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Aos 38 anos, militar da Marinha começa a lavar roupas em casa como renda extra, passa de um 1º mês quase sem ganhar dinheiro para 1.200 pedidos e hoje recebe entre US$ 8 mil e US$ 11 mil por mês com apenas 2 máquinas
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 03/09/2026 às 14:44
Atualizado em 03/09/2026 às 14:45
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Monalisa Escobedo descobriu a ideia ainda no serviço ativo, começou a aceitar pedidos em abril de 2025 e hoje processa de 5 a 12 encomendas por dia. Ela projeta quase US$ 90 mil no ano e pretende comprar mais máquinas quando deixar a Marinha
Aos 38 anos, Monalisa Escobedo concilia o trabalho como especialista de pessoal da Marinha dos Estados Unidos com uma atividade que começou de maneira surpreendentemente simples: lavar, secar e dobrar roupas de outras pessoas dentro da própria casa. Segundo relato publicado pelo site Entrepreneur, ela começou em abril de 2025, já completou aproximadamente 1.200 pedidos pela plataforma Poplin e hoje afirma receber entre US$ 8 mil e US$ 11 mil por mês, com expectativa de chegar perto de US$ 90 mil no acumulado de 2026.
O resultado atual contrasta com o começo. No primeiro mês, praticamente não houve ganho, os pedidos eram poucos e, por ser iniciante, Monalisa precisava aceitar serviços mais distantes que aumentavam seus gastos com combustível. Hoje, ela utiliza duas máquinas de lavar em casa, processa entre 5 e 12 pedidos por dia e organiza as rotas com base em clientes recorrentes para diminuir deslocamentos.
A renda extra também nasceu com um objetivo definido. Monalisa pretende se aposentar do serviço ativo em aproximadamente três anos e quer chegar a essa etapa sem dívidas. Depois disso, considera comprar mais máquinas e ampliar uma atividade que, segundo ela, oferece algo que não encontrou quando tentou dirigir para a Uber: mais flexibilidade e mais tempo em casa com o filho.
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Paulo Nogueira
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Tudo começa em 2022, quando ela lê sobre alguém que ganhava US$ 2 mil por semana lavando roupas
Monalisa ainda estava no serviço ativo quando encontrou uma reportagem em 2022 sobre uma pessoa que utilizava a Poplin como atividade paralela.
O número chamou sua atenção: aquela pessoa dizia ganhar cerca de US$ 2 mil por semana.
Naquele momento, porém, Monalisa estava em serviço no mar e não tinha disponibilidade para começar.
Mesmo assim, criou uma conta na plataforma para entender como o sistema funcionava.
A ideia permaneceu guardada até que sua rotina profissional mudou.
Quando retornou ao serviço em terra, apareceu a oportunidade de testar algo que poderia ser feito principalmente dentro de casa.
Em vez de abrir uma lavanderia tradicional, alugar um ponto comercial ou contratar funcionários, ela começou utilizando a estrutura que já possuía.
Em abril de 2025, ela finalmente aceita o primeiro pedido — e quase não ganha dinheiro
O início aconteceu em abril de 2025.
Como qualquer atividade, Monalisa precisou desembolsar dinheiro antes de começar a receber.
Detergente e outros materiais entraram entre os primeiros custos.
Mas o problema maior era outro: faltavam clientes.
Ela própria relata que praticamente não ganhou dinheiro durante o primeiro mês.
Isso aconteceu também porque novos profissionais enfrentam limitações dentro da plataforma.
No começo, Monalisa podia aceitar apenas um pedido por vez.
Além disso, muitos dos serviços disponíveis para iniciantes eram justamente aqueles que outros profissionais não queriam.
Isso significava buscar roupas em locais mais distantes.
Consequentemente, ela gastava mais combustível e tempo para completar cada serviço.
A situação lembra outras histórias em que uma atividade paralela começa pequena antes de encontrar clientes recorrentes e só depois passa a gerar uma renda relevante.
Ela sobe de nível na plataforma e deixa de ter limite de pedidos
A situação começou a mudar conforme Monalisa completava serviços.
Ao avançar nos níveis da plataforma, as restrições diminuíram.
Hoje, ela afirma que não possui limite para a quantidade de pedidos que pode aceitar.
Essa mudança permitiu aumentar o volume.
Mas aceitar mais trabalho criava outra questão.
Monalisa precisava encontrar uma forma de processar dezenas de sacolas de roupas sem transformar a rotina em caos.
A solução não envolveu uma estrutura industrial.
Ela continua trabalhando dentro da própria residência.
Duas máquinas de lavar sustentam uma operação que chega a 12 pedidos por dia
Um dos detalhes mais curiosos da história é justamente a estrutura.
Monalisa utiliza duas máquinas de lavar em casa para processar os pedidos.
A rotina envolve buscar as roupas dos clientes, lavar, secar, dobrar e realizar a devolução.
Em condições normais, se ela coleta um pedido em determinado dia, precisa devolvê-lo até 20h do dia seguinte.
Existe alguma flexibilidade para volumes muito grandes.
Quando um pedido ultrapassa 100 libras — aproximadamente 45 kg — ou quando o cliente acrescenta duas ou mais sacolas ao volume inicialmente informado, ela pode solicitar mais prazo.
Mesmo com apenas duas máquinas, o volume diário atual fica entre 5 e 12 pedidos.
O segredo deixa de ser apenas lavar roupa e passa a ser organizar quilômetros
Aumentar o número de pedidos não significa necessariamente aumentar o resultado na mesma proporção.
Existe combustível envolvido.
Por isso, Monalisa começou a tratar as rotas como parte importante da operação.
Ela já possui clientes recorrentes e sabe quais pedidos normalmente aparecem em determinados dias.
Quando surge um cliente novo, verifica primeiro onde ele está.
Se a residência fica perto de uma região pela qual ela já passará, tende a aceitar o serviço.
Quando existem várias encomendas na mesma área, concentra as coletas e entregas naquela região.
Essa organização reduz deslocamentos desnecessários.
É uma mudança simples, mas fundamental para transformar uma atividade doméstica em algo economicamente mais eficiente.
A plataforma cobra cerca de US$ 1,53 por libra e ela recebe US$ 1,16
Monalisa mora em Chula Vista, Califórnia, e a localização influencia o modelo de remuneração.
Segundo seu relato, a plataforma cobra aproximadamente US$ 1,53 por libra de roupa, enquanto ela recebe US$ 1,16 por libra.
Isso também ajuda a entender como uma tarefa aparentemente simples consegue alcançar valores mensais elevados.
O resultado depende de volume.
Quanto mais roupas processadas, maior a remuneração bruta recebida pelo trabalho.
Entretanto, é importante fazer uma distinção.
Os US$ 8 mil a US$ 11 mil mensais informados por Monalisa representam sua renda relatada com a atividade, mas isso não significa necessariamente lucro líquido depois de todos os custos.
Ela ainda possui despesas com produtos de limpeza, combustível, água, eletricidade e outros itens necessários à operação.
De 5 a 12 pedidos por dia, renda chega a US$ 11 mil mensais
Com a expansão, Monalisa passou a afirmar que sua renda mensal fica entre US$ 8 mil e US$ 11 mil.
Ela também projeta terminar 2026 com quase US$ 90 mil no ano.
O crescimento chama atenção quando comparado ao primeiro mês.
Ela começou sem uma carteira estabelecida de clientes.
Precisava aceitar pedidos distantes.
Possuía limitação para trabalhar com apenas uma encomenda por vez.
E praticamente não ganhou dinheiro naquele período inicial.
Pouco mais de um ano depois, o cenário é completamente diferente.
Monalisa já completou aproximadamente 1.200 pedidos.
Clientes recorrentes transformam uma rotina imprevisível em dias que ela consegue planejar
O crescimento trouxe uma vantagem adicional: previsibilidade.
Com clientes regulares, Monalisa consegue antecipar parte do volume que receberá.
Isso facilita organizar horários e deslocamentos.
Em vez de dirigir para regiões completamente diferentes a cada novo pedido, ela consegue formar grupos geográficos.
Essa lógica importa porque a atividade precisa caber ao redor de sua vida profissional e familiar.
Afinal, ela continua ligada à Marinha dos Estados Unidos.
Portanto, o objetivo nunca foi apenas aceitar o maior número possível de pedidos.
Ela precisava criar um sistema que funcionasse paralelamente à carreira principal.
Casos de profissionais que conseguem transformar uma segunda atividade em fonte relevante de renda também aparecem em outros setores. Um empresário, por exemplo, chegou a construir um negócio paralelo dedicando cerca de uma hora por dia.
Um endereço inexistente virou um dos poucos problemas relatados por ela
Apesar do volume, Monalisa afirma que não enfrentou muitos problemas graves.
Um episódio, porém, mostra como a logística pode falhar.
Em determinada ocasião, um cliente indicou um endereço que não existia.
Ela perdeu tempo tentando realizar o serviço e acabou cancelando o pedido.
Segundo Monalisa, situações desse tipo são raras.
Ela descreve sua experiência com os clientes de maneira predominantemente positiva.
Esse relacionamento também ajuda a explicar por que consumidores recorrentes ganharam tanta importância para sua estratégia.
Um cliente que retorna reduz parte da incerteza sobre onde e quando aparecerá o próximo pedido.
Ela não começou pensando apenas em ganhar mais: quer chegar à aposentadoria sem dívidas
Existe outro motivo por trás da rotina.
Monalisa pretende deixar o serviço ativo da Marinha em aproximadamente três anos.
Até lá, quer pagar suas dívidas.
Foi justamente pensando nessa transição que começou a procurar uma segunda fonte de renda.
Em vez de esperar a aposentadoria para descobrir o que faria depois, decidiu construir a atividade enquanto ainda possuía a carreira militar.
Isso reduz parte do risco da mudança.
Quando chegar o momento de sair, ela poderá ter uma operação que já possui clientes, histórico e renda.
A lógica se aproxima da trajetória de profissionais que utilizam uma segunda atividade para construir uma alternativa financeira antes de abandonar a carreira principal.
Depois da aposentadoria, plano é comprar mais máquinas
Hoje, duas máquinas dão conta da operação que Monalisa escolhe aceitar.
Mas ela já imagina outra escala.
Depois de se aposentar, considera comprar mais máquinas de lavar e expandir o negócio.
Nesse cenário, ela teria mais tempo disponível e maior capacidade simultânea de processamento.
A plataforma continuaria cumprindo uma função importante: encontrar clientes.
Monalisa compara a Poplin a uma espécie de agência que realiza essa aquisição de demanda por ela.
Embora pudesse divulgar seu próprio código e buscar clientes diretamente, considera que a empresa já faz boa parte desse trabalho de marketing.
Ela já tentou Uber e diz preferir lavar roupas por um motivo que não aparece na conta bancária
O dinheiro não é a única comparação feita por Monalisa.
Ela já tentou trabalhar com Uber.
A diferença que mais a incomodou foi o tempo longe de casa.
Dirigir exige permanecer no carro durante grande parte da jornada.
Com a lavanderia, ela também precisa sair para buscar e devolver as encomendas.
Mas o trabalho principal acontece dentro de sua própria residência.
Isso significa que pode ficar perto do filho enquanto lava, seca e dobra as roupas.
Para Monalisa, essa diferença faz o modelo ser melhor que dirigir para aplicativos.
A flexibilidade tornou-se parte do valor da atividade.
O primeiro mês quase sem dinheiro virou uma lição que ela repete para quem quer começar
A experiência inicial também moldou o conselho que Monalisa dá a outras pessoas.
Ela recomenda paciência.
Na região de San Diego, existem muitos profissionais oferecendo o mesmo serviço.
Por isso, novos participantes podem enfrentar um começo lento.
Foi exatamente o que aconteceu com ela.
Primeiro vieram os custos.
Depois apareceram poucos pedidos.
Em seguida, ela precisou aceitar serviços distantes.
Só com o tempo conseguiu clientes recorrentes e uma rotina mais eficiente.
O crescimento não aconteceu imediatamente depois do cadastro.
1.200 pedidos mostram a escala escondida atrás dos US$ 11 mil
O número mensal é chamativo, mas existe uma quantidade enorme de trabalho por trás dele.
Monalisa já concluiu aproximadamente 1.200 pedidos desde que começou em 2025.
Cada encomenda exige coleta.
Depois vêm lavagem, secagem e dobra.
Por fim, existe a entrega.
Em dias movimentados, são até 12 pedidos.
Isso ajuda a evitar uma interpretação equivocada da história.
A renda não é passiva.
Ela depende diretamente da capacidade de processar roupas e administrar a logística.
Duas máquinas transformam parte da própria casa em estrutura de trabalho
Outro ponto interessante está no investimento físico.
Monalisa não relata ter aberto uma lavanderia comercial.
Também não descreve uma instalação industrial.
A operação acontece dentro de casa com duas máquinas de lavar.
Essa estrutura reduz algumas barreiras de entrada, mas transfere o trabalho para o ambiente doméstico.
Água, eletricidade, detergente, espaço, tempo e desgaste dos equipamentos passam a fazer parte da equação.
Por isso, o valor mensal sozinho não conta toda a história.
O resultado depende de administrar custos e manter volume suficiente.
O aplicativo resolve uma das partes mais difíceis de qualquer negócio: encontrar quem esteja disposto a pagar
Uma pessoa com máquina de lavar pode oferecer o mesmo serviço por conta própria.
O problema é encontrar clientes.
É justamente aí que a plataforma entra.
A Poplin conecta pessoas que precisam lavar roupas a profissionais disponíveis para buscar e processar os pedidos.
Para Monalisa, essa estrutura reduz o esforço necessário para construir demanda do zero.
Ela não precisou começar batendo de porta em porta ou investindo pesadamente em publicidade.
O aplicativo concentra consumidores que já procuram o serviço.
Em troca, existe uma diferença entre o valor cobrado ao cliente e aquilo que chega ao profissional.
Ela começa pensando na aposentadoria, mas constrói uma segunda carreira antes mesmo de deixar a primeira
A trajetória de Monalisa ainda não é uma história de alguém que abandonou o emprego para empreender.
Esse detalhe precisa permanecer claro.
Ela continua na Marinha.
O negócio funciona paralelamente.
Mas existe uma transição planejada.
Daqui a aproximadamente três anos, Monalisa pretende deixar o serviço ativo.
Até lá, quer reduzir dívidas e fortalecer a atividade.
Depois, poderá comprar mais equipamentos e aumentar a capacidade.
Ou seja, ela está construindo a segunda fase da vida profissional antes de encerrar a primeira.
Ela começa sem praticamente ganhar nada e chega a até US$ 11 mil por mês pouco mais de um ano depois
A sequência resume por que a história chama atenção.
Em 2022, Monalisa lê sobre alguém que ganhava dinheiro lavando roupas.
Em abril de 2025, finalmente começa.
No primeiro mês, praticamente não ganha dinheiro.
No início, aceita pedidos distantes e enfrenta limitações dentro da plataforma.
Depois, conquista clientes recorrentes e organiza melhor suas rotas.
Com duas máquinas, passa a processar de 5 a 12 pedidos por dia.
Agora, já completou aproximadamente 1.200 encomendas, relata renda entre US$ 8 mil e US$ 11 mil por mês e projeta chegar perto de US$ 90 mil em 2026.
E tudo isso acontece enquanto Monalisa ainda mantém sua carreira militar.
Aos 38 anos, ela não abandonou um emprego estável para apostar tudo em uma ideia. Fez o contrário: começou pequeno dentro da própria casa, construiu clientes enquanto continuava trabalhando e agora prepara uma atividade que poderá crescer quando chegar a aposentadoria.
Você lavaria e dobraria roupas de outras pessoas dentro de casa se uma atividade assim pudesse render até US$ 11 mil por mês, ou acha que o volume de trabalho não compensaria?
Fonte
Entrepreneur
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

