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Aos 10 anos, menino autista e superdotado de Presidente Prudente, que já acumula mais de 130 medalhas e um recorde por catalogar exoplanetas, leva o Brasil ao topo da GJMOC, conquista ouro e o troféu de 1º lugar mundial na competição internacional de matemática
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 12/09/2026 às 11:58
Atualizado em 12/09/2026 às 11:59
Ciência e Tecnologia
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Miguel Rosa dos Santos, de 10 anos, conquistou ouro e 1º lugar mundial na GJMOC após bronze em 2024 e dezenas de medalhas acadêmicas.
Segundo O Imparcial, Miguel Rosa dos Santos, estudante de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, conquistou aos 10 anos a medalha de ouro na Global Junior Math Online Competition, a GJMOC, e alcançou o 1º lugar no ranking mundial da disputa. O resultado veio em 2025, um ano depois de ele ter ficado entre os brasileiros que obtiveram bronze na mesma competição internacional de matemática.
Miguel é autista, foi identificado com altas habilidades e superdotação e já acumulava uma trajetória incomum em olimpíadas do conhecimento antes da conquista mundial. Entre 2024 e 2025, seu nome passou a aparecer em competições de matemática, física, astronomia, ciências e lógica, além de ter sido reconhecido pelo RankBrasil como a criança com maior número de medalhas em olimpíadas científicas nacionais e internacionais.
De bronze em 2024 a ouro mundial em 2025
A virada que colocou Miguel Rosa dos Santos no centro da matemática olímpica começou com um contraste direto entre duas edições da GJMOC.
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Em 2024, quando tinha 9 anos, ele foi um dos oito estudantes brasileiros contemplados com medalha de bronze na competição online voltada a alunos do ensino fundamental e médio, de acordo com o Diário de Prudente.
Naquele ano, segundo a publicação, nenhum brasileiro havia alcançado medalha de ouro ou prata na disputa. A medalha de bronze já representava um resultado expressivo para Miguel, que estudava na Escola Municipal José Carlos João e vinha acumulando premiações ligadas à educação.
Em 2025, o cenário mudou. O Imparcial informou que Miguel conquistou a medalha de ouro da GJMOC e o troféu de primeiro lugar, resultado apresentado pela família como um feito inédito para o Brasil na competição.
Na mesma publicação, a mãe dele, Josiane Luzia Mendonça dos Santos, afirmou que o menino atingiu “perfect score”, acertando todas as questões da prova.
Quem é Miguel Rosa dos Santos
Miguel Rosa dos Santos nasceu em 25 de março de 2015, conforme registro publicado pelo RankBrasil. Em junho de 2025, quando recebeu o reconhecimento nacional por sua coleção de medalhas científicas, ele tinha 10 anos, 2 meses e 22 dias.
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Natural de Presidente Prudente, Miguel aparece nas fontes como estudante com trajetória acadêmica iniciada muito cedo.
O RankBrasil afirma que ele começou a participar de competições do conhecimento aos 7 anos e, desde então, passou a se destacar em áreas como astronomia, matemática, ciências, física e lógica.
Antes do ouro mundial na GJMOC, ele já reunia certificados, classificações e premiações em diferentes frentes, o que ajuda a explicar por que a conquista de 2025 teve repercussão local e nacional.
Autismo, altas habilidades e superdotação
As reportagens de O Imparcial identificam Miguel como uma criança diagnosticada com TEA, Transtorno do Espectro Autista, e reconhecida com altas habilidades e superdotação. Em uma publicação de agosto de 2025, o jornal informou que ele foi diagnosticado com autismo aos 7 anos e com AH/SD aos 8 anos.
A condição aparece nas fontes não como rótulo isolado, mas como parte de uma trajetória de aprendizagem muito específica.
A mãe de Miguel descreve o filho como uma criança com raciocínio rápido, estruturado, criativo e profundamente focado, especialmente em problemas complexos de matemática.
A própria fala atribuída a Miguel pelo RankBrasil reforça esse ponto. Ao comentar o reconhecimento nacional, ele afirmou ser autista e ter altas habilidades, destacando que se sentia representando crianças como ele.
Como funciona a Global Junior Math Online Competition
A GJMOC, sigla para Global Junior Math Online Competition, é uma competição internacional de matemática em formato online.
A página da Mathletes, representante das Olimpíadas Internacionais no Brasil, descreve a disputa como uma das mais desafiadoras do mundo, voltada a estudantes do 2º ano do ensino fundamental ao 2º ano do ensino médio na edição brasileira de 2026.
A prova trabalha raciocínio lógico, pensamento crítico e resolução de problemas. A página brasileira da competição informa que a avaliação tem 25 questões, duração de 120 minutos e total de 100 pontos, com respostas numéricas.
O formato também exige monitoramento. O Imparcial informou que a prova é realizada digitalmente, com aplicação simultânea para diferentes países e protocolos de segurança.
Segundo o jornal, a plataforma grava tela, áudio e o ambiente ao redor do participante, além de exigir câmeras adicionais para acompanhamento do espaço em que a prova é feita.
O peso do primeiro lugar no ranking mundial
O dado mais forte da conquista de Miguel é a combinação entre ouro e 1º lugar mundial. A premiação global da GJMOC prevê reconhecimento para os melhores colocados, incluindo Global Champion, destinado ao 1º lugar no ranking global, além de distinção para quem alcança pontuação máxima.
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Na prática, isso significa que o resultado de Miguel não ficou restrito à faixa de medalha. Ele também apareceu no topo da classificação, de acordo com O Imparcial, após acertar todas as questões. Essa combinação elevou o desempenho de bronze no ano anterior para a posição máxima da disputa.
O avanço em apenas uma edição ajuda a transformar a história em uma narrativa de progressão acadêmica.
Em 2024, Miguel estava entre os brasileiros que chegaram ao bronze. Em 2025, passou a ser tratado pelas fontes locais como o estudante que levou o Brasil ao topo da GJMOC.
Uma coleção de medalhas antes dos 11 anos
O ouro na GJMOC entrou em uma sequência maior de resultados. Em junho de 2025, o RankBrasil registrou Miguel Rosa dos Santos como detentor do título de maior número de medalhas em olimpíadas científicas nacionais e internacionais por uma criança.
Na data do reconhecimento, o RankBrasil informou que Miguel acumulava 130 medalhas. A entidade registrou que o estudante tinha 10 anos, 2 meses e 22 dias no momento da homologação e que sua trajetória incluía competições em várias áreas do conhecimento.
Meses depois, O Imparcial publicou que Miguel já havia acumulado 181 medalhas e resultados de destaque em diferentes competições e áreas.
Física, astronomia e ciência também aparecem na trajetória
Embora a GJMOC seja uma competição de matemática, a trajetória de Miguel também aparece ligada à ciência de forma mais ampla.
O Diário de Prudente informou, em 2024, que o estudante já colecionava outras premiações, incluindo o certificado de Jovem Cientista pela Agência Espacial Brasileira e certificado do International Astronomical Search Collaboration.
A mesma publicação também citou medalha de prata na Olimpíada Principia de Física, competição nacional da plataforma Medalhei.
Esses registros mostram que o desempenho dele não se concentrou apenas em uma disciplina escolar, mas avançou por áreas que exigem raciocínio matemático, abstração e leitura científica.
O RankBrasil também menciona que Miguel estuda diariamente com apoio de instituições e plataformas como Medalhei, AstroNasa Brasil e Kumon. Além disso, a entidade registrou que ele participa de simulados e cria os próprios jogos e métodos de estudo.
A mudança para Presidente Prudente e o contato com a universidade
Outro ponto relevante da história é a mudança da família para Presidente Prudente. Segundo O Imparcial, a família saiu de Mirante do Paranapanema e se mudou por causa de Miguel.
A reportagem informa que a mudança permitiu aproveitar a liberação da FCT/Unesp, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista, para que o menino assistisse aulas de graduação e pós-graduação em Física como ouvinte. Esse dado ajuda a explicar a dimensão incomum do ambiente acadêmico em torno da criança.
Ainda segundo o jornal, boa parte do tempo de Miguel era dedicada a estudar física quântica, nanotecnologia e engenharia. São áreas normalmente associadas a níveis avançados de formação, mas que aparecem nas fontes como parte do repertório de interesse do estudante.
Participações internacionais ampliaram o alcance do estudante
A GJMOC não foi o único compromisso internacional mencionado nas fontes. Em março de 2025, O Imparcial informou que Miguel havia se classificado para duas competições internacionais de matemática: a Copernicus Math Olympiad e a Singapore Math Global Finals.
Na ocasião, ele completava 10 anos e havia conquistado medalha de ouro na etapa nacional da Copernicus Math Olympiad e na Singapore Math Global Finals, segundo o jornal.
A fase global da Copernicus estava prevista para ocorrer na Universidade de Columbia, em Nova York, no fim de julho.
Em julho de 2025, outra reportagem de O Imparcial registrou que Miguel embarcaria para Singapura e, depois, para Nova York.
Além dele, a delegação brasileira para a agenda em Singapura era composta por outros 31 estudantes, e Miguel aparecia como o único representante do oeste paulista.
O resultado que consolidou uma trajetória precoce
A conquista da medalha de ouro e do 1º lugar mundial na Global Junior Math Online Competition consolidou uma sequência que já vinha sendo construída havia anos.
Aos 10 anos, Miguel Rosa dos Santos já reunia premiações nacionais e internacionais, reconhecimento em recorde brasileiro e participação em competições de matemática, física, astronomia, ciências e lógica.
O ponto central da história está na progressão documentada. Primeiro, a medalha de bronze em 2024, quando apenas oito brasileiros alcançaram essa faixa na GJMOC.
Depois, o salto para o ouro e para o topo do ranking mundial em 2025. Em paralelo, o estudante ampliou sua presença em olimpíadas e passou a circular por ambientes acadêmicos que normalmente estão distantes da rotina de uma criança do ensino fundamental.
A trajetória de Miguel mostra como talento precoce, diagnóstico adequado, apoio familiar, escola e acesso a competições podem transformar uma habilidade identificada na infância em reconhecimento internacional.
No caso do menino de Presidente Prudente, essa transformação ganhou forma num resultado exato: 100% de aproveitamento na prova e 1º lugar mundial em uma competição global de matemática.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

