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Aos 11 anos, menina inventa mochila com placa solar que aquece cobertor para moradores de rua, supera mais de 70 mil ideias e vê projeto virar 150 unidades para ajudar pessoas no frio

Aos 11 anos, menina inventa mochila com placa solar que aquece cobertor para moradores de rua, supera mais de 70 mil ideias e vê projeto virar 150 unidades para ajudar pessoas no frio

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Aos 11 anos, menina inventa mochila com placa solar que aquece cobertor para moradores de rua, supera mais de 70 mil ideias e vê projeto virar 150 unidades para ajudar pessoas no frio

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 02/09/2026 às 09:25

Ciência e Tecnologia

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Aos 11 anos, menina inventa mochila com placa solar que aquece cobertor para moradores de rua, supera mais de 70 mil ideias e vê projeto virar 150 unidades para ajudar pessoas no frio

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Rebecca Young criou aos 11 anos uma mochila solar com cobertor aquecido, superou mais de 70 mil ideias e viu o projeto chegar às ruas.

Rebecca Young tinha apenas 11 anos quando olhou para as noites geladas de Glasgow, na Escócia, e começou a pensar em uma maneira de ajudar pessoas que dormiam nas ruas sem acesso fácil a eletricidade. A estudante desenhou uma solução simples de entender, mas tecnicamente ambiciosa: uma mochila que pode carregar um cobertor aquecido e usa energia solar armazenada em uma bateria para produzir calor. O projeto saiu de uma atividade escolar, enfrentou mais de 70 mil ideias em uma competição britânica e acabou chamando atenção de engenheiros profissionais.

A invenção não ficou apenas no desenho. A empresa de tecnologia e engenharia Thales reuniu aprendizes e jovens engenheiros para transformar a proposta de Rebecca em um protótipo funcional. Em 2025, a Primary Engineer anunciou financiamento para 150 cobertores solares destinados a seis instituições que atendem pessoas em situação de rua na região de Glasgow, com as primeiras 35 unidades entregues ao Homeless Project Scotland. Uma ideia criada por uma criança dentro da escola havia chegado ao ponto de ser produzida para uso real.

Rebecca viu pessoas enfrentando o frio nas ruas e pensou em uma solução

A origem da invenção não foi uma tentativa de criar um aparelho futurista simplesmente para ganhar uma competição.

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Paulo Nogueira

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Rebecca vivia em Glasgow, cidade escocesa onde o inverno pode trazer temperaturas muito baixas.

Ao observar pessoas dormindo nas ruas, começou a pensar em um problema básico: como alguém poderia se aquecer durante a noite sem ter uma casa e sem possuir uma tomada disponível para ligar um aquecedor?

A pergunta se encaixava perfeitamente no desafio apresentado pela Primary Engineer, organização britânica que incentiva crianças e adolescentes a pensar como engenheiros.

Os estudantes deveriam responder a uma pergunta direta: “Se você fosse engenheiro, o que faria?” Rebecca decidiu tentar resolver o problema do frio.

A ideia juntou mochila, cobertor elétrico, bateria e energia solar

A estudante começou a pesquisar diferentes soluções existentes. Ela analisou mochilas, cobertores, tipos de painéis solares, baterias e sistemas elétricos antes de desenhar sua proposta.

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A ideia central era fazer com que o equipamento pudesse acompanhar a própria pessoa.

Em vez de um cobertor elétrico que precisasse permanecer ligado a uma tomada, o sistema utilizaria energia solar captada durante o dia.

Essa eletricidade seria armazenada em uma bateria. Quando a temperatura caísse durante a noite, a energia poderia alimentar o sistema de aquecimento do cobertor.

O equipamento inteiro também precisaria ser portátil. Por isso, Rebecca imaginou o cobertor integrado a uma mochila, permitindo que fosse dobrado e transportado durante o dia.

Projeto enfrentou mais de 70 mil ideias de estudantes

O desenho foi apresentado na competição organizada pela Primary Engineer. A dimensão da disputa chama atenção.

Documentos do Parlamento Escocês registram que Rebecca superou mais de 70 mil participantes ou inscrições no processo que levou ao reconhecimento de sua invenção.

A Primary Engineer informou posteriormente que sua competição nacional alcançou 75.876 inscrições em 2024.

Rebecca recebeu a MacRobert Commendation Medal, prêmio decidido por votação pública, e seu projeto também recebeu reconhecimento de prata no Primary Engineer MacRobert Medal.

O que até então era uma ideia desenhada por uma estudante passaria, então, para uma etapa que poucas invenções escolares alcançam.

Engenheiros de verdade tentariam construí-la.

Thales decidiu transformar o desenho de uma criança em equipamento real

A Thales já mantinha parceria com a Primary Engineer. Como parte da iniciativa, equipes formadas por graduados e aprendizes da companhia escolhem algumas propostas de estudantes para desenvolver protótipos.

Em 2024, cinco projetos de crianças e adolescentes foram transformados em protótipos por equipes da empresa no Reino Unido.

Entre eles estava a mochila-cobertor criada por Rebecca. Os profissionais não simplesmente copiaram um desenho infantil.

Era necessário descobrir como transformar aquela ideia em um equipamento capaz de funcionar, ser carregado por uma pessoa e utilizar eletricidade de maneira segura.

Rebecca continuou participando do desenvolvimento, dando opiniões durante diferentes etapas da construção.

Painel solar e bateria foram reduzidos para facilitar o transporte

Uma das maiores dificuldades estava no peso. Não adiantaria criar um cobertor aquecido para pessoas que vivem nas ruas se o sistema exigisse uma bateria enorme ou painéis solares pesados.

A solução desenvolvida pela equipe utilizou um pequeno painel solar e uma bateria aproximadamente do tamanho de um smartphone, segundo a Primary Engineer.

Isso ajudou a diminuir o peso extra carregado pelo usuário.

Durante o dia, o sistema pode aproveitar a luz solar para carregar a bateria.

Depois, a energia armazenada é usada pelo cobertor.

Quando não está aberto, o conjunto pode ser dobrado e guardado na forma de mochila.

Assim, o mesmo objeto funciona como meio de transporte e equipamento para enfrentar o frio.

Sistema ganhou diferentes níveis de aquecimento

Os engenheiros também precisaram pensar no controle da temperatura. Um cobertor elétrico não pode simplesmente aquecer indefinidamente.

O projeto recebeu diferentes níveis de calor, permitindo controlar o funcionamento de acordo com a necessidade.

Informações divulgadas posteriormente sobre a versão desenvolvida indicam também a utilização de um circuito sensível à temperatura, capaz de ligar e desligar o aquecimento para economizar bateria.

A segurança recebeu atenção durante o desenvolvimento.

Versões posteriores do equipamento foram descritas como produzidas com materiais resistentes à água e ao fogo.

A combinação era importante porque o produto havia sido imaginado justamente para uso externo.

Energia armazenada pode fornecer horas de calor durante a noite

A lógica do equipamento é particularmente simples para quem vai utilizá-lo.

Durante o período em que há luz, o painel solar ajuda a carregar a bateria.

Quando chega a noite, a pessoa abre o cobertor e utiliza a eletricidade que ficou armazenada.

Descrições divulgadas em 2026 indicam que a versão desenvolvida pode oferecer até oito horas de aquecimento, dependendo das condições de utilização e da configuração escolhida.

Isso significa que o equipamento não precisa permanecer conectado à rede elétrica durante a noite.

É justamente essa característica que diferencia a invenção de um cobertor elétrico doméstico comum.

Para alguém dormindo na rua, encontrar uma tomada disponível pode simplesmente não ser uma opção.

Primeiras 35 unidades chegaram a projeto que atende pessoas em Glasgow

Depois do protótipo, surgiu uma etapa ainda maior.

A Thales anunciou financiamento para levar o equipamento além da demonstração tecnológica.

Em junho de 2025, a Primary Engineer informou que 150 cobertores solares haviam sido financiados para serem doados a seis instituições voltadas ao atendimento de pessoas em situação de rua na região de Glasgow.

As primeiras 35 unidades foram entregues ao Homeless Project Scotland.

A instituição informou que os equipamentos seriam utilizados para apoiar 31 vagas de acomodação temporária na cidade.

Para Rebecca, isso significava ver uma ideia criada durante uma atividade escolar começar a chegar exatamente às pessoas que haviam inspirado o projeto.

Uma invenção de 11 anos acabou envolvendo engenheiros profissionais

O caminho percorrido pelo projeto chama atenção justamente pela diferença de escala.

No início, havia uma menina pensando sobre um problema social.

Depois veio um desenho.

Em seguida, uma competição escolar.

Então chegaram engenheiros, aprendizes e graduados da Thales.

A equipe precisou transformar cada parte do conceito em algo funcional: painel solar, bateria, sistema elétrico, elementos de aquecimento, controle de temperatura, material do cobertor e mecanismo que permite dobrá-lo como uma mochila.

A própria Rebecca acompanhou partes desse desenvolvimento.

A invenção, portanto, continuou baseada em sua proposta original, mas recebeu trabalho de engenharia profissional para chegar ao estágio de produção.

A menina tinha 11 anos quando começou a desenvolver a ideia

Existe uma diferença de idade entre algumas reportagens sobre Rebecca porque a história se estendeu durante vários anos.

Ela tinha 11 anos quando desenvolveu originalmente o conceito, segundo a TIME.

Quando passou a receber maior reconhecimento público e parlamentar pelo prêmio, já estava com 12 anos.

Posteriormente, em 2025, apareceu em reportagens internacionais já mais velha, enquanto sua invenção começava a ser distribuída.

O fato central permanece: a ideia original nasceu quando Rebecca tinha apenas 11 anos.

Projeto também levou Rebecca à lista de meninas do ano da TIME

O impacto da história ultrapassou Glasgow.

Em agosto de 2025, Rebecca foi incluída pela revista TIME em sua seleção Girls of the Year, criada para destacar meninas que estavam produzindo impacto em diferentes áreas.

A publicação contou como uma estudante havia transformado um problema observado nas ruas em uma solução de engenharia.

Rebecca também explicou que a experiência mudou sua visão sobre tecnologia.

Até então, engenharia poderia parecer algo abstrato.

Ao acompanhar seu próprio desenho sendo transformado em objeto real, ela percebeu que engenharia poderia ser usada diretamente para resolver problemas enfrentados por pessoas.

A invenção não resolve sozinha o problema de quem vive nas ruas

O próprio reconhecimento internacional da história trouxe uma ressalva importante.

Um cobertor aquecido não resolve a falta de moradia.

Pessoas em situação de rua precisam de políticas de habitação, atendimento social, saúde, segurança e diferentes formas de apoio.

A invenção de Rebecca atua sobre um problema muito mais imediato: o frio enfrentado por quem já está do lado de fora.

Ela não deve, portanto, ser apresentada como solução para a situação de rua.

É uma ferramenta criada para reduzir um dos riscos associados a essa condição.

Essa diferença é especialmente importante em Glasgow, onde as temperaturas durante o inverno podem ficar próximas ou abaixo de zero.

Projeto avançou para produção maior depois dos primeiros protótipos

A trajetória não terminou com a primeira leva.

Em 2026, novas informações indicaram que o projeto estava avançando para uma etapa de produção em maior escala.

A Royal British Veterans Enterprise, organização que emprega veteranos e pessoas com deficiência em suas fábricas sociais, recebeu autorização para produzir os cobertores.

A proposta passou, portanto, por várias fases.

Primeiro veio o desenho escolar.

Depois, o protótipo.

Em seguida, a fabricação das primeiras unidades.

E então surgiu a possibilidade de ampliar a produção por meio de uma organização especializada.

Pouquíssimos projetos criados por crianças em competições escolares atravessam todas essas etapas.

Uma pergunta simples de escola terminou em 150 cobertores financiados

A história de Rebecca começou com uma pergunta destinada a estimular a imaginação de crianças: “Se você fosse engenheiro, o que faria?”

A resposta de uma menina de 11 anos foi olhar para pessoas dormindo no frio e imaginar um cobertor que não dependesse de uma tomada.

Ela transformou uma mochila em parte da solução.

Acrescentou energia solar.

Pensou em uma bateria.

Desenhou o equipamento.

Depois, profissionais pegaram aquela ideia e descobriram como fazê-la funcionar.

O resultado ajudou Rebecca a superar mais de 70 mil ideias, conquistar reconhecimento nacional e ver seu projeto chegar às mãos de engenheiros de uma grande empresa.

Mas o número mais importante veio depois da competição.

A Thales financiou 150 unidades para seis instituições de Glasgow, com dezenas delas já destinadas ao atendimento de pessoas em situação de rua.

O que começou como um desenho de uma menina de 11 anos acabou se tornando algo que poderia ser carregado nas costas, aberto durante uma noite gelada e usado exatamente para aquilo que Rebecca havia imaginado: transformar a luz recebida durante o dia em calor para alguém que precisasse enfrentar a noite do lado de fora.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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