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Aos 100 anos, engenheiro toca bateria com o mesmo prato Zildjian dos anos 1930, alterna para o saxofone e forma banda dentro de residência para idosos

Aos 100 anos, engenheiro toca bateria com o mesmo prato Zildjian dos anos 1930, alterna para o saxofone e forma banda dentro de residência para idosos

5 min de leitura

Aos 100 anos, engenheiro toca bateria com o mesmo prato Zildjian dos anos 1930, alterna para o saxofone e forma banda dentro de residência para idosos

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 10/09/2026 às 18:55

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Roger Wonson começou a tocar em bandas de jazz e swing nos anos 1930, tornou-se engenheiro, chegou aos 100 anos ainda ligado à música e mantém em uso seu primeiro prato Zildjian, equipamento que atravessou cerca de nove décadas ao lado do mesmo músico

Aos 100 anos, o engenheiro aposentado Roger Wonson ainda se senta diante da bateria e toca com um equipamento que carrega uma história quase tão longa quanto a dele. Entre as peças está seu primeiro prato Zildjian, usado desde a época em que começou a participar de bandas de jazz e swing nos anos 1930.

A história foi publicada pela People, revista americana de notícias e histórias humanas. Wonson vive no Current Beverly, uma residência para idosos em Beverly, Massachusetts, onde passou a tocar com a banda The Current Voltage, formada por moradores e funcionários do local.

A música continua fazendo parte de sua rotina mesmo depois de uma longa carreira como engenheiro. Além da bateria, Roger também toca saxofone, alternando entre os dois instrumentos durante as apresentações do grupo.

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Engenheiro começou a tocar bateria nos anos 1930 e levou a música consigo até completar 100 anos

Roger Wonson começou a tocar bateria em bandas de jazz e swing durante os anos 1930. A atividade musical atravessou diferentes fases de sua vida enquanto ele também seguiu uma carreira profissional na engenharia.

Décadas depois, já aposentado e morando em uma residência para idosos, a ligação com os instrumentos não desapareceu. Aos 100 anos, ele ainda conseguia participar de apresentações e dividir a música com outras pessoas ao seu redor.

Roger Wonson começou a tocar em bandas de jazz e swing nos anos 1930 (Imagem: The Current Beverly)

O aniversário de Roger ocorreu em 20 de abril de 2024. Poucos dias depois, a residência preparou uma comemoração que reuniu pessoas próximas, bolo e uma apresentação da banda formada no próprio local.

A apresentação mostrou uma combinação pouco comum. O integrante mais velho do grupo não apenas acompanhava a banda, mas assumia a bateria e também passava para o saxofone durante sua participação.

Primeiro prato Zildjian continuou na bateria depois de cerca de nove décadas de uso

Entre todos os instrumentos ligados à história de Roger, uma peça se destaca. O engenheiro ainda conserva e utiliza seu primeiro prato Zildjian, ligado ao período em que começou a tocar nas bandas de jazz e swing.

Isso significa que músico e instrumento permaneceram conectados por aproximadamente nove décadas. O prato deixou de ser apenas uma peça da bateria e passou a representar visualmente toda a trajetória musical construída desde a juventude.

Pratos de bateria são peças metálicas feitas para vibrar quando recebem o impacto da baqueta. Durante a fabricação, o metal é moldado e trabalhado até chegar à espessura, curvatura e superfície necessárias para produzir o som desejado.

O bronze é amplamente utilizado nesse tipo de instrumento porque consegue reunir resistência física e capacidade de vibração. Uma peça preservada, sem danos que impeçam seu funcionamento, pode permanecer utilizável por muitos anos. O caso de Roger, porém, chama atenção justamente pela duração muito acima do que costuma aparecer na vida cotidiana de um instrumento musical.

Fabricante descobriu a história do prato antigo e preparou uma surpresa para o músico centenário

A permanência daquele primeiro prato na bateria acabou chegando ao conhecimento da própria fabricante. A Zildjian decidiu participar da comemoração preparada para Roger.

A empresa entregou ao músico um prato comemorativo autografado durante a festa de seus 100 anos. O presente colocou lado a lado uma peça nova e o instrumento antigo que continuava acompanhando o baterista décadas depois.

Banda nasceu dentro da residência para idosos e reuniu moradores e funcionários (Imagem: The Current Beverly)

A People, revista americana de notícias e histórias humanas, registrou que Roger ainda utilizava seu primeiro prato Zildjian quando a fabricante tomou conhecimento da história e preparou a homenagem.

Para o engenheiro aposentado, portanto, a bateria utilizada aos 100 anos não representa apenas uma atividade recente dentro da residência. Parte do conjunto pertence à própria história construída desde os anos 1930.

Banda nasceu dentro da residência para idosos e reuniu moradores e funcionários

A música também criou uma nova atividade dentro do Current Beverly. Roger formou a The Current Voltage ao lado de outros moradores e funcionários da residência.

Em vez de tocar sozinho, o engenheiro passou a dividir as apresentações com pessoas que fazem parte de sua rotina no local. A banda acabou entrando também na comemoração preparada para marcar seu centésimo aniversário.

Roger se movimenta entre seus dois instrumentos preferidos. Em alguns momentos assume a bateria, enquanto em outros passa para o saxofone, mantendo viva uma relação com a música iniciada muitas décadas antes.

A formação do grupo acrescenta outro elemento à história. A atividade que começou na juventude, durante a época das bandas de jazz e swing, encontrou um novo espaço dentro da residência onde ele passou a viver.

Um instrumento dos anos 1930 continuou produzindo música nas mãos do mesmo dono

A história de Roger Wonson reúne dois tipos de longevidade. Aos 100 anos, ele continuou fazendo música, enquanto seu antigo prato Zildjian permaneceu integrado à bateria depois de atravessar aproximadamente nove décadas.

Um instrumento metálico pode receber milhares de impactos ao longo de sua utilização. No caso dos pratos, o funcionamento depende justamente da vibração provocada cada vez que a superfície é atingida pela baqueta.

O prato que acompanhou as primeiras experiências do jovem baterista continuou presente quando aquele mesmo músico chegou aos 100 anos e passou a se apresentar com uma banda criada dentro de uma residência para idosos.

A trajetória de Roger mostra como uma peça aparentemente simples pode carregar uma história inteira. O engenheiro aposentado atravessou décadas de mudanças na música e na própria vida sem abandonar os instrumentos que começaram a acompanhá lo ainda na juventude.

E o antigo prato permaneceu lá, sendo tocado pelo mesmo dono enquanto uma nova banda surgia ao seu redor.

Você conhece algum instrumento, ferramenta ou objeto que continua em uso na mesma família há tantas décadas? Conte nos comentários e compartilhe essa história com quem guarda objetos antigos cheios de memória.

Fonte

People


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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