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Aos 9 anos, menino cria rifa em cidade brasileira, vende mais de 200 números, junta R$ 2.030 com apoio da família e faz entrega simbólica da doação ao hospital da cidade para ajudar a comprar medicamentos para pacientes

Aos 9 anos, menino cria rifa em cidade brasileira, vende mais de 200 números, junta R$ 2.030 com apoio da família e faz entrega simbólica da doação ao hospital da cidade para ajudar a comprar medicamentos para pacientes

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Aos 9 anos, menino cria rifa em cidade brasileira, vende mais de 200 números, junta R$ 2.030 com apoio da família e faz entrega simbólica da doação ao hospital da cidade para ajudar a comprar medicamentos para pacientes

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 10/09/2026 às 10:38

Atualizado 10/09/2026 às 10:39

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A iniciativa nasceu em casa durante um período crítico da pandemia, ganhou alcance por um vídeo compartilhado no WhatsApp e terminou com o repasse ao Hospital Santa Luzia, onde o garoto havia nascido e que atendia pacientes com Covid-19.

Uma rifa criada dentro de casa durante a pandemia mobilizou vizinhos, familiares e pessoas ligadas à escola da mãe de Guilherme Burkle Giesel, então com 9 anos, em Capão da Canoa. A iniciativa começou pequena, mas alcançou apoiadores além do condomínio onde a família morava.

A Associação Educadora São Carlos (AESC), mantenedora do Hospital Santa Luzia, registrou que o menino acompanhava os noticiários com os pais e passou a fazer perguntas diante das notícias sobre falta de leitos, medicamentos e oxigênio. Foi nesse contexto que ele sugeriu à mãe, Lívia, organizar uma rifa para ajudar o hospital da cidade.

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Como a rifa saiu do condomínio

A proposta não fazia parte de uma campanha escolar ou institucional. Guilherme pediu apoio aos pais para colocar a ideia em prática e, como as lojas estavam fechadas naquele período, a família montou o prêmio com uma caixa de sabonetes e uma caixa de chocolates Bis que tinha disponível em casa.

Foram preparados inicialmente 50 números, destinados principalmente aos vizinhos do condomínio. A escala mudou depois que um vídeo gravado pelo celular começou a circular em grupos de WhatsApp da família e entre pessoas ligadas à escola onde Lívia trabalhava como professora.

Menino de 9 anos cria rifa em Capão da Canoa, arrecada R$ 2.030 e doa valor ao Hospital Santa Luzia para compra de medicamentos a pacientes.

Na gravação, Guilherme explicava a intenção de ajudar o hospital onde havia nascido e pedia participação na rifa. A escola não organizou a campanha, mas funcionou como um dos canais pelos quais o vídeo chegou a outras pessoas.

O alcance aumentou novamente quando a iniciativa apareceu em um telejornal local. Novos participantes compraram números, enquanto outros fizeram contribuições adicionais, sem se limitar ao mecanismo da rifa.

Com a divulgação, a ação ultrapassou a previsão inicial e passou de 200 números vendidos. Ao fim da arrecadação, a família reuniu R$ 2.030 para o Hospital Santa Luzia, valor destinado à compra de medicamentos usados no atendimento de pacientes com Covid-19.

A administração da unidade informou que o dinheiro ajudaria na aquisição de remédios importantes para pacientes internados em unidade de terapia intensiva. Entre os medicamentos citados pela instituição estava o fentanil, mencionado pela gerente administrativa Aline Sassi ao explicar a destinação da doação.

A quantia não correspondia à compra integral de um conjunto específico de medicamentos. Tratava-se de uma contribuição financeira ao hospital para reforçar os recursos empregados na assistência aos pacientes, dentro da necessidade que havia levado Guilherme a propor a campanha.

A entrega ao Hospital Santa Luzia

A transferência dos R$ 2.030 foi realizada em 9 de abril de 2021. Além do repasse financeiro, a família participou de uma entrega simbólica no Hospital Santa Luzia, onde Guilherme foi recebido por integrantes da equipe da unidade.

Participaram desse momento a gerente administrativa Aline Sassi, a enfermeira responsável técnica Taíse Scapin e o médico responsável técnico Giovani Sassi. A visita colocou o menino em contato com profissionais da instituição escolhida por ele como destino da arrecadação.

Menino de 9 anos cria rifa em Capão da Canoa, arrecada R$ 2.030 e doa valor ao Hospital Santa Luzia para compra de medicamentos a pacientes.

A relação da família com o Santa Luzia vinha de antes da campanha. Guilherme nasceu no hospital após um parto que, segundo relato de Lívia divulgado pela AESC, teve complicações e exigiu assistência da equipe, e a família também havia recorrido à unidade em outras ocasiões.

O interesse do menino pela medicina também aparecia nos relatos da mãe. Lívia contou que, aos 2 anos, Guilherme escolheu um livro de anatomia em uma livraria e que, aos 9, continuava dizendo que queria ser médico.

Ela relatou ainda que o filho citava uma pediatra conhecida da família como uma de suas referências. Durante a visita ao Santa Luzia, esse interesse voltou a aparecer quando Guilherme vestiu um jaleco emprestado pela unidade.

O hospital entregou ao garoto um certificado de Amigo do Hospital Santa Luzia e uma cesta preparada como agradecimento pela arrecadação. O gesto ocorreu durante a visita simbólica, depois de a família já ter destinado o dinheiro à unidade.

Lívia e Humberto, pais de Guilherme, ajudaram na organização da rifa, na divulgação e nos contatos necessários para ampliar a iniciativa. O apoio permitiu que uma ação pensada para vizinhos alcançasse familiares, pessoas ligadas à escola e outros participantes que receberam o vídeo pelos grupos de mensagens.

Naquele período, a rotina da família também havia mudado por causa do distanciamento social. Os Giesel reduziram encontros presenciais com parentes e passaram a usar chamadas de vídeo para manter contato com os avós, enquanto Guilherme acompanhava as conversas sobre a pandemia e perguntava como poderia ajudar.

A rifa teve como vencedor Mateus Fernandes Rocha, vizinho da família, que recebeu a premiação montada com os itens disponíveis em casa. Com o sorteio, terminou a etapa organizada em torno dos números vendidos, depois de a doação ao hospital já ter sido efetuada.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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