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Aos 30 anos, jovem que ganhou ouro em programação na adolescência transforma habilidade com códigos em empresa de IA avaliada em R$ 245 bilhões, acumula fortuna de R$ 30 bilhões e se torna o mais jovem entre os 400 mais ricos dos EUA
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 18/09/2026 às 10:54
Inteligência Artificial (I.A)
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Steven Hao conquistou ouro em competição internacional de programação, fundou a Cognition e viu sua fortuna chegar a US$ 5,8 bilhões com o avanço da inteligência artificial.
Em 2014, Steven Hao representou os Estados Unidos na Olimpíada Internacional de Informática e conquistou uma medalha de ouro ao competir com alguns dos jovens mais talentosos do mundo na resolução de problemas computacionais. Doze anos depois, aos 30, aquela habilidade desenvolvida ainda jovem estaria diretamente ligada a uma empresa avaliada em US$ 48 bilhões, cerca de R$ 245 bilhões, e a uma fortuna pessoal estimada pela Forbes em US$ 5,8 bilhões.
O feito ganhou ainda mais dimensão em setembro de 2026, quando Hao entrou para a Forbes 400, lista que reúne as 400 maiores fortunas dos Estados Unidos. Com patrimônio estimado em aproximadamente R$ 30 bilhões, ele ultrapassou o corte de US$ 4,4 bilhões e se tornou o integrante mais jovem do ranking naquele ano.
Por trás dessa ascensão está a Cognition, empresa fundada em 2023 por antigos competidores de programação, e o Devin, agente de inteligência artificial criado para executar tarefas relacionadas ao desenvolvimento de software. Em menos de três anos, a combinação entre programação, IA e investimentos transformou uma startup avaliada inicialmente em bilhões em um dos negócios mais valiosos do setor.
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Medalha de ouro em programação colocou Steven Hao entre jovens talentos antes dos bilhões.
A programação apareceu cedo na trajetória de Hao. Em 2014, quando representou os Estados Unidos na Olimpíada Internacional de Informática, ele conquistou uma medalha de ouro e já figurava entre jovens de destaque mundial na resolução de problemas computacionais.
Depois das competições, a habilidade ganhou formação acadêmica. Hao estudou Ciência da Computação e Matemática no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e, posteriormente, trabalhou como engenheiro na Scale AI, empresa especializada em dados utilizados por sistemas de inteligência artificial.
Foi nesse universo tecnológico que sua trajetória se conectou definitivamente às de Scott Wu e Walden Yan. Os três tinham algo incomum em comum: haviam conquistado medalhas de ouro em competições internacionais de informática e se conhecido justamente no circuito de programação competitiva.
Cognition reuniu antigos campeões de programação para criar inteligência artificial voltada ao desenvolvimento de software.
Em 2023, Hao deixou a Scale AI e participou da criação da Cognition ao lado de Wu e Yan. A experiência acumulada pelos três nas competições de informática saiu, então, dos torneios para entrar no mercado de inteligência artificial.
A ideia da empresa era ambiciosa: desenvolver uma inteligência artificial capaz de assumir parte das tarefas realizadas por engenheiros de software. Não se tratava apenas de sugerir a próxima linha de código, mas de permitir que um sistema trabalhasse em diferentes etapas de uma tarefa de programação.
Foi dessa proposta que nasceu o Devin. A ferramenta consegue escrever e reparar códigos, trabalhar sobre bases de software existentes e executar tarefas a partir das instruções fornecidas pelos usuários.
Devin foi criado para receber tarefas, trabalhar com códigos existentes e executar etapas da programação.
O funcionamento do Devin ajuda a explicar a proposta que colocou a Cognition no centro do mercado de inteligência artificial para programação. Um usuário pode entregar uma tarefa relacionada a determinado software e permitir que o agente trabalhe nas diferentes etapas necessárias para executá-la.
A diferença em relação aos assistentes tradicionais está justamente no grau de autonomia proposto. Em vez de somente sugerir códigos, o Devin foi desenvolvido para escrever, reparar e trabalhar diretamente sobre projetos de software existentes, assumindo parcelas maiores do processo de desenvolvimento.
A tecnologia chamou a atenção de grandes empresas. Segundo a Forbes, Citibank e a fintech Ramp estão entre os clientes que utilizam a ferramenta, mostrando como o projeto criado pelos antigos competidores de programação avançou para aplicações comerciais.
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Viviane Alves
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Avaliação da Cognition saiu de cerca de US$ 10 bilhões para US$ 48 bilhões durante 2026.
No início de 2026, Steven Hao já havia alcançado o status de bilionário. A Forbes estimava seu patrimônio em aproximadamente US$ 1,3 bilhão, enquanto a Cognition tinha avaliação próxima de US$ 10 bilhões.
O grande salto ocorreu meses depois. Em setembro, a empresa captou US$ 2 bilhões em uma nova rodada de investimentos e passou a ser avaliada em US$ 48 bilhões, aproximadamente R$ 245 bilhões. A cifra mostrou a dimensão alcançada pelo negócio menos de três anos depois de sua criação.
A valorização também mudou rapidamente o patrimônio de Hao. Como maior acionista entre os fundadores, ele viu sua fortuna estimada pela Forbes alcançar US$ 5,8 bilhões, crescimento de aproximadamente US$ 4,5 bilhões em relação à estimativa apresentada no começo do ano.
Fortuna de US$ 5,8 bilhões transformou Steven Hao no integrante mais jovem da Forbes 400 de 2026.
Entrar para a Forbes 400 em 2026 exigia uma fortuna ainda maior do que nos anos anteriores. Segundo a Forbes, era necessário possuir pelo menos US$ 4,4 bilhões para conquistar uma vaga entre as 400 maiores fortunas dos Estados Unidos.
Hao ultrapassou essa barreira aos 30 anos. Com patrimônio calculado em US$ 5,8 bilhões, tornou-se o integrante mais jovem da lista naquele ano. Scott Wu e Walden Yan também se tornaram bilionários com a valorização da Cognition, mas não alcançaram patrimônio suficiente para integrar o ranking.
O diferencial de Hao estava também em sua participação na empresa. A Forbes o aponta como o maior acionista entre os fundadores da Cognition, fator que ampliou o impacto da avaliação de US$ 48 bilhões sobre sua fortuna pessoal.
Inteligência artificial colocou uma nova geração de jovens bilionários entre as maiores fortunas dos Estados Unidos.
A entrada de Steven Hao na Forbes 400 também representa uma transformação maior no Vale do Silício. Em 2025, apenas quatro pessoas com menos de 40 anos possuíam patrimônio suficiente para aparecer entre as 400 maiores fortunas norte-americanas. Em 2026, esse número chegou a dez.
Sete integrantes abaixo dos 40 anos estrearam no ranking naquele ano, e todos construíram suas fortunas a partir do avanço da inteligência artificial. O grupo inclui Hao, o cofundador da OpenAI Greg Brockman e nomes ligados à Anthropic, desenvolvedora do Claude.
Juntos, os dez integrantes mais jovens da Forbes 400 acumulam US$ 169 bilhões. Os números mostram como a expansão da inteligência artificial não está transformando apenas produtos, empresas e profissões, mas também acelerando a formação de algumas das maiores fortunas recentes do setor de tecnologia.
Habilidade desenvolvida ainda jovem terminou no centro de uma empresa de inteligência artificial avaliada em R$ 245 bilhões.
A trajetória de Steven Hao ganhou uma dimensão incomum justamente pela velocidade dessa transformação. Em 2014, ele disputava uma competição internacional tentando resolver problemas de programação. Em 2023, participou da criação de uma empresa dedicada a desenvolver uma inteligência artificial capaz de executar tarefas de programação.
Menos de três anos depois, a Cognition alcançou avaliação de US$ 48 bilhões, enquanto a fortuna estimada de Hao chegou a US$ 5,8 bilhões. Aos 30 anos, o antigo medalhista de ouro passou a ocupar o posto de integrante mais jovem da Forbes 400 de 2026.
A história conecta diretamente programação competitiva, formação acadêmica, inteligência artificial e empreendedorismo. A habilidade que colocou Hao entre jovens campeões de informática ainda na adolescência acabou se tornando parte central do negócio que, anos depois, o colocou entre as 400 maiores fortunas dos Estados Unidos.
Você acredita que agentes de inteligência artificial como o Devin vão transformar a programação e criar ainda mais empresas bilionárias, ou o trabalho dos engenheiros de software continuará indispensável mesmo com o avanço dessas ferramentas? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

