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Aos 51 anos, Jack Johnson transformou terreno de 3,2 hectares no Havaí em uma fazenda comunitária, onde preserva área úmida nativa, cultiva frutas e vegetais, mantém apiário e cabras e recebe estudantes e até 100 voluntários para atividades de educação e recuperação ambiental

Aos 51 anos, Jack Johnson transformou terreno de 3,2 hectares no Havaí em uma fazenda comunitária, onde preserva área úmida nativa, cultiva frutas e vegetais, mantém apiário e cabras e recebe estudantes e até 100 voluntários para atividades de educação e recuperação ambiental

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Aos 51 anos, Jack Johnson transformou terreno de 3,2 hectares no Havaí em uma fazenda comunitária, onde preserva área úmida nativa, cultiva frutas e vegetais, mantém apiário e cabras e recebe estudantes e até 100 voluntários para atividades de educação e recuperação ambiental

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 01/09/2026 às 01:23

Atualizado em 01/09/2026 às 01:24

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Imagem ilustrativa mostra Jack Johnson participando do plantio com estudantes e voluntários em uma fazenda comunitária cercada por cultivos, animais e vegetação nativa no Havaí.

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Jack Johnson mantém uma fazenda comunitária de 3,2 hectares em Haleiwa, na costa norte de Oahu, onde uma área úmida nativa permanece protegida, frutas e vegetais são cultivados, cabras e abelhas são criadas e estudantes e até 100 voluntários participam de atividades de educação e recuperação ambiental

Jack Johnson cresceu no Havaí, tornou-se surfista profissional e construiu uma carreira musical ligada ao mar, à natureza e à vida ao ar livre.

Essa relação com o meio ambiente, porém, não ficou restrita às letras das músicas ou aos palcos.

Ao lado da esposa, Kim Johnson, o cantor criou a Kōkua Hawaiʻi Foundation e transformou um terreno de oito acres, aproximadamente 3,2 hectares, em uma fazenda comunitária.

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Localizada em Haleiwa, na costa norte de Oahu, a Kōkua Learning Farm combina produção de alimentos, educação ambiental e recuperação de ecossistemas.

O espaço recebe estudantes, agricultores, famílias e grupos de voluntários interessados em aprender enquanto ajudam a cuidar da propriedade.

Jack Johnson aparece diante da área cultivada da Kōkua Learning Farm, fazenda comunitária criada em Haleiwa, na costa norte de Oahu.

Terreno particular virou sala de aula ao ar livre

A fazenda produz frutas e vegetais, mantém um apiário e abriga cabras. Apesar disso, sua principal finalidade não é operar como uma propriedade comercial convencional.

Crianças e adolescentes participam de atividades sobre plantio, compostagem, alimentação saudável e conservação dos recursos naturais.

Visitantes observam e alimentam cabras mantidas na propriedade, que reúne criação de animais, produção agrícola e educação ambiental.

Os estudantes também aprendem como a qualidade do solo interfere no desenvolvimento das plantas e na produção dos alimentos consumidos diariamente.

Além disso, a fundação utiliza o terreno em programas de formação prática para jovens. As atividades aproximam os participantes da agricultura e mostram como pequenas decisões podem afetar todo o ambiente.

A propriedade, portanto, funciona como uma sala de aula aberta. Em vez de apenas ouvir explicações, os visitantes colocam as mãos na terra e acompanham os processos diretamente.

Criança e familiares participam de atividade prática entre canteiros da fazenda comunitária, onde estudantes aprendem sobre plantas, solo e produção de alimentos.

Área úmida nativa permanece protegida dentro da fazenda

Parte do terreno abriga uma área úmida nativa, ambiente importante para o equilíbrio ecológico da região.

Essas áreas ajudam a armazenar água, oferecem abrigo para diferentes espécies e reduzem parte dos impactos provocados pelo escoamento superficial.

O trabalho realizado na fazenda também inclui a retirada de árvores e plantas invasoras. Essas espécies podem ocupar o espaço da vegetação nativa e alterar as condições naturais do ecossistema.

A recuperação exige acompanhamento permanente. Por esse motivo, a propriedade promove jornadas comunitárias de trabalho ao longo do ano.

Jack Johnson explicou que algumas ações reúnem amigos e grupos menores. Em determinados encontros, entretanto, aproximadamente 100 voluntários comparecem para plantar, remover espécies invasoras e recuperar diferentes pontos do terreno.

Voluntários trabalham em terreno alagado no Havaí durante uma ação coletiva de recuperação ambiental e proteção do ecossistema local.

Fundação desenvolve projetos ambientais desde 2003

Jack e Kim Johnson criaram a Kōkua Hawaiʻi Foundation em 2003.

A organização desenvolve programas de educação ambiental em escolas, redução do uso de plástico descartável, reciclagem e aproximação entre estudantes e produtores locais.

A criação da fazenda permitiu concentrar parte dessas iniciativas em um único espaço.

Professores e estudantes passaram a contar com um ambiente onde conceitos relacionados à sustentabilidade podem ser observados na prática.

Moradores da região também participam das atividades. Dessa forma, o terreno deixou de representar apenas uma iniciativa do casal e passou a integrar a rotina da comunidade.

Em novembro de 2024, a propriedade recebeu ainda uma banca para comercializar alimentos cultivados no local e em outras fazendas da região.

A iniciativa fortaleceu a conexão entre consumidores e produtores, além de ampliar o acesso a alimentos cultivados no Havaí.

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Música ajudou a financiar educação e recuperação ambiental

Jack Johnson utiliza shows, festivais e parcerias para arrecadar recursos destinados aos programas ambientais da fundação.

A música tornou-se, assim, uma das ferramentas utilizadas pelo cantor para sustentar projetos relacionados à educação, à alimentação e à conservação.

A Kōkua Learning Farm possui uma área relativamente pequena quando comparada às grandes reservas ambientais privadas.

Seu impacto, porém, não depende somente da quantidade de hectares protegidos.

O diferencial está na utilização contínua do espaço por estudantes, voluntários, professores, famílias e agricultores.

Em vez de permanecer como um refúgio particular pertencente a um músico conhecido mundialmente, o terreno passou a funcionar como um centro comunitário de aprendizagem e recuperação ambiental.

A experiência mostra como uma propriedade de 3,2 hectares pode ultrapassar seus próprios limites ao reunir produção de alimentos, proteção da natureza e participação coletiva.

Você considera que uma área pequena pode gerar um impacto ambiental maior quando permanece aberta à educação e ao trabalho comunitário? Deixe nos comentários.

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Caio Aviz

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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