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Aos 46 anos, atriz da Globo Fernanda Rodrigues vive nova fase longe das novelas, ligada a uma área de 180 hectares com 120 mil árvores plantadas e 40 hectares destinados à produção
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 13/09/2026 às 18:52
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Fernanda Rodrigues passou a conciliar a carreira artística com um projeto rural em Paty do Alferes, no interior do Rio de Janeiro, onde uma propriedade antes abandonada reúne cafezais em sistema agroflorestal, recuperação de áreas degradadas, preservação de nascentes e reflorestamento com espécies nativas.
Fernanda Rodrigues, de 46 anos, participa ao lado do marido, Raoni Carneiro, e de outros sócios da Fazenda Nosso Vilarejo, propriedade com mais de 180 hectares localizada em Avelar, distrito de Paty do Alferes, no interior do Rio de Janeiro.
O terreno estava abandonado quando passou às mãos do grupo e recebeu intervenções para recuperar as estruturas existentes e retomar o uso da área. Uma reportagem do UOL, com conteúdo do Estadão registrou a transformação da propriedade e o desenvolvimento do projeto agrícola e ambiental.
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A área já havia sido utilizada para a cafeicultura antes do período de abandono. Quando Fernanda, Raoni e os demais parceiros assumiram o espaço, porém, a proposta inicial estava ligada à criação de um local de descanso e convivência familiar, sem que a produção rural ocupasse necessariamente o centro do projeto.
Com a recuperação do terreno, a atividade agrícola voltou a fazer parte da propriedade. O café passou a ocupar uma parcela da fazenda, enquanto outras áreas receberam ações voltadas à vegetação nativa, às nascentes e à restauração de trechos degradados.
Café ocupa cerca de 40 hectares da propriedade
Aproximadamente 40 hectares são destinados aos cafezais, cultivados em sistema de agrofloresta. Nesse modelo, as plantas de café dividem o mesmo ambiente com árvores nativas e espécies frutíferas, em vez de permanecerem isoladas das demais formas de vegetação presentes na área produtiva.
O manejo adotado na fazenda também dispensa o uso de defensivos químicos. A escolha faz parte da forma de cultivo aplicada ao café e acompanha outras medidas realizadas na propriedade para preservar os recursos naturais existentes no terreno.
O reflorestamento é outra frente do projeto. Mais de 120 mil árvores nativas foram plantadas na fazenda, que também recebeu trabalhos de recuperação ambiental e ações destinadas à preservação das nascentes localizadas dentro da propriedade.
Com a retomada dos cafezais, o espaço passou a reunir diferentes usos. A produção agrícola ocupa parte do terreno, enquanto a área também permanece ligada à convivência de Fernanda, Raoni e dos filhos e às iniciativas de restauração da vegetação.
O modelo agroflorestal permite que diferentes espécies permaneçam no mesmo ambiente produtivo. Na fazenda, os pés de café crescem ao lado de árvores e plantas frutíferas, enquanto outras partes da propriedade são destinadas às ações de recuperação ambiental realizadas pelo grupo.
A retomada do cultivo também recuperou uma atividade que já existia no local antes do abandono. As intervenções realizadas pelos sócios incluíram, portanto, tanto a reforma das estruturas da antiga fazenda quanto a reorganização de parte do terreno para receber novamente a produção de café.
Fernanda mantém trabalhos na dramaturgia
A participação no projeto rural ocorre em uma fase de menor presença de Fernanda Rodrigues nas novelas tradicionais da televisão. Seu trabalho mais recente nesse formato foi “Fuzuê”, novela das sete da Globo iniciada em 2023 e encerrada em março de 2024, na qual interpretou Alícia.
A distância das novelas convencionais, no entanto, não interrompeu a atuação da atriz em projetos de dramaturgia. Fernanda integra uma produção do Globoplay desenvolvida no formato vertical, com episódios curtos e visualização pensada principalmente para dispositivos móveis.
Em junho deste ano, o Gshow informou que haviam começado as gravações de “Eu Não Era Louca, Era Casada”, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Fernanda interpreta Beatriz, personagem central da trama.
Na história, Beatriz é uma galerista que passa a questionar a própria sanidade diante de acontecimentos misteriosos e de problemas que atingem sua vida pessoal e profissional. Ricardo Pereira interpreta Vitor, marido da protagonista, enquanto Barbara Reis vive Lucia, amante dele e participante do plano contra Beatriz.
O elenco também reúne Danielle Winits, Daniel Rocha e Ilvio Amaral. Criada e escrita por Ecila Pedroso, com direção de Adriano Melo, a produção faz parte das novelas verticais do Globoplay, formato desenvolvido para exibição em episódios de curta duração no ambiente digital.
A participação de Fernanda na produção mantém a atriz ligada à dramaturgia enquanto ela também acompanha o projeto rural em Paty do Alferes. As duas atividades ocupam frentes distintas de sua rotina, sem que o trabalho na fazenda tenha representado abandono da carreira artística.
“Eu Não Era Louca, Era Casada” tem lançamento previsto para dezembro de 2026 no Globoplay, quando Fernanda voltará a aparecer em uma produção de dramaturgia da plataforma em formato diferente das novelas tradicionais que marcaram parte de sua trajetória na televisão.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

