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Aos 61 anos, pescador peruano saiu para uma viagem de duas semanas e passou 95 dias à deriva no Pacífico, onde recolheu água da chuva, comeu insetos, aves e uma tartaruga e enfrentou os últimos 15 dias sem alimento antes de ser resgatado

Aos 61 anos, pescador peruano saiu para uma viagem de duas semanas e passou 95 dias à deriva no Pacífico, onde recolheu água da chuva, comeu insetos, aves e uma tartaruga e enfrentou os últimos 15 dias sem alimento antes de ser resgatado

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Aos 61 anos, pescador peruano saiu para uma viagem de duas semanas e passou 95 dias à deriva no Pacífico, onde recolheu água da chuva, comeu insetos, aves e uma tartaruga e enfrentou os últimos 15 dias sem alimento antes de ser resgatado

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 12/09/2026 às 02:23

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Imagem ilustrativa representa Máximo Napa Castro em uma pequena embarcação após passar 95 dias à deriva no Pacífico, sobrevivendo com água da chuva, insetos, aves e uma tartaruga.

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Máximo Napa Castro saiu para pescar em Marcona, no litoral sul do Peru, onde uma tempestade desviou sua embarcação e o deixou 95 dias à deriva no Pacífico, recolhendo água da chuva, comendo insetos, aves e uma tartaruga e enfrentando os últimos 15 dias sem alimento antes de ser resgatado por pescadores equatorianos

Aos 61 anos, Máximo Napa Castro saiu para uma viagem de pesca que deveria terminar em aproximadamente duas semanas. O pescador deixou Marcona, no litoral sul do Peru, levando mantimentos calculados para o período.

Uma tempestade, porém, desviou a pequena embarcação da rota e iniciou uma espera que duraria mais de três meses. Sem conseguir retornar à costa, Máximo permaneceu 95 dias à deriva no Oceano Pacífico.

Quando os alimentos acabaram, o pescador passou a sobreviver com aquilo que conseguia encontrar no mar ou capturar dentro do barco. Ele recolheu água da chuva e comeu insetos, aves e uma tartaruga.

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Nos últimos 15 dias antes do resgate, já não havia nada para comer. Máximo foi encontrado desidratado e em estado crítico por uma embarcação equatoriana, em março de 2025.

As informações foram divulgadas por veículos como El País e ABC News Australia, com base no relato do pescador e nos dados do resgate.

Pescador deixou Marcona em dezembro de 2024

Máximo partiu de Marcona em 7 de dezembro de 2024. A cidade fica na região de Ica e mantém forte ligação com a atividade pesqueira no litoral peruano.

O plano inicial previa uma viagem de aproximadamente duas semanas. Por isso, o pescador levou comida e água em quantidade compatível com esse período.

Não se tratava, portanto, de uma expedição preparada para atravessar meses no oceano. A embarcação também não possuía uma reserva capaz de sustentar Máximo por tanto tempo.

O cenário mudou quando o mau tempo atingiu a região. A tempestade desviou o barco e impediu que o pescador mantivesse a rota planejada de retorno.

Máximo Napa Castro retorna à atividade pesqueira após sobreviver durante 95 dias à deriva no Pacífico.

Tempestade empurrou embarcação para alto-mar

Depois de perder o controle da rota, Máximo passou a ser levado pelas correntes do Pacífico. A distância em relação à costa aumentou, enquanto as chances de localização diminuíram.

A família percebeu o desaparecimento quando o pescador não voltou no prazo esperado. As autoridades realizaram buscas, mas não conseguiram encontrar a pequena embarcação na imensidão do oceano.

Sem comunicação e sem saber quando receberia ajuda, Máximo precisou reorganizar o consumo das provisões. Cada porção guardada representava mais algum tempo de sobrevivência.

Os mantimentos, contudo, haviam sido calculados para apenas duas semanas. À medida que os dias passaram, o pescador ficou sem os alimentos que levara de Marcona.

Água da chuva evitou que pescador morresse de sede

A falta de água potável representava uma das ameaças mais graves. Para continuar vivo, Máximo passou a recolher a água da chuva que caía sobre a embarcação.

A estratégia dependia completamente das condições climáticas. Quando não chovia, não existia garantia de que ele conseguiria repor a pequena quantidade armazenada.

No oceano, beber água salgada não solucionaria o problema e ainda poderia agravar a desidratação. Por isso, cada chuva se transformava em uma oportunidade essencial.

O pescador precisava economizar água e energia, enquanto permanecia exposto ao sol, ao vento e às mudanças constantes do tempo em alto-mar.

Insetos e aves passaram a fazer parte da alimentação

Quando as provisões terminaram, Máximo começou a consumir os animais que conseguia capturar. Segundo seu relato, insetos e aves viraram alimento durante a deriva.

O pescador também capturou uma tartaruga. Ele afirmou que guardou o animal e adiou o consumo até o momento em que já não encontrou outra alternativa.

A alimentação não seguia qualquer regularidade. Máximo dependia do aparecimento de animais ao redor do barco e não sabia quando conseguiria comer novamente.

O corpo começou a sentir os efeitos da escassez. Ainda assim, ele tentou preservar forças, manter a atenção e continuar esperando que alguma embarcação cruzasse sua rota.

Últimos 15 dias foram enfrentados sem alimento

Na etapa final da deriva, Máximo já não encontrou qualquer fonte de comida. Ele afirmou que passou aproximadamente 15 dias sem se alimentar antes de ser localizado.

O pescador estava sozinho havia quase cem dias. Sem saber a própria posição e sem conseguir pedir ajuda, restava observar o horizonte e esperar pela passagem de outro barco.

A falta prolongada de alimento intensificou o enfraquecimento. Quando finalmente foi encontrado, Máximo estava desidratado e precisava de atendimento médico.

Apesar do quadro, o pescador permaneceu consciente. A motivação para resistir, segundo contou posteriormente, veio das lembranças que conservou durante os momentos mais difíceis.

Mãe e neta recém-nascida mantiveram esperança

Máximo afirmou que pensava constantemente na mãe e na neta recém-nascida. A criança tinha apenas dois meses quando o avô foi resgatado.

A lembrança das duas ajudou o pescador a combater a possibilidade de desistir. Ele queria voltar para casa e reencontrar a família que aguardava por alguma notícia no Peru.

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Enquanto isso, os parentes enfrentavam a incerteza. A mãe de Máximo chegou a temer que o filho não estivesse mais vivo, mas as filhas continuaram acreditando no retorno.

A família só recebeu a confirmação esperada depois de mais de três meses. Uma embarcação pesqueira equatoriana havia encontrado Máximo vivo em pleno Pacífico.

Máximo Napa Castro abraça o irmão durante o reencontro após mais de três meses desaparecido no mar.

Embarcação equatoriana encontrou pescador em março

O resgate ocorreu em 11 de março de 2025, depois de 95 dias à deriva. Máximo foi avistado por pescadores equatorianos a cerca de 1.094 quilômetros da costa.

Os tripulantes se aproximaram da pequena embarcação e encontraram o pescador em condições físicas delicadas. Ele estava muito magro, desidratado e debilitado pela falta de alimento.

Máximo recebeu os primeiros cuidados ainda durante o resgate. Posteriormente, as autoridades organizaram seu retorno ao Peru para avaliação médica e reencontro com a família.

A localização aconteceu quando suas reservas já haviam terminado e seu corpo acumulava os efeitos de três meses de exposição, isolamento e alimentação precária.

Atendimento médico ocorreu na cidade de Paita

Depois de retornar ao território peruano, Máximo foi levado ao Hospital Nuestra Señora de las Mercedes, na cidade portuária de Paita.

A equipe médica avaliou seu estado de saúde e iniciou o tratamento necessário para combater a desidratação e os efeitos do longo período sem alimentação adequada.

Máximo Napa Castro recebe atendimento após sobreviver durante 95 dias à deriva no Oceano Pacífico.

O pescador respondeu aos cuidados e recebeu alta hospitalar. Em seguida, pôde reencontrar os familiares que acompanhavam as buscas desde dezembro.

A filha Inés Napa Torres agradeceu aos pescadores equatorianos envolvidos no resgate. Para a família, o retorno representou uma notícia que parecia cada vez mais improvável com o passar dos dias.

Sobrevivência transformou retorno em recomeço

Máximo deixou Marcona levando comida para duas semanas e voltou mais de três meses depois. Durante esse período, enfrentou fome, sede, tempestades e o isolamento completo do alto-mar.

A sobrevivência dependeu da água recolhida durante as chuvas, dos animais capturados e da capacidade de economizar energia. Entretanto, o pescador atribuiu à família a força necessária para não desistir.

Emocionado, Máximo Napa Castro conta como sobreviveu durante 95 dias sozinho no Oceano Pacífico.

O caso terminou sem que Máximo apresentasse uma explicação técnica para cada decisão tomada durante a deriva. Seu relato descreve uma tentativa diária de continuar vivo com os poucos recursos disponíveis.

Depois de 95 dias no Pacífico, o homem que saiu para uma pescaria comum retornou à família após sobreviver aos últimos 15 dias sem alimento.

Para você, o que mais chama atenção nessa história: os alimentos extremos consumidos por Máximo ou a força que ele encontrou ao pensar na mãe e na neta recém-nascida? Conte sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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