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Aos 7 anos, menino junta moedas em Carlos Barbosa, abre o próprio cofrinho, arrecada R$ 91,60 e entrega pessoalmente a doação ao hospital da cidade
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 10/09/2026 às 10:37
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Cofrinho recebido em uma atividade de educação financeira ganhou um destino escolhido pelo próprio Theo Lutz Lenktaitis: o dinheiro acumulado foi levado ao Hospital São Roque, na Serra Gaúcha, que informou que usaria a contribuição para auxiliar na compra de equipamentos de proteção.
Uma atividade criada para ensinar crianças a lidar com dinheiro terminou em uma doação ao Hospital São Roque, em Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha. Theo Lutz Lenktaitis tinha 7 anos quando decidiu que as economias reunidas no próprio cofrinho teriam um destino coletivo.
A história foi publicada pelo Setor Saúde, que registrou a entrega de R$ 91,60 ao hospital nos primeiros dias de 2021, durante a pandemia de Covid-19. Theo foi à instituição acompanhado da mãe, Jaqueline Lutz Lenktaitis, e da irmã Laura, então com 4 anos.
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O dinheiro não havia sido separado pela família para uma campanha. O cofrinho foi entregue vazio pelo Centro Educativo Crescer, onde Theo participava do contraturno escolar, em uma atividade de educação financeira que permitia às crianças escolher o que fariam com as quantias acumuladas.
Jaqueline contou ao veículo que percebeu a iniciativa ao encontrar em casa uma lata com algumas moedas. Ao perguntar ao filho sobre o recipiente, soube que ele poderia decidir livremente o destino do dinheiro que conseguisse guardar.
“Ele escolheu de cara que doaria o dinheiro ao hospital”, relatou a mãe ao Setor Saúde. A decisão, tomada antes de Theo saber quanto conseguiria juntar, foi mantida até a abertura do cofrinho e a contagem das moedas.
Uma escolha feita antes de conhecer o valor
Ao todo, havia R$ 91,60. Theo não separou uma parte para uma compra pessoal nem mudou de ideia depois de saber quanto tinha reunido: levou o valor integral ao São Roque e participou pessoalmente da entrega.
O Pioneiro, de GZH também publicou o caso e informou que o menino já tinha o hábito de guardar dinheiro recebido dos pais e dos padrinhos. Quando queria comprar alguma coisa, precisava recorrer às próprias economias.
Naquela ocasião, porém, não havia uma compra planejada. A reportagem registrou que Theo preferiu destinar o dinheiro ao hospital, enquanto a mãe relatou que ele acompanhava mudanças provocadas pela pandemia, como o afastamento da escola e dos amigos.
A origem da quantia ajuda a explicar a decisão. O dinheiro não veio de uma coleta organizada por adultos nem de uma campanha externa, mas do processo de guardar pequenas quantias em um recipiente recebido justamente para estimular escolhas sobre poupança e uso do dinheiro.
Theo escolheu o hospital como destinatário das economias, enquanto a finalidade específica do valor foi definida pela própria instituição. Depois da entrega, o São Roque informou que a contribuição seria direcionada a uma necessidade ligada ao atendimento durante a emergência sanitária.
Na visita ao São Roque, Theo esteve com a mãe e a irmã mais nova. A entrega encerrou o percurso iniciado no Centro Educativo Crescer, quando o cofrinho ainda estava vazio e o menino passou a guardar as moedas que receberia ao longo da atividade.
Hospital destinaria doação à compra de EPIs
Cátia Argenta, então gestora administrativa do Hospital São Roque, informou que os R$ 91,60 seriam usados para auxiliar na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Os materiais eram destinados aos profissionais que atuavam na linha de frente do atendimento relacionado à Covid-19.
A contribuição de Theo ocorreu em um período no qual o hospital recebia apoio de diferentes setores da comunidade de Carlos Barbosa. Empresários, representantes do poder público e voluntários participavam de mobilizações voltadas às necessidades provocadas pela emergência sanitária.
Ao receber a família, a administração hospitalar destacou não apenas o valor financeiro, mas a origem da doação. Cátia afirmou que aquela estava entre as contribuições mais importantes recebidas pelo São Roque em seus 65 anos de história.
A avaliação foi relacionada pela gestora ao fato de o dinheiro representar tudo o que a criança havia conseguido guardar. A importância atribuída pela administração, portanto, não estava vinculada ao tamanho da quantia, mas à decisão de Theo de destinar integralmente suas economias.
O episódio também ligou a atividade escolar a uma decisão tomada fora do ambiente educativo. O exercício proposto pelo Centro Educativo Crescer dava às crianças autonomia para escolher o destino do dinheiro, e Theo manteve a escolha pelo hospital mesmo depois de conhecer o total reunido.
A mãe relatou que a decisão já estava definida quando percebeu as primeiras moedas na lata. Não foi o valor final que levou Theo a escolher a instituição: o destino havia sido estabelecido quando o cofrinho ainda começava a ser preenchido.
A entrega pessoal completou esse percurso. Em vez de a família apenas repassar o dinheiro em nome da criança, Theo acompanhou a mãe e a irmã até o hospital e participou do momento em que os R$ 91,60 foram entregues à instituição.
O Pioneiro registrou ainda que Theo, num primeiro momento, considerou pequena a quantia acumulada. Essa percepção mudou quando a família soube que o dinheiro poderia colaborar com a compra dos equipamentos de proteção destinados às equipes do São Roque.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

