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Aos 57 anos, o ídolo argentino Gabriel Batistuta transforma fazenda de 20 mil hectares em Santa Fé num império rural onde soja, milho e girassol dividem espaço com criação de gado, tecnologia e uma nova vida longe dos gramados

Aos 57 anos, o ídolo argentino Gabriel Batistuta transforma fazenda de 20 mil hectares em Santa Fé num império rural onde soja, milho e girassol dividem espaço com criação de gado, tecnologia e uma nova vida longe dos gramados

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Aos 57 anos, o ídolo argentino Gabriel Batistuta transforma fazenda de 20 mil hectares em Santa Fé num império rural onde soja, milho e girassol dividem espaço com criação de gado, tecnologia e uma nova vida longe dos gramados

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 01/09/2026 às 21:12

Atualizado em 01/09/2026 às 21:13

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Batistuta administra uma fazenda de cerca de 20 mil hectares em Santa Fé, na Argentina, com produção de grãos, pecuária e participação ativa no agronegócio. Fonte: Instagram.

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Batistuta administra uma fazenda de cerca de 20 mil hectares em Santa Fé, na Argentina, com produção de grãos, pecuária e participação ativa no agronegócio.

Uma área rural de aproximadamente 20 mil hectares na província argentina de Santa Fé tornou-se o centro da vida profissional de Gabriel Batistuta depois do encerramento de sua carreira no futebol. Aos 57 anos, o antigo atacante administra uma fazenda dedicada à agricultura e à pecuária, participa de discussões sobre o setor e utiliza no campo parte da disciplina que desenvolveu durante décadas enfrentando jogos decisivos e competições internacionais.

A propriedade fica a cerca de 450 quilômetros de Buenos Aires e está longe de funcionar apenas como local de descanso do ex-jogador. Segundo informações divulgadas pelo argentino iProfesional, Batistuta participa da atividade produtiva e também passou a frequentar encontros ligados ao agronegócio, onde discute tecnologia, planejamento e os riscos enfrentados por produtores.

Fazenda coloca Batistuta diante de decisões que só terão resposta meses depois

Uma das características que mais despertaram a atenção de Batistuta na agricultura é o intervalo existente entre uma decisão e seu resultado.

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Ao participar da Expoagro em março, ele comparou essa incerteza com experiências vividas no futebol. O produtor precisa escolher o que cultivar, definir tecnologias e organizar todo o processo sem saber exatamente como estarão clima, produção e mercado meses depois.

É nesse ponto que o ex-atacante identifica uma semelhança entre as duas carreiras: a necessidade de decidir sob pressão mesmo sem controle sobre todas as variáveis.

Na fazenda, uma escolha feita durante o plantio pode ser avaliada apenas muito tempo depois. Nos gramados, Batistuta estava acostumado a ter respostas quase imediatas às decisões tomadas durante uma partida.

Batistuta administra uma fazenda de cerca de 20 mil hectares em Santa Fé, na Argentina, com produção de grãos, pecuária e participação ativa no agronegócio. Fonte: Instagram.

Produção rural vai de girassol à criação de gado

A dimensão da propriedade permite trabalhar com diferentes atividades.

Entre os cultivos mantidos nas terras administradas pelo antigo jogador estão girassol, milho e soja, produtos importantes para a agricultura argentina. A criação de gado acrescenta outra frente à operação rural.

Essas atividades fazem com que Batistuta esteja envolvido em uma estrutura agrícola diversificada, em vez de depender de apenas uma cultura.

O tamanho da fazenda, estimado em cerca de 20 mil hectares, também coloca o empreendimento em uma escala muito superior à de uma propriedade destinada exclusivamente ao lazer.

Além da produção direta, a atividade movimenta serviços especializados necessários ao funcionamento das lavouras e da pecuária.

Batistuta passou a frequentar grandes eventos do agronegócio argentino

O envolvimento com o setor também pode ser percebido fora da propriedade.

O ex-jogador tornou-se presença em feiras e encontros dedicados ao agronegócio. Nesses ambientes, passou a compartilhar sua experiência como produtor e acompanhar discussões relacionadas à modernização da atividade rural.

Na Expoagro, por exemplo, Batistuta participou como palestrante e apresentou ao público sua maneira de enxergar os desafios do produtor.

Para ele, preparar corretamente uma safra não garante que o resultado esperado ocorrerá. Condições naturais e fatores econômicos continuam interferindo no trabalho mesmo quando todas as etapas sob responsabilidade do proprietário foram executadas.

Essa imprevisibilidade tornou a resiliência aprendida no esporte uma habilidade também utilizada na administração da fazenda.

Batistuta administra uma fazenda de cerca de 20 mil hectares em Santa Fé, na Argentina, com produção de grãos, pecuária e participação ativa no agronegócio. Fonte: Instagram.

Derrotas no futebol ajudaram ex-atacante a lidar com imprevistos no campo

A passagem pelos grandes estádios deixou uma lição que Batistuta considera útil na atividade agrícola: resultados ruins fazem parte de qualquer trajetória.

Durante sua participação no evento rural, o ex-atacante destacou que o problema não é sofrer uma queda, mas a velocidade com que uma pessoa consegue reagir depois dela.

A ideia se aplica especialmente à agricultura porque uma safra pode enfrentar situações que ultrapassam o controle do produtor.

O princípio adotado por Batistuta é concentrar esforços nas decisões que efetivamente pode tomar. Depois disso, caso o resultado não apareça como previsto, o caminho é reorganizar o trabalho e começar novamente.

Essa mentalidade aproxima duas atividades aparentemente muito distantes: disputar uma partida de futebol e administrar milhares de hectares de produção.

Vida rural ganhou espaço depois da aposentadoria em 2005

A dedicação atual ao agronegócio começou depois de uma das carreiras mais conhecidas do futebol argentino.

Batistuta encerrou oficialmente sua trajetória como jogador em 2005, aos 36 anos. Até então, havia construído uma história fortemente associada à seleção da Argentina e ao futebol internacional.

Com a camisa argentina, disputou as Copas do Mundo de 1994, 1998 e 2002.

Durante mais de duas décadas, permaneceu como maior goleador da seleção nacional. A marca somente foi ultrapassada em 2016 por Lionel Messi.

Essa dimensão esportiva torna mais marcante a mudança ocorrida depois da aposentadoria. Em vez de permanecer exclusivamente ligado às atividades tradicionais do futebol, o antigo camisa 9 direcionou parte importante de seus investimentos e de sua rotina para a produção rural.

Fazenda também gera atividade econômica na região de Santa Fé

A dimensão do empreendimento tem efeitos que ultrapassam a rotina pessoal de Batistuta.

As atividades agrícolas e pecuárias geram demanda por mão de obra e por diferentes serviços associados ao setor produtivo. A imprensa argentina também destacou a preocupação do ex-jogador com modernização e utilização de recursos tecnológicos no campo.

Batistuta administra uma fazenda de cerca de 20 mil hectares em Santa Fé, na Argentina, com produção de grãos, pecuária e participação ativa no agronegócio. Fonte: Instagram.

Isso coloca sua atuação dentro de uma visão empresarial.

Embora a imagem pública de Batistuta continue fortemente associada aos gols marcados durante sua carreira, na região onde mantém a propriedade seu cotidiano passou a estar ligado a outro tipo de resultado: produtividade, planejamento e decisões sobre a condução das terras.

Batistuta encontrou no campo um novo ambiente de competição

A aposentadoria não eliminou a lógica de preparação que acompanhou sua vida profissional.

Aos 57 anos, Batistuta administra uma fazenda de aproximadamente 20 mil hectares, acompanha um negócio baseado em agricultura e pecuária e participa dos debates de um dos setores mais importantes da economia argentina.

Milho, criação de gado, soja e girassol substituíram os gols como parte das decisões diárias do ex-atacante, mas ele próprio identifica elementos familiares nessa nova fase.

A pressão continua existindo, assim como a necessidade de planejamento e a possibilidade de o resultado final fugir daquilo que foi previsto.

Foi nesse ambiente que Batistuta construiu sua vida depois dos gramados. A fazenda em Santa Fé não representa apenas um patrimônio acumulado durante a carreira, mas uma atividade produtiva na qual o ex-jogador encontrou uma nova maneira de aplicar a persistência que marcou sua trajetória no futebol.

Fonte

Caras


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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