5 min de leitura
Aos 64 anos, Marcello Novaes mantém um sítio na serra do Rio, onde construiu cachoeira com água de nascente, preserva horta orgânica, produz adubo com composteiras e mantém galinhas, oficina de marcenaria, piscina de ondas, área para exercícios e casa de dois quartos frequentada pelos filhos
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 01/09/2026 às 08:00
Atualizado em 01/09/2026 às 08:48
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Propriedade em Teresópolis acompanha o ator desde a adolescência e hoje reúne cultivo de alimentos, criação de animais, trabalhos manuais e estruturas de lazer, além de uma residência separada construída para os filhos Diogo e Pedro dentro do mesmo terreno.
Marcello Novaes mantém em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, uma rotina que combina cultivo, criação de animais, trabalhos manuais e lazer. Aos 64 anos, o ator frequenta a propriedade desde a adolescência e, depois de comprá-la, passou a adaptar o espaço às atividades que incorporou ao dia a dia.
O sítio pertencia a um tio de Novaes, que mantinha uma pequena oficina e lhe ensinou tarefas ligadas à mecânica e à elétrica. Em entrevista ao Gshow, o ator relatou que esse contato começou quando ainda era jovem e continuou depois que a propriedade passou a ser dele.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A relação com os trabalhos manuais hoje aparece em uma oficina própria, usada para marcenaria, reparos e produção de peças destinadas ao sítio. Novaes também realiza serviços de pintura e parte da manutenção elétrica, recorrendo a profissionais quando uma intervenção exige cálculos estruturais ou conhecimento técnico específico.
Uma nascente existente dentro do terreno foi aproveitada para a construção de uma pequena cachoeira próxima à área ocupada pela família. A água passou a integrar a paisagem da propriedade ao lado da vegetação, das áreas cultivadas e dos espaços de convivência.
Horta, compostagem e criação de animais
A horta orgânica é mantida com materiais produzidos dentro do próprio sítio. As fezes das galinhas, o húmus obtido no minhocário e a matéria orgânica formada nas composteiras são utilizados como adubo, criando um ciclo de reaproveitamento ligado ao cultivo.
Resíduos da cozinha também entram nesse processo. Cascas de frutas, legumes, verduras e ovos, além de pó de café, são destinados à compostagem ou ao minhocário e depois retornam ao solo como material aproveitado na manutenção das plantas.
O reaproveitamento conecta tarefas que normalmente estariam separadas: a alimentação da casa gera resíduos para a compostagem, as galinhas fornecem material usado na adubação e o resultado volta à horta. A rotina depende, portanto, de insumos produzidos no próprio espaço.
As galinhas participam da rotina de outra forma: Novaes afirmou que não abate as aves e utiliza os ovos produzidos por elas. O sítio também aparece em registros do ator com cães e um cavalo, integrados às áreas de vegetação e convivência.
O cuidado com os animais e com a horta divide espaço com tarefas de manutenção, o que faz da propriedade um local de uso cotidiano, e não apenas de descanso. Plantar, cuidar das aves, trabalhar na oficina e acompanhar reparos fazem parte das atividades realizadas quando ele está em Teresópolis.
Oficina e lazer dividem o mesmo espaço
A oficina mantém uma ligação direta com o período em que Novaes começou a frequentar o sítio na adolescência. O interesse aprendido com o tio foi incorporado à rotina atual, especialmente nos trabalhos com madeira e nos pequenos serviços executados na propriedade.
Esse envolvimento não significa assumir qualquer tipo de obra. O ator relatou que executa tarefas que domina, mas busca ajuda profissional quando o serviço envolve exigências técnicas maiores, preservando a oficina principalmente como espaço de marcenaria, manutenção e produção de peças.
A estrutura de lazer inclui uma piscina convencional, área destinada a exercícios e uma piscina adaptada para produzir ondas artificiais. O mecanismo permite movimentar a água e criar condições para que o ator treine movimentos ligados à prática de surfe mesmo estando na Região Serrana.
Essa área esportiva funciona ao lado de atividades rurais e manuais, sem substituir o restante da rotina. O ator pode alternar exercícios e lazer com tarefas ligadas ao cultivo, aos animais, à oficina e à manutenção do terreno.
Durante a pandemia de Covid-19, Novaes passou cerca de dois anos no sítio, segundo relatou ao Gshow. A permanência prolongada ampliou o tempo dedicado às atividades que já fazia no local e reforçou a ligação com um espaço que frequentava desde jovem.
Uma casa para os filhos dentro do terreno
A propriedade também acompanha a relação de Novaes com os filhos Diogo e Pedro. O ator contou que os levava para Teresópolis nos fins de semana quando eram mais novos, período em que os dois se acostumaram à rotina do sítio e ao contato com a natureza.
Mais tarde, Novaes construiu no mesmo terreno uma casa separada, com dois quartos, destinada aos filhos. A residência lhes oferece um espaço próprio quando estão na propriedade, mas permanece próxima da casa principal e das áreas compartilhadas pela família.
A construção manteve os filhos ligados ao sítio mesmo depois que passaram a ter rotinas próprias. Diogo e Pedro continuam frequentando a propriedade, que também recebe familiares e amigos e preserva a função de convivência construída ao longo dos anos.
Quando os filhos estão no sítio, a casa separada evita concentrar toda a família na residência principal e mantém a proximidade com os demais espaços do terreno. A solução amplia a autonomia de Diogo e Pedro sem afastá-los da rotina familiar mantida por Novaes em Teresópolis.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

