4 min de leitura
Aos 6 anos, menina faz live de doces em Ouro Fino, vende kits de brigadeiro, bolo e outros quitutes, junta R$ 116 e entrega pessoalmente a doação à Santa Casa da cidade para ajudar o hospital
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 13/09/2026 às 14:14
Atualizado em 13/09/2026 às 14:50
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
A ideia começou como uma brincadeira entre Carolina e as colegas, ganhou o apoio dos pais na produção e nas vendas e só depois das entregas passou a ter finalidade solidária, quando a menina decidiu o destino do dinheiro que havia arrecadado.
Carolina tinha 6 anos quando uma brincadeira de vender doces com a ajuda dos pais terminou em uma contribuição para a Santa Casa de Ouro Fino, no Sul de Minas Gerais. Depois da live, das entregas e da contagem do dinheiro, a menina decidiu doar os R$ 116 obtidos nas vendas.
O caso foi registrado pela Santa Casa de Ouro Fino, que publicou o relato em janeiro de 2022. A instituição informou que Carolina participou da experiência desde a comercialização dos produtos até a entrega pessoal da contribuição ao hospital.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Logística e Transporte
Motoristas da BR-277 ganham mais 4,5 quilômetros de terceira faixa entre Curitiba e o litoral, e trecho ampliado em São José dos Pinhais chega a 32 quilômetros
Motoristas que circulam entre Curitiba e o Porto de Paranaguá já usam mais 4,5 quilômetros de terceira faixa na BR-277, elevando para 32 quilômetros o total ampliado em São José…
Paulo Nogueira
0
A iniciativa nasceu da vontade da menina de brincar de vender para as colegas. Os pais, Natália e Caio, decidiram ajudá-la a transformar a ideia em uma pequena produção de doces, assumindo as tarefas que exigiam a participação de adultos.
Como a brincadeira virou uma venda de doces
Como Caio gostava de cozinhar, a família comprou ingredientes em quantidade suficiente para preparar diferentes produtos. O apoio dos pais permitiu organizar uma variedade maior de itens e dar à brincadeira uma estrutura que incluía produção, divulgação, pedidos e entregas.
Entre os doces preparados estavam brigadeiro, beijinho, rocambole, bolo de cenoura e pé-de-moleque, além de pavlova e macaron. Parte da produção foi organizada em kits com diferentes quitutes, facilitando a apresentação dos produtos durante a venda.
Natália relatou à instituição que a família procurou manter preços baixos. A proposta continuava sendo proporcionar à filha a experiência de vender seus produtos, enquanto os adultos cuidavam do suporte necessário para que a atividade pudesse ser realizada.
A divulgação deixou de ficar restrita às colegas de Carolina. A família criou um perfil no Instagram para apresentar a iniciativa a parentes e amigos, público que passou a acompanhar a experiência organizada em torno da transmissão.
Durante a live, os produtos foram oferecidos aos compradores e os pedidos foram registrados. Encerrada a transmissão, ainda havia outra etapa: Carolina participou das entregas aos clientes, acompanhando também o momento posterior à venda.
Somente depois dessa parte do processo a família reuniu o dinheiro obtido. A soma chegou a R$ 116, valor correspondente às vendas dos doces preparados em casa com a participação dos pais.
Até então, não havia uma campanha anunciada em benefício da Santa Casa. O objetivo que havia colocado a atividade em movimento era a vontade de Carolina de brincar de vender, e o destino da quantia arrecadada ainda não havia sido escolhido.
A escolha feita depois das entregas
Com o dinheiro contado, Natália perguntou à filha o que ela pretendia fazer com a quantia. Carolina respondeu que pensaria sobre o assunto e, depois, comunicou à mãe que queria destinar o valor à Santa Casa de Ouro Fino.
O relato divulgado pelo hospital atribui a decisão da doação à própria menina. Aos pais couberam a compra dos ingredientes, o preparo dos alimentos e o apoio à divulgação, aos pedidos e às demais tarefas necessárias para colocar a experiência em prática.
Essa diferença é importante para compreender a sequência relatada pela instituição: a família ajudou Carolina a realizar a brincadeira de venda, mas a destinação do dinheiro não havia sido determinada previamente pelos adultos nem apresentada aos compradores como finalidade da live.
A escolha ocorreu quando as vendas e as entregas já haviam terminado. Assim, os R$ 116 não foram contabilizados como resultado de uma campanha criada para o hospital, mas de uma atividade que ganhou finalidade solidária somente depois de concluída a parte comercial.
Carolina também participou da última etapa. Em vez de a família apenas encaminhar o valor, a menina levou pessoalmente a contribuição à Santa Casa, onde a entrega foi registrada pela instituição.
O hospital recebeu o dinheiro e divulgou a iniciativa, destacando a participação da criança e o apoio dado por Natália e Caio. O registro preserva, ao mesmo tempo, o papel dos pais na execução prática da atividade e a decisão de Carolina sobre o destino do resultado.
A experiência envolveu várias etapas que a menina acompanhou: os doces foram preparados em casa, apresentados durante a transmissão, separados conforme os pedidos e entregues aos clientes antes que a arrecadação fosse calculada.
Esse percurso também explica por que a decisão sobre os R$ 116 ocorreu somente no final. Carolina teve contato primeiro com a experiência de vender e entregar os produtos e, depois de saber quanto havia conseguido, escolheu repassar a quantia ao hospital da cidade.
Antes da venda de doces, a menina já havia experimentado uma brincadeira semelhante com pulseiras, mas tinha poucas peças disponíveis naquela ocasião. A nova tentativa contou com uma produção maior e com o apoio dos pais para que ela pudesse participar de todas as etapas previstas na atividade.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

