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Aos 102 anos, idosa vende a única casa que teve em toda a vida após morar nela por 70 anos e recebe apenas 3 semanas para retirar fotos, móveis e lembranças acumuladas desde 1956

Aos 102 anos, idosa vende a única casa que teve em toda a vida após morar nela por 70 anos e recebe apenas 3 semanas para retirar fotos, móveis e lembranças acumuladas desde 1956

6 min de leitura

Aos 102 anos, idosa vende a única casa que teve em toda a vida após morar nela por 70 anos e recebe apenas 3 semanas para retirar fotos, móveis e lembranças acumuladas desde 1956

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 10/09/2026 às 15:54

Atualizado em 10/09/2026 às 15:55

Curiosidades

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Imagem ilustrativa de uma idosa diante de uma casa residencial, em referência à história de Elaine Keesing, que deixou o imóvel onde viveu por cerca de 70 anos.

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Elaine Keesing construiu o imóvel com o marido em Salter Point, permaneceu no mesmo endereço por sete décadas e deixou a propriedade depois de acompanhar a transformação completa do bairro.

Aos 102 anos, Elaine Keesing decidiu encerrar uma história iniciada em 1956, quando ela e o marido construíram uma casa em Salter Point, subúrbio de Perth, na Austrália. O imóvel se tornou a única residência que ela possuiu durante toda a vida e permaneceu como seu endereço por aproximadamente 70 anos, período em que a região passou por profundas mudanças.

A venda chamou atenção não apenas pela idade da proprietária, mas pelo desafio que surgiu logo depois da negociação. Elaine e a família tiveram apenas três semanas para retirar fotografias, documentos, móveis e objetos guardados durante sete décadas, transformando a mudança em uma despedida de praticamente toda uma vida construída no mesmo lugar.

Imagem ilustrativa de uma família reunida diante de uma casa, remetendo às décadas de memórias familiares acumuladas no imóvel onde Elaine Keesing viveu por cerca de 70 anos.

Casa construída em 1956 acompanhou sete décadas da vida de Elaine Keesing em Salter Point

A história de Elaine com a propriedade começou em 1956, quando ela e o marido decidiram construir a própria casa em Salter Point. Segundo a cobertura do Domain, o casal gastou cerca de 4,3 mil dólares australianos na construção, em uma época em que o bairro tinha características muito mais rurais do que atualmente.

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A partir daquele momento, Elaine permaneceu no mesmo endereço enquanto a paisagem ao redor se transformava. Salter Point ganhou novas construções, infraestrutura e valorização imobiliária, deixando para trás parte do aspecto que possuía quando a residência foi erguida.

Mais do que um imóvel, a casa se tornou o cenário permanente da vida da centenária. Elaine nunca precisou procurar outra propriedade para chamar de sua e acompanhou, do mesmo endereço, praticamente sete décadas de mudanças na região de Perth.

Imagem ilustrativa de uma idosa dentro de casa durante uma entrevista, em referência à história de Elaine Keesing, que deixou o imóvel onde viveu por cerca de 70 anos.

Bairro se valorizou e imóveis passaram a alcançar milhões enquanto Elaine permanecia na mesma casa

O contraste entre o momento da construção e o mercado imobiliário atual mostra o tamanho da transformação ocorrida em Salter Point. A casa foi construída por alguns milhares de dólares australianos, enquanto propriedades da mesma região passaram a ser negociadas por cifras milionárias décadas depois.

Segundo o Domain, uma residência vendida recentemente no bairro alcançou aproximadamente 3,36 milhões de dólares australianos. O valor recebido por Elaine pela própria propriedade não foi divulgado, mas o imóvel despertou interesse de vários compradores e entrou em contrato cerca de duas semanas depois de chegar ao mercado.

Essa valorização ocorreu enquanto Elaine continuava vivendo exatamente no mesmo endereço. Para ela, porém, a decisão de vender não estava concentrada apenas no preço alcançado pelos imóveis da região, mas principalmente na necessidade de iniciar uma nova etapa da vida.

Imagem ilustrativa do interior de uma residência com acesso ao jardim, remetendo à casa onde Elaine Keesing acumulou cerca de 70 anos de histórias e lembranças familiares.

Três semanas para retirar fotografias, documentos, móveis e objetos acumulados durante 70 anos

Depois que a venda foi concluída, Elaine precisou enfrentar aquilo que considerou uma das partes mais difíceis de todo o processo. A casa guardava fotografias, documentos, móveis, objetos familiares e registros acumulados ao longo de aproximadamente sete décadas, e tudo precisava ser organizado em apenas três semanas.

A família começou então a decidir o que seria levado para o novo endereço, o que poderia ser guardado e aquilo que precisaria permanecer para trás. A quantidade de objetos reunidos durante tantos anos transformou a mudança em uma corrida contra o tempo, embora os familiares tenham conseguido concluir o processo dentro do prazo.

Entre todas as coisas das quais precisaria se despedir, Elaine afirmou que sentiria falta especialmente do grande jardim da propriedade. O espaço havia acompanhado diferentes momentos de sua vida e fazia parte da rotina familiar desde os anos em que Salter Point ainda apresentava um perfil muito diferente do atual.

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Cristina Spinella ficou impressionada com a participação de Elaine durante a venda da propriedade

A negociação também chamou atenção de Cristina Spinella, agente da Ray White South Perth responsável pelo processo de venda. Segundo a profissional, Elaine demonstrou segurança ao acompanhar as etapas da negociação e fez questão de assinar pessoalmente o contrato da propriedade.

A postura da centenária reforçou a maneira prática como ela encarou a mudança. Elaine afirmou que existe um momento em que é necessário aceitar que chegou a hora de seguir em frente, mesmo depois de passar praticamente toda a vida adulta no mesmo endereço.

A decisão também tinha relação com a família. Elaine explicou que o próximo capítulo poderia oferecer mais apoio para ela e, ao mesmo tempo, proporcionar maior liberdade aos familiares que vinham cuidando dela nos últimos anos.

Rotina aos 102 anos também chamou atenção durante a história da venda da casa

Outro detalhe da história ganhou destaque quando Cristina Spinella comentou sobre a longevidade de Elaine. Segundo a agente imobiliária, a centenária mantém uma rotina que inclui um brandy seco diariamente às 17h e dois ovos acompanhados de torradas.

O hábito apareceu como uma curiosidade durante a cobertura do caso, mas a própria Elaine manteve o foco na mudança e na necessidade de aceitar uma nova fase. Para ela, deixar a residência não significava apagar os anos vividos naquele endereço, mas reconhecer que aquele ciclo havia chegado ao fim.

A casa permaneceu ligada à história de Elaine desde 1956 e acompanhou praticamente toda a transformação de Salter Point. Enquanto novos imóveis surgiam e os preços da região avançavam, ela continuava vivendo no endereço construído com o marido décadas antes.

Imagem ilustrativa de uma idosa segurando um copo de brandy em casa, em referência ao hábito diário atribuído a Elaine Keesing aos 102 anos.

História de Elaine Keesing termina na casa de 1956, mas uma nova fase começa aos 102 anos

A força da história de Elaine está também no tempo em que permaneceu ligada ao mesmo lugar. A propriedade não foi apenas um investimento que se valorizou ao longo das décadas, mas o único imóvel que ela possuiu e o espaço onde concentrou grande parte das próprias lembranças.

Depois de aproximadamente 70 anos, a venda colocou fim a uma trajetória iniciada quando Salter Point ainda tinha características mais rurais. Fotografias, documentos, móveis e objetos precisaram ser separados em três semanas, enquanto o grande jardim permaneceu como uma das despedidas mais marcantes para a centenária.

Aos 102 anos, Elaine Keesing deixa a casa construída em 1956 e começa um novo capítulo ao lado da família. A história permanece marcante justamente pelo contraste entre permanência e transformação: enquanto todo o bairro mudou ao redor dela, Elaine continuou no mesmo endereço durante sete décadas, até decidir que havia chegado o momento de seguir em frente.

O que você faria no lugar de Elaine Keesing: deixaria uma casa onde viveu por 70 anos para buscar mais apoio da família ou tentaria permanecer no imóvel carregado de memórias? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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