pode causar febre e dores intensas.

Pesquisa poderia ajudar vacinas, mas também tornar o patógeno perigoso

O mesmo conhecimento capaz de contribuir para vacinas e tratamentos pode ser usado com outra finalidade. Essa dupla possibilidade explica por que a Anthropic passou a restringir uma faixa maior de consultas sobre pesquisa biológica.

O bloqueio não significa que toda pesquisa sobre vírus seja maliciosa. O risco aparece quando instruções científicas podem facilitar a criação de um patógeno mais perigoso, inclusive fora de ambientes controlados.

Modelos mais poderosos levaram a Anthropic a endurecer as barreiras

Modelos anteriores, como Claude Opus 4 e Claude Sonnet 4.5, estavam muito abaixo do nível necessário para ajudar de forma relevante um pesquisador experiente em atividades biológicas perigosas. As proteções se concentravam em impedir que iniciantes recriassem ameaças já conhecidas.

Nos modelos atuais, a própria empresa reconhece que as evidências deixaram de permitir a mesma tranquilidade. “Não podemos dar a mesma garantia”, afirmou a Anthropic ao explicar por que adotou salvaguardas mais amplas no Claude Fable 5.

Relatório revela ataques digitais, vigilância e propaganda com inteligência artificial

Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, a Anthropic identificou abusos ligados a fornecedores de programas espiões, pessoas com motivações políticas e grupos apoiados por governos. Os casos incluíam ataques digitais, vigilância e campanhas de propaganda.

A Associated Press, agência internacional de notícias, também registrou que grupos criaram centenas de contas em redes sociais com aparência de perfis comuns. Nove operações partiram de diferentes regiões, entre elas Rússia, Irã, Turquia, Sul da Ásia, África e Europa.

Empresa afirma que detecta a operação enquanto ela ainda está sendo montada

Plataformas sociais costumam encontrar campanhas de influência depois que as publicações começam a circular. No Claude, a Anthropic afirma conseguir perceber sinais durante a preparação da operação, antes que todo o conteúdo seja distribuído.

Pesquisa poderia ajudar vacinas, mas também tornar o patógeno perigoso.

O relatório também descreve uma campanha clandestina em escala industrial para copiar capacidades de um modelo e as reproduzir em outro sem autorização. Foi a exceção citada envolvendo os sistemas mais recentes e poderosos da empresa.

Bloqueios não encerram o debate sobre controle e responsabilidade

O relatório surgiu dois dias após Jacob Coxon, pesquisador que trabalhou na Anthropic e na OpenAI, anunciar sua saída. Ele disse temer que as empresas “estejam correndo a passos largos para uma superinteligência autoaperfeiçoável e apostando com nossas vidas”.

A Anthropic compartilhou informações com autoridades e parceiros e pediu cooperação entre empresas, governos e sociedade. Ainda assim, o caso deixa uma questão aberta: quem deve decidir os limites de segurança quando os sistemas se tornam capazes de apoiar pesquisas cada vez mais complexas?

Para você, as próprias empresas conseguem controlar esses riscos ou os governos precisam criar regras mais firmes? Deixe sua opinião e compartilhe a discussão.

Fonte

Associated Press


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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