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Aos 11 e 12 anos, melhores amigas decidem ajudar o hospital que salvou a vida de uma delas, passam verões pintando cartazes, preparando uma banca de limonada e chamando vizinhos para doar até transformar a pequena ideia em quase R$ 41 mil para o St. Jude
Escrito por Ana Alice
Publicado em 08/09/2026 às 22:12
Atualizado em 08/09/2026 às 22:13
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O que começou com uma mesa dobrável e cartazes pintados à mão virou uma mobilização de bairro que uniu duas melhores amigas e arrecadou milhares de dólares para o hospital onde uma delas foi tratada.
Em um bairro de Madison, no Alabama, duas melhores amigas transformaram uma banca de limonada em algo muito maior do que um passatempo de férias.
Landri Kruse, de 12 anos, e Maelin-Kate Carlson, de 11, passaram três verões vendendo bebidas, doces, camisetas e adesivos para arrecadar dinheiro ao St. Jude Children’s Research Hospital, instituição onde Maelin-Kate passou por um transplante de medula óssea em 2019.
Quando o St. Jude contou a história das meninas, em julho de 2025, elas haviam levantado quase US$ 8 mil nos dois primeiros verões e se preparavam para a terceira edição da banca.
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A campanha seguinte, porém, superou esse valor com folga: uma atualização posterior registrou que a dupla arrecadou quase US$ 14 mil apenas no terceiro verão, levando o total acumulado para perto de US$ 22 mil.
A história nasceu de uma amizade comum de vizinhança.
As duas moram a apenas uma rua de distância e se conheceram em 2021 na piscina do bairro, onde rapidamente descobriram gostos em comum por brilho, brincadeiras, noites do pijama e lanches.
O que Landri descobriria depois é que a amiga carregava uma história médica muito mais complexa do que sua rotina deixava transparecer.
Maelin-Kate chegou aos Estados Unidos ainda pequena
Maelin-Kate foi adotada na China por Megan e Paul Carlson em 2017, quando estava perto de completar 3 anos.
A família já sabia que ela tinha displasia do quadril.
Exames realizados depois da adoção, porém, revelaram outro diagnóstico: anemia de Fanconi, uma doença genética rara que compromete a capacidade da medula óssea de produzir células sanguíneas em quantidade suficiente.
O distúrbio também aumenta o risco de falência da medula e de alguns tipos de câncer.
Maelin-Kate passou então a ser acompanhada pelo St. Jude, onde recebeu transfusões e monitoramento frequente.
Com o avanço da doença, a necessidade de transfusões se tornou cada vez maior.
Em 2019, médicos encontraram doadores compatíveis e indicaram o transplante de medula óssea.
Antes do procedimento, a menina precisou passar por quimioterapia e radioterapia para preparar o organismo.
O transplante foi realizado em março de 2019.
O tratamento exigiu uma permanência prolongada no hospital, mas permitiu que Maelin-Kate retomasse posteriormente uma rotina muito mais próxima daquela de outras crianças de sua idade.
Uma publicação no Facebook deu origem à primeira banca
A ideia da limonada surgiu apenas alguns anos depois.
Em 2023, Elizabeth, mãe de Landri, viu no Facebook uma publicação sobre o St. Jude Lemonade Stand Challenge, iniciativa que incentiva crianças a montar bancas durante o verão para arrecadar recursos ao hospital.
Landri decidiu participar e chamou Maelin-Kate.
A meta inicial estabelecida pela campanha era modesta: US$ 400.
As próprias mães das meninas imaginavam que talvez precisassem completar parte do valor caso as vendas não fossem suficientes.
Landri pensava diferente.
Competitiva, estabeleceu uma meta pessoal de US$ 2 mil.
O primeiro cenário era simples: uma mesa dobrável, um cartaz feito à mão com a frase “Lemonade for St. Jude” e as duas amigas chamando motoristas na entrada do bairro.
Como a rua tinha pouco movimento, elas ficavam próximas à via principal, acenavam para os carros e corriam de volta para atender quem parava.
Ao final daquele primeiro dia, haviam arrecadado US$ 2.130.
A celebração também criou uma tradição: as duas pularam na piscina do bairro ainda vestidas.
Segunda edição ganhou quatro mesas e apoio de empresas
O planejamento para o ano seguinte começou poucas semanas depois.
As meninas decidiram que a banca precisava crescer.
Vieram camisetas combinando em tom lavanda, novos cartazes, bolinhas de boba de morango para acrescentar à limonada e doações de empresas locais.
Uma unidade próxima do Chick-fil-A forneceu quatro galões de limonada e quatro bandejas de biscoitos.
A estrutura, que no primeiro ano cabia em uma mesa, passou a ocupar quatro.
A nova meta era de US$ 5 mil.
No dia da venda, amigos, vizinhos, professores, colegas de escola e colegas de trabalho dos pais começaram a aparecer em grande número.
Em alguns momentos, havia dezenas de pessoas ao mesmo tempo em volta da banca.
Maelin-Kate também explicava pessoalmente por que o dinheiro seria enviado ao hospital.
A menina dizia aos clientes que já havia sido paciente do St. Jude e que queria ajudar outras crianças que estavam passando por tratamentos semelhantes.
Ao fim daquele segundo verão, as amigas haviam arrecadado mais US$ 5.700.
Somando os dois primeiros anos, o total chegava a US$ 7.830, o que explica a referência a “quase US$ 8 mil” usada pelo St. Jude antes da terceira edição.
Assista o vídeo
Terceiro verão começou com uma meta ainda maior
Em julho de 2025, quando Landri tinha 12 anos e Maelin-Kate 11, a banca entrou em sua terceira edição.
As duas passaram meses preparando novos cartazes, camisetas e adesivos.
Dessa vez, os desenhos foram feitos pelas próprias meninas e estampados em camisetas cor-de-rosa vendidas pela internet.
Parte dos produtos trazia ilustrações de limões e da própria banca.
O Chick-fil-A aumentou sua participação e prometeu 10 galões de limonada e oito bandejas de biscoitos, com possibilidade de fornecer mais caso fosse necessário.
As meninas também adicionaram boba de morango e manga e até glitter comestível às bebidas.
Maelin-Kate acreditava que conseguiriam ao menos US$ 6 mil.
Landri queria superar esse número.
A banca foi realizada em 12 de julho de 2025, em Madison, Alabama.
Uma emissora local acompanhou a movimentação naquele sábado e confirmou que as duas voltaram a arrecadar para o St. Jude pelo terceiro verão consecutivo.
Terceira edição elevou o total para quase US$ 22 mil
O resultado final acabou sendo muito maior do que a meta inicial.
Uma atualização publicada pela Crossings TV informou que Landri e Maelin-Kate arrecadaram quase US$ 14 mil no terceiro verão.
Somado aos cerca de US$ 7,8 mil dos dois anos anteriores, o valor acumulado chegou a aproximadamente US$ 22 mil em três edições.
Mais uma vez, a comemoração terminou na piscina, repetindo o ritual iniciado no primeiro ano.
O crescimento também mudou a dimensão da iniciativa.
O que começou com uma única mesa e uma placa escrita à mão se transformou em um pequeno evento comunitário, com doações de empresas, mercadorias próprias, divulgação pelas famílias e participação de moradores do entorno.
Hospital continua acompanhando Maelin-Kate
A história médica de Maelin-Kate não terminou com o transplante.
A anemia de Fanconi exige acompanhamento prolongado porque está associada a risco elevado de diferentes complicações, incluindo câncer.
Em 2026, o próprio St. Jude voltou a mencionar Maelin-Kate e sua mãe, Megan, durante um evento beneficente realizado em Nova York.
Na ocasião, o hospital confirmou que ela continuava recebendo acompanhamento e destacou novamente o transplante realizado em 2019.
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Ana Alice
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A menina, porém, passou a ocupar também outro papel dentro dessa história.
Antes, ela era a criança atendida pelo hospital.
Anos depois, ao lado da melhor amiga, tornou-se uma das pessoas que ajudam a arrecadar recursos para que outras famílias encontrem o mesmo tipo de atendimento.
E aquela meta inicial de US$ 400 acabou ficando para trás já no primeiro verão.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

