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Aos 7 anos, menina internada pede giz de cera para desenhar, encontra apenas peças quebradas e decide ajudar outras crianças; em três semanas arrecada 1.000 caixas e, aos 8, já havia mobilizado doações de quase 30 mil caixas para hospitais pediátricos dos Estados Unidos
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 07/09/2026 às 19:48
Atualizado em 07/09/2026 às 19:50
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Após ser internada aos 7 anos em Ohio, Ella Tryon encontrou giz de cera quebrado no hospital e decidiu arrecadar caixas novas para outras crianças. Em três semanas, reuniu 1.000 caixas. Aos 8 anos, sua campanha já havia mobilizado quase 30 mil caixas destinadas a hospitais pediátricos dos Estados Unidos.
Ella Tryon tinha 7 anos quando uma internação no Rainbow Babies and Children’s Hospital, em Ohio, transformou uma tentativa de desenhar um arco-íris em uma campanha de doações. Impedida de sair do quarto por precisar de uma sonda de alimentação, ela pediu giz de cera, mas encontrou peças quebradas, poucas cores disponíveis e decidiu ajudar outras crianças hospitalizadas.
Segundo reportagem do TODAY, atualizada em 30 de março de 2018 e assinada por Terri Peters, Ella havia sido internada depois de receber diagnóstico de uma grave alergia alimentar. A iniciativa começou em 2016 e, quando a menina tinha 8 anos, ela e seus apoiadores já haviam arrecadado quase 30 mil caixas de giz de cera para hospitais pediátricos dos Estados Unidos.
Internação aos 7 anos foi a primeira experiência de Ella em hospital
Até o verão em que completou 7 anos, Ella nunca havia passado por uma internação.
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A situação mudou depois do diagnóstico de uma grave alergia alimentar, que a levou ao Rainbow Babies and Children’s Hospital, ligado ao University Hospital.
Durante a permanência, a necessidade de uma sonda de alimentação impedia que ela deixasse o quarto.
Menina queria apenas colorir um arco-íris
Ella gostava de desenhar e pediu à mãe, Jackie Tryon, que fosse até a brinquedoteca buscar giz de cera.
“Quando eu estava no hospital, queria colorir um arco-íris”, contou a menina ao TODAY Parents.
A tentativa simples acabou revelando uma limitação no material disponível para os pacientes.
Giz de cera estava quebrado e faltavam cores
Jackie contou que a brinquedoteca não mantinha um estoque grande de giz de cera por causa de preocupações com contaminação cruzada.
Os materiais encontrados estavam quebrados dentro de uma gaveta e não havia todas as cores que Ella queria utilizar.
A mãe prometeu que, na próxima visita ao hospital, a família levaria algumas caixas novas para doar.
Ella decidiu pedir ajuda à igreja e aos contatos da mãe
A menina gostou da proposta, mas rapidamente ampliou a ideia.
Ella perguntou se poderia pedir doações também aos integrantes da igreja frequentada pela família e às pessoas que mantinham contato com Jackie pelo Facebook.
A mobilização começou a crescer a partir desses pedidos.
Em três semanas, campanha chegou a 1.000 caixas
A resposta foi muito maior do que a família esperava inicialmente.
Em apenas três semanas, Ella conseguiu arrecadar 1.000 caixas de giz de cera.
A primeira meta alcançada fez a menina estabelecer objetivos ainda maiores.
Meta subiu de 1.000 para 5.000 e depois para 10.000 caixas
Depois das primeiras mil caixas, Ella decidiu que queria chegar a 5.000.
Em seguida, estabeleceu outro objetivo: arrecadar 10.000 caixas até o Natal.
Jackie contou que a intenção da filha era permitir que cada criança internada tivesse uma caixa própria para guardar.
Menina queria que cada paciente tivesse sua própria caixa
A preocupação de Ella estava ligada à experiência vivida durante a internação.
Segundo Jackie, a filha queria que cada criança admitida no hospital recebesse uma caixa individual de giz de cera, que pudesse permanecer com ela.
A iniciativa buscava evitar que outros pacientes encontrassem apenas materiais incompletos ou compartilhados.
Campanha começou em 2016 e chegou a quase 30 mil caixas
A primeira mobilização ocorreu em 2016.
Até a atualização da reportagem, Ella e seus apoiadores haviam conseguido reunir quase 30.000 caixas de giz de cera destinadas a crianças atendidas em hospitais pediátricos pelo país.
O crescimento levou a iniciativa para além do hospital onde tudo havia começado.
Doações passaram a alcançar hospitais pediátricos dos Estados Unidos
Além do Rainbow Babies and Children’s Hospital, Ella passou a arrecadar materiais para outras instituições.
A campanha citava também o St. Jude Children’s Research Hospital e buscava alcançar hospitais infantis espalhados pelos Estados Unidos.
A própria menina dizia gostar especialmente de viajar para fazer as entregas.
Aos 8 anos, Ella dizia gostar de ver as crianças sorrindo
Ella contou ao TODAY Parents que sua parte favorita era visitar os hospitais.
“A parte mais legal é provavelmente ver as crianças sorrindo e fazê-las felizes”, afirmou.
Aos 8 anos, ela também agradeceu às pessoas que ajudavam a manter a arrecadação.
Campanha virou organização sem fins lucrativos
A iniciativa ganhou uma estrutura formal com o crescimento das doações.
A Help Me Color a Rainbow tornou-se uma organização sem fins lucrativos e passou a manter os apoiadores informados pelas redes sociais.
As contribuições podiam envolver tanto caixas de giz de cera quanto dinheiro destinado às atividades da campanha.
Hospital destacou impacto das doações
Patti DePompei, presidente da UH Rainbow, agradeceu a Ella e à comunidade pelo apoio aos pacientes.
Segundo ela, a iniciativa mostrava como uma doação feita sem esperar retorno poderia produzir um impacto significativo.
DePompei afirmou que a generosidade contínua ajudava o hospital a proporcionar uma experiência melhor para pacientes e familiares.
Ella também passou a agradecer cada doação recebida
Jackie transformou a campanha em uma oportunidade para ensinar gratidão à filha.
Sempre que uma doação chegava acompanhada de endereço do remetente, Ella era orientada a enviar um cartão de agradecimento.
O cartão incluía um desenho de arco-íris feito pela própria menina.
Mãe diz que filha mostrou que crianças podem fazer diferença
Jackie afirmou que a experiência mudou também a maneira como observava a mobilização de outras pessoas.
Ela e o marido, Chris, trabalhavam na área de segurança pública e, segundo a mãe, acompanhar tantas pessoas dispostas a ajudar foi algo especialmente significativo.
Jackie também destacou que crianças podem produzir mudanças concretas quando recebem espaço para agir.
Quase 30 mil caixas ampliaram uma ideia nascida no quarto do hospital
A campanha de Ella começou quando uma menina de 7 anos tentou desenhar um arco-íris durante uma internação e encontrou giz de cera quebrado e incompleto.
Em três semanas, a arrecadação chegou a 1.000 caixas; posteriormente, as metas cresceram e, aos 8 anos, Ella já havia ajudado a mobilizar quase 30 mil caixas destinadas a crianças em hospitais pediátricos dos Estados Unidos.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa história: Ella transformar uma frustração durante a internação em uma campanha, alcançar 1.000 caixas em três semanas ou mobilizar quase 30 mil doações ainda aos 8 anos? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

