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Aos 10 anos, garoto vê antiga bicicleta de sorvete durante um jogo no Canadá, pergunta ao pai como aquilo funcionava e decide construir a própria com freezer, inversor e motor elétrico, até começar a rodar pela cidade e atender até 100 clientes por dia

Aos 10 anos, garoto vê antiga bicicleta de sorvete durante um jogo no Canadá, pergunta ao pai como aquilo funcionava e decide construir a própria com freezer, inversor e motor elétrico, até começar a rodar pela cidade e atender até 100 clientes por dia

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Aos 10 anos, garoto vê antiga bicicleta de sorvete durante um jogo no Canadá, pergunta ao pai como aquilo funcionava e decide construir a própria com freezer, inversor e motor elétrico, até começar a rodar pela cidade e atender até 100 clientes por dia

Escrito por Ana Alice

Publicado em 18/09/2026 às 23:46

Atualizado em 18/09/2026 às 23:47

Curiosidades

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Garoto de 10 anos cria bicicleta de sorvete com freezer, motor elétrico e GPS e chega a atender até 100 clientes por dia no Canadá. – Crédito: Brittany Caffet / 650 CKOM.

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Uma bicicleta de sorvete vista por acaso durante um jogo inspirou Gus Fandrich a criar um pequeno negócio sobre rodas, equipado com freezer, motor elétrico, pagamento por cartão e localização em tempo real.

Uma bicicleta antiga de sorvete vista durante um jogo de hóquei acabou dando origem a um pequeno negócio sobre rodas em Martensville, na província canadense de Saskatchewan.

Gus Fandrich, de 10 anos, colocou a ideia em prática com a ajuda do pai, Jason, adaptando uma bicicleta com freezer, inversor de energia, assistência elétrica e compartimentos para bebidas e salgadinhos. Em alguns dias de maior movimento, o garoto chegou a atender até 100 clientes.

O empreendimento, batizado de Gus’ Sweet Treats, começou a circular pelas ruas em maio de 2026. Poucos meses depois, já aceitava pagamentos com cartão, divulgava rotas nas redes sociais e utilizava rastreamento por GPS, permitindo que os moradores acompanhassem a posição da bicicleta.

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A história ganhou repercussão durante o verão canadense, quando Gus passou a circular principalmente às sextas-feiras e nos fins de semana. Nos dias mais movimentados, o movimento chegava a uma centena de clientes.

Uma bicicleta antiga despertou a ideia

A inspiração surgiu durante um jogo do Warman Wolverines, equipe de hóquei da região.

Gus viu uma antiga bicicleta do tipo Dickie Dee e perguntou ao pai para que servia aquele veículo. Jason explicou que modelos semelhantes costumavam circular pelos bairros canadenses vendendo sorvetes.

A resposta despertou outra pergunta: Gus queria saber se também poderia fazer aquilo.

Pai e filho começaram, então, a planejar uma versão própria.

Em vez de comprar um equipamento pronto, a família decidiu construir uma bicicleta adaptada às ideias do garoto. O projeto começou a tomar forma em março de 2026 e contou também com ajuda na parte de estrutura metálica e soldagem.

O resultado ficou bem mais complexo do que uma bicicleta convencional.

Gus Fandrich, de 10 anos, ao lado da bicicleta de sorvete que criou com ajuda do pai para vender doces e bebidas pelas ruas de Martensville, no Canadá. Crédito: Brittany Caffet / 650 CKOM.

Freezer, inversor e motor elétrico entraram no projeto

Na dianteira foi instalado um freezer para armazenar sorvetes.

O conjunto recebeu ainda um inversor de energia, motor de assistência elétrica e acelerador semelhante ao utilizado em bicicletas elétricas.

Gus também decidiu que não queria vender apenas sobremesas geladas. Por isso, a família acrescentou um compartimento traseiro para carregar bebidas, salgadinhos, doces e outros produtos.

Antes mesmo de começar a circular, a estrutura totalmente carregada tinha potencial para atingir um peso próximo de 500 libras, aproximadamente 227 quilos.

A assistência elétrica deixou de ser apenas um recurso de conforto e passou a ter papel importante para movimentar o conjunto pelas ruas de Martensville.

Cardápio cresceu junto com o negócio

A seleção de produtos também aumentou à medida que o projeto ganhou clientes.

Além de picolés e sorvetes embalados, Gus passou a carregar itens como Drumsticks, sanduíches de sorvete, Creamsicles, Fudgesicles, doces e bebidas.

Em agosto, o garoto contou em entrevista que também vendia produtos como Reese’s, sanduíches de Oreo, Kit Kat, Dole Whip e snow cones.

A estrutura ganhou ainda outro recurso típico de um pequeno comércio atual: pagamento eletrônico.

Gus e o pai perceberam que depender apenas de dinheiro em espécie poderia limitar as vendas. Por isso, compraram um terminal para aceitar cartões.

O negócio foi colocado nas ruas com capacidade para receber tanto pagamentos em dinheiro quanto eletrônicos e também passou a operar com licença comercial.

Até 100 clientes apareciam em alguns dias

A resposta da comunidade surgiu rapidamente.

Em junho de 2026, Gus já percorria diferentes pontos da cidade principalmente às sextas-feiras e aos fins de semana. Nos dias de maior movimento, até 100 pessoas compravam alguma coisa na bicicleta.

Para o garoto, uma das melhores partes da experiência era conhecer pessoas novas e observar a reação dos clientes quando ele aparecia.

O negócio também passou a funcionar como uma maneira de conhecer melhor a própria cidade.

Parques, áreas esportivas e bairros residenciais entraram nas rotas, sempre conciliadas com a escola e outras atividades de Gus, como os treinos de hóquei.

Com o tempo, a chegada da bicicleta passou a chamar atenção antes mesmo de ela aparecer na rua.

Gus contou que conseguia ouvir crianças gritando nos quintais ao perceberem sua aproximação e que o som da bicicleta podia ser ouvido a vários quarteirões de distância.

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GPS permite acompanhar a bicicleta em tempo real

Apesar da inspiração em um modelo antigo de venda de sorvetes, encontrar Gus passou a depender de uma solução bem mais atual.

A bicicleta recebeu rastreamento por GPS, e a localização passou a ser divulgada pelo próprio negócio.

Assim, os moradores não precisam simplesmente esperar que a bicicleta passe por determinada rua.

Os clientes conseguem consultar onde Gus está circulando e acompanhar as rotas e paradas programadas.

O site do Gus’ Sweet Treats mantém uma área de rastreamento ao vivo, permitindo que moradores verifiquem a localização antes de sair de casa.

A tecnologia resolveu um problema comum aos antigos carrinhos e bicicletas de sorvete, que dependiam apenas do encontro casual com os clientes.

Peso da bicicleta trouxe outro desafio

Existe, porém, um detalhe importante para que toda a operação funcione: a bateria.

Gus admitiu que nem sempre se lembra de recarregá-la depois de uma tarde movimentada.

Se a carga termina enquanto ele está distante de casa, o retorno se torna consideravelmente mais difícil.

O motivo está no próprio peso do conjunto.

Com freezer, produtos, estrutura metálica e equipamentos elétricos, pedalar sem assistência pode exigir bastante esforço, especialmente depois de um dia percorrendo a cidade.

Negócio continuou depois da volta às aulas

O fim das férias de verão canadenses não encerrou o projeto.

Em setembro de 2026, Gus pretendia continuar circulando por Martensville várias vezes por semana, conciliando as vendas com a escola e os treinos de hóquei.

A experiência também ganhou uma dimensão comunitária.

Parte do dinheiro arrecadado durante o verão foi destinada ao Warman École Accessible Playground, iniciativa voltada à criação de um playground acessível.

Gus arrecadou 225 dólares canadenses e decidiu acrescentar as próprias gorjetas à doação.

O pai também relatou que administrar o pequeno negócio ajudou o garoto a compreender melhor conceitos de matemática e noções básicas de administração.

Planos já incluem novas bicicletas

A primeira temporada fez Gus pensar além de Martensville.

Em agosto, ele disse que gostaria de construir outras bicicletas e levá-las para cidades pequenas e centros urbanos maiores.

Entre os lugares mencionados estavam Saskatoon, Regina, Red Deer e Edmonton.

O plano mais ambicioso seria trocar, no futuro, a bicicleta por um caminhão de sorvete, caso consiga juntar dinheiro suficiente.

Quando questionado sobre o que pretende fazer com o dinheiro obtido atualmente, porém, Gus deu uma resposta de longo prazo: pretende guardar recursos para a faculdade.

Ideia simples virou negócio sobre rodas

Por enquanto, o projeto continua baseado na bicicleta construída pela família.

A antiga estrutura de sorvete que despertou a curiosidade de Gus deu lugar a uma versão equipada com freezer, assistência elétrica, pagamento por cartão e localização em tempo real.

O que começou como uma pergunta feita ao pai durante um jogo de hóquei passou a percorrer Martensville regularmente.

Nos dias mais movimentados, a bicicleta colocou o garoto diante de até 100 clientes, transformando uma curiosidade sobre um antigo modelo de venda de sorvetes em um pequeno negócio que combina tecnologia, comércio local e contato direto com a comunidade.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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