Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Aos 54 anos e depois de passar uma década em circo e mais de 40 deles num zoológico, elefante Sandro esperava em Sorocaba a caixa climatizada de 10 toneladas para a transferência que deve fazer dele o novo morador do santuário na Chapada dos Guimarães

Aos 54 anos e depois de passar uma década em circo e mais de 40 deles num zoológico, elefante Sandro esperava em Sorocaba a caixa climatizada de 10 toneladas para a transferência que deve fazer dele o novo morador do santuário na Chapada dos Guimarães

4 min de leitura

Aos 54 anos e depois de passar uma década em circo e mais de 40 deles num zoológico, elefante Sandro esperava em Sorocaba a caixa climatizada de 10 toneladas para a transferência que deve fazer dele o novo morador do santuário na Chapada dos Guimarães

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 04/09/2026 às 15:57

Curiosidades

Canal

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Estrutura de aproximadamente 10 toneladas terá climatização, ventilação e monitoramento por câmeras durante o trajeto até Mato Grosso; antes do embarque, o elefante passará por uma fase de adaptação ao compartimento ainda dentro do zoológico de Sorocaba.

Sandro, elefante-asiático de aproximadamente 54 anos, entrou na fase de preparação para deixar o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, onde vive há mais de quatro décadas, e seguir para o Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

A transferência depende primeiro da chegada e da adaptação à caixa climatizada preparada para o transporte. A estrutura, de cerca de 10 toneladas, deve permanecer inicialmente aberta no espaço onde o animal vive, para que ele possa se aproximar, entrar e reconhecer o compartimento antes do embarque.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Petróleo e Gás

Seis tecnologias brasileiras de energia e descarbonização chegam à final da ANP e serão apresentadas na Rio Oil & Gas

A Jornada Empreendedora PRH-ANP escolheu seis equipes para apresentar projetos de energia e descarbonização na Rio Oil & Gas, onde uma comissão selecionará três finalistas entre 21 e 24 de…

Paulo Nogueira

0

As informações reunidas pelo g1 indicam que a caixa tem aproximadamente cinco metros de comprimento, 2,5 metros de largura e três metros de altura. O equipamento foi projetado para uma viagem terrestre de mais de dois dias e pesa mais que o dobro do próprio Sandro, estimado em pouco mais de quatro toneladas.

Adaptação à caixa vem antes da viagem

A estrutura conta com dois aparelhos de ar-condicionado, aberturas para ventilação e espaço para água, alimento e manejo de dejetos. A climatização integra o planejamento porque o elefante permanecerá dentro do compartimento durante praticamente todo o deslocamento entre o interior paulista e Mato Grosso.

A previsão divulgada para a chegada da caixa ao zoológico ficou entre os dias 11 e 12 de setembro. O cronograma havia sido ajustado em relação a uma data anterior por causa da preparação do sistema de climatização que será usado durante o percurso.

Antes da saída, a equipe deverá observar como Sandro reage ao equipamento. Em fases posteriores da adaptação, as portas poderão ser fechadas por períodos controlados enquanto profissionais acompanham seu comportamento, sem que o início da viagem dependa apenas da disponibilidade do caminhão ou da logística de estrada.

Quando a preparação estiver concluída e as condições forem consideradas adequadas, a caixa será colocada sobre um caminhão preparado para carga viva. Viaturas da Polícia Rodoviária Federal devem acompanhar o deslocamento para reduzir interferências externas e ajudar a manter distância entre o veículo e o tráfego ao redor.

A viagem até a região da Chapada dos Guimarães deve durar aproximadamente dois dias e meio. Câmeras instaladas no compartimento permitirão acompanhar Sandro continuamente, e as paradas poderão ser definidas também a partir das condições clínicas observadas durante o trajeto.

Idade, porte, comportamento e resposta ao deslocamento fazem parte das condições que a equipe deverá observar durante a viagem. Por isso, as interrupções não devem obedecer apenas a uma sequência rígida de horários, mas também ao estado apresentado pelo elefante ao longo do caminho.

A configuração interna limita a movimentação de Sandro principalmente para a frente e para trás. A restrição está relacionada à distribuição de peso necessária para preservar a estabilidade da estrutura durante o transporte de um animal de mais de quatro toneladas por rodovias interestaduais.

A operação exige ainda equipamentos pesados para colocar e retirar a caixa do veículo, além de acompanhamento veterinário, medicamentos e outros insumos. O Santuário de Elefantes Brasil iniciou uma campanha para financiar parte dessas despesas, com meta divulgada de R$ 200 mil.

Entre os custos mencionados estão guinchos, caminhão, equipe veterinária, medicamentos e materiais usados antes e durante a transferência. A logística precisa atender tanto ao embarque em Sorocaba quanto à retirada da estrutura do veículo quando Sandro chegar ao destino em Mato Grosso.

Sandro vive no zoológico de Sorocaba desde 1982

Sandro vive no Quinzinho de Barros desde 1982. Antes disso, passou cerca de uma década ligado à atividade circense, período anterior aos 44 anos de permanência no zoológico mencionados nas informações reunidas pelo g1.

Durante parte dessa trajetória, Sandro dividiu o espaço com a elefanta Haisa. Depois da morte dela, o macho ficou sem outro elefante no recinto, situação que passou a integrar as discussões envolvendo entidades de proteção animal, autoridades e o município sobre a transferência.

A mudança para Mato Grosso altera uma rotina construída ao longo de décadas no mesmo zoológico. Por isso, os tratadores habituais devem continuar participando dos cuidados enquanto a caixa, os equipamentos e os profissionais responsáveis pelo transporte são introduzidos no ambiente.

A presença dos tratadores conhecidos faz parte da preparação enquanto Sandro se habitua ao compartimento que será usado na viagem. A proposta é evitar que a chegada da estrutura, de novos profissionais e de outros equipamentos produza, ao mesmo tempo, mudanças em todos os elementos de sua rotina.

No destino, Sandro deverá ocupar uma estrutura voltada especificamente ao manejo de elefantes mantidos anteriormente em cativeiro. A transferência só deverá começar depois da fase de adaptação à caixa e da avaliação das condições consideradas adequadas para o embarque e para o deslocamento interestadual.

Tags


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

Sair da versão mobile