Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Aos 20 anos, professora de Nova York vê nas redes sociais que ex-aluno de 5 anos precisava de um fígado, faz exames sem contar à família, descobre compatibilidade, aparece na porta com um cartaz e meses depois doa parte do órgão que salva o menino

Aos 20 anos, professora de Nova York vê nas redes sociais que ex-aluno de 5 anos precisava de um fígado, faz exames sem contar à família, descobre compatibilidade, aparece na porta com um cartaz e meses depois doa parte do órgão que salva o menino

5 min de leitura

Aos 20 anos, professora de Nova York vê nas redes sociais que ex-aluno de 5 anos precisava de um fígado, faz exames sem contar à família, descobre compatibilidade, aparece na porta com um cartaz e meses depois doa parte do órgão que salva o menino

Escrito por Ana Alice

Publicado em 03/09/2026 às 15:54

Curiosidades

Canal

Assista o vídeo
Ezra Toczek aparece com especialistas do NYU Langone após receber parte do fígado doado por sua ex-professora Carissa Fisher em Nova York. (Imagem: NYU Langone Staff)

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Professora de 20 anos decidiu agir após encontrar nas redes sociais um pedido de ajuda para um ex-aluno de 5 anos, iniciou exames sem avisar a família e recebeu uma confirmação médica que transformaria a relação construída anos antes em uma história de doação e transplante.

Carissa Fisher tinha 20 anos quando encontrou no Facebook uma publicação informando que Ezra Toczek, ex-aluno de 5 anos de uma creche em Alden, no estado de Nova York, precisava de um transplante de fígado e decidiu verificar se poderia ajudá-lo.

Sem comunicar previamente Karen Toczek, mãe do menino, a jovem professora procurou o programa de transplantes do NYU Langone e iniciou uma sequência de avaliações médicas para descobrir se reunia condições de se tornar doadora viva de parte do próprio órgão.

Durante essa etapa, Carissa passou por exames destinados a avaliar sua saúde, a segurança do procedimento e a compatibilidade com Ezra, que enfrentava problemas hepáticos havia grande parte da vida e já apresentava sinais de agravamento da doença.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Economia

Demissão em massa: Uber anuncia corte de 3,3 mil funcionários no maior enxugamento desde a pandemia

Maior demissão da empresa desde a pandemia elimina 3,3 mil vagas, enxuga a estrutura corporativa e revela a ameaça que pode transformar o aplicativo em algo muito diferente

A Uber anunciou…

Paulo Nogueira

0

Compatibilidade abriu caminho para a doação de fígado

Somente depois da conclusão das avaliações veio a confirmação decisiva: segundo o Good Morning America, os resultados indicaram uma compatibilidade considerada excelente, permitindo que Carissa avançasse no processo de doação sem ter criado expectativa na família durante os exames iniciais.

Em vez de telefonar para contar o resultado, a professora escolheu revelar pessoalmente a notícia e chegou à casa dos Toczek, acompanhada pela própria mãe, levando um cartaz colorido e um urso de pelúcia para surpreender Ezra.

Diante do menino e dos familiares, Carissa mostrou o cartaz com a frase “Ezra, você gostaria de compartilhar meu fígado?”, acompanhada das opções de resposta, e o garoto marcou positivamente ao descobrir que sua antiga professora poderia ser a doadora.

Carissa Fisher surpreende Ezra Toczek ao revelar que seria sua doadora e depois reencontra o menino no hospital após o transplante de fígado. (Imagem: Karen Toczek e Carissa Fisher)

Doença hepática avançou durante a infância de Ezra

Muito antes daquela surpresa, a saúde de Ezra já exigia acompanhamento constante, e o NYU Langone informou que médicos diagnosticaram doença hepática em estágio terminal depois que os sintomas se agravaram e os tratamentos disponíveis deixaram de oferecer controle suficiente.

Entre os sinais registrados estavam coceira intensa, cicatrização do fígado e fadiga, problemas que interferiam diretamente no sono e na energia da criança, dificultando atividades consideradas comuns para outros meninos da mesma idade.

Os cuidados médicos haviam começado ainda na primeira infância, pois Ezra apresentava danos graves no fígado desde bebê e chegou a passar por um procedimento destinado a reconstruir e abrir os ductos biliares, prolongando o funcionamento do órgão.

À medida que os anos avançaram, especialistas continuaram acompanhando sua condição até que a piora da função hepática tornou necessário considerar o transplante, levando Karen a recorrer às redes sociais na tentativa de encontrar um doador vivo compatível.

Foi justamente essa publicação que chegou até Carissa e mudou o rumo da história, já que a antiga professora decidiu procurar a equipe médica por conta própria e manter a iniciativa em segredo enquanto ainda não sabia se seria aprovada.

Exames foram feitos sem criar expectativa para a família

Ao preservar a tentativa durante as primeiras avaliações, Carissa evitou comunicar uma possibilidade que ainda dependia de diversos critérios médicos, incluindo a confirmação de que a cirurgia poderia ser realizada com segurança tanto para ela quanto para Ezra.

Quando todos os testes finalmente apontaram a compatibilidade necessária, a professora pôde transformar uma candidatura silenciosa em uma possibilidade concreta de transplante, levando pessoalmente à família uma notícia que até então permanecia restrita à equipe médica.

Meses depois da revelação na porta da casa, Carissa passou por uma cirurgia robótica minimamente invasiva no NYU Langone para a retirada de 30% de seu fígado, porção que seria utilizada no transplante do antigo aluno.

Professora doou 30% do fígado ao ex-aluno

Responsáveis pelo atendimento de Ezra, especialistas do Hassenfeld Children’s Hospital at NYU Langone e do programa pediátrico da instituição realizaram o transplante, substituindo o fígado comprometido pela parte saudável retirada da doadora durante o procedimento.

Segundo o NYU Langone, a possibilidade desse tipo de transplante está relacionada à capacidade de regeneração do fígado, característica que permite retirar apenas uma porção do órgão de um doador vivo sem exigir sua remoção completa.

No organismo de Ezra, a parte transplantada poderia crescer acompanhando o desenvolvimento da criança, enquanto o tecido restante no corpo de Carissa também passaria por um processo de recuperação depois da cirurgia realizada para possibilitar a doação.

Ezra Toczek aparece durante a recuperação na UTI pediátrica e, depois, já em recuperação após receber parte do fígado doado pela ex-professora Carissa Fisher. (Imagem: Karen Toczek e Karen Thorpe Toczek)

Recuperação trouxe mudanças à rotina do menino

Embora o período posterior ao transplante tenha apresentado complicações, a família percebeu mudanças importantes no estado de Ezra, incluindo melhora de energia, humor e apetite, aspectos que haviam sido prejudicados durante o avanço da doença hepática.

Ainda durante a internação, Carissa conseguiu visitar o antigo aluno na unidade de terapia intensiva pediátrica, enquanto ambos atravessavam etapas distintas de recuperação após um procedimento que havia começado meses antes com uma publicação encontrada nas redes sociais.

Assista o vídeo

Depois da fase hospitalar, Ezra continuou acompanhado pela equipe multidisciplinar responsável pelo transplante e pôde retomar gradualmente atividades próprias da infância, enquanto a professora também avançava na recuperação física após ter doado parte do fígado.

Em uma visita posterior ao Hassenfeld Children’s Hospital, Carissa, Ezra e profissionais responsáveis pelo tratamento voltaram a se encontrar, mantendo próxima uma relação iniciada anos antes em uma creche e profundamente modificada pela necessidade do transplante.

Ao explicar sua decisão ao Good Morning America, Carissa afirmou que quis se candidatar assim que soube da situação e manifestou o desejo de que a experiência ajudasse outras pessoas a conhecer a possibilidade de doação de órgãos em vida.

Para Karen, a confirmação de que a antiga professora seria a doadora encerrou a incerteza sobre quem poderia fornecer o órgão necessário ao filho, permitindo que a família avançasse para uma etapa concreta do tratamento indicado pelos especialistas.

Entre uma publicação encontrada por acaso, exames realizados em silêncio, um cartaz levado até a porta e uma cirurgia meses depois, que peso uma decisão individual pode assumir quando ela oferece a uma criança a possibilidade de continuar vivendo a própria infância?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

Sair da versão mobile