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Aos 91 anos e viúvo há 24, ele continua trabalhando no McDonald’s, conversa com crianças durante o expediente e viraliza após clientes perguntarem por que ainda não parou

Aos 91 anos e viúvo há 24, ele continua trabalhando no McDonald’s, conversa com crianças durante o expediente e viraliza após clientes perguntarem por que ainda não parou

8 min de leitura

Aos 91 anos e viúvo há 24, ele continua trabalhando no McDonald’s, conversa com crianças durante o expediente e viraliza após clientes perguntarem por que ainda não parou

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 15/09/2026 às 17:40

Curiosidades

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Imagem Ilustrativa

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Eric Edwards trabalha há mais de oito anos em uma unidade de Coventry, na Inglaterra, e garante que não permanece no emprego por obrigação. Depois de saltar de paraquedas em Cuba, voar de asa-delta no Brasil e encarar uma tirolesa no País de Gales, ele diz que continuar ativo é justamente parte da maneira como escolheu envelhecer

Aos 91 anos, Eric Edwards poderia responder de muitas maneiras quando alguém pergunta por que ele ainda continua trabalhando. Entretanto, sua explicação é surpreendentemente simples: ele gosta do emprego e não vê razão para parar enquanto ainda consegue realizá-lo bem. Viúvo há 24 anos, o britânico trabalha há mais de oito anos em uma unidade do McDonald’s no Gallagher Retail Park, em Coventry, na Inglaterra, e acabou chamando atenção depois que uma família publicou um relato elogiando sua gentileza com os clientes. A história ganhou repercussão e foi publicada pela People em 14 de setembro de 2026, depois de inicialmente ser noticiada pela BBC.

O detalhe mais interessante, porém, é que Eric não descreve o trabalho como uma obrigação financeira. Quando perguntam se continua empregado porque está sozinho ou porque precisa do dinheiro, ele insiste que não vê motivo para diminuir o ritmo enquanto gosta do que faz. Além disso, seu histórico está longe da imagem de alguém que passou a vida evitando riscos: Eric já saltou de paraquedas em Cuba, voou de asa-delta no Brasil e desceu de tirolesa depois de subir uma torre no País de Gales.

E foram justamente pequenas atitudes durante um dia movimentado de trabalho que transformaram o funcionário de 91 anos em assunto nas redes sociais. Enquanto uma família com três crianças esperava o pedido, Eric conversou com elas, buscou material para colorir e continuou ajudando clientes e recolhendo bandejas. Depois, a mãe resolveu contar publicamente aquilo que havia presenciado.

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Ele perdeu a esposa há mais de duas décadas, passou por diferentes empregos ao longo da vida e chegou aos 91 anos sem acreditar que envelhecer deveria significar abandonar automaticamente uma atividade que ainda lhe faz bem

Eric está viúvo há 24 anos.

Entretanto, sua vida profissional começou muito antes de vestir o uniforme da rede de fast-food.

Ao longo da carreira, trabalhou na General Electric Company, na Daimler Motors e no Walsgrave Hospital.

Então, já em uma idade na qual grande parte das pessoas está aposentada há muitos anos, surgiu outro emprego.

McDonald’s.

Imagem Ilustrativa

Eric entrou na unidade do Gallagher Retail Park, em Coventry, e permaneceu ali.

Já são mais de oito anos.

Atualmente, trabalha em meio período como gerente de experiência do cliente, segundo a BBC.

Naturalmente, a idade provoca perguntas.

Por que continuar?

Por que não parar?

Não estaria trabalhando apenas porque se sente sozinho?

Precisaria do dinheiro?

A resposta de Eric segue outra lógica.

Se uma pessoa ainda consegue fazer alguma coisa razoavelmente bem, gosta daquilo e sente que a atividade ajuda a mantê-la ativa, qual seria exatamente o motivo para parar?

Tudo mudou durante um turno movimentado quando uma família com três filhas precisou esperar pelo pedido e encontrou um funcionário de 91 anos preocupado em tornar aqueles minutos mais agradáveis

O episódio que tornou Eric conhecido não envolveu nenhuma grande ação.

Pelo contrário.

Era um dia movimentado.

Uma família formada por um casal e três filhas chegou ao restaurante.

O drive-thru estava cheio e havia espera pelos pedidos.

Eric trabalhava perto da mesa onde eles estavam.

Então avisou que a comida poderia demorar um pouco.

Enquanto esperavam, entretanto, ele começou a conversar com a família.

Conversou com as crianças.

Contou histórias sobre sua vida.

E foi buscar lápis e papel para que elas pudessem colorir enquanto aguardavam.

Depois voltou ao trabalho.

Recolheu bandejas.

Limpou o que precisava ser limpo.

Ajudou outros clientes.

A família foi embora.

Eric ainda pensou que deveria ter pedido a eles que preenchessem uma pesquisa de satisfação.

Não precisou.

A mãe faria algo muito maior.

A cliente chegou em casa e escreveu que aquele senhor era um exemplo para o restaurante, mas Eric só percebeu o tamanho da repercussão quando tentou mostrar a publicação à filha e outras pessoas já estavam enviando a mesma história

A família publicou um agradecimento no grupo local Spotted Coventry City, no Facebook.

No relato, a mãe destacou que Eric recolhia o lixo, ajudava clientes e havia separado tempo para conversar com suas filhas e conseguir material para elas colorirem.

Além disso, escreveu que trabalhar aos 91 anos era algo impressionante e esperava que o reconhecimento chegasse aos responsáveis pelo restaurante.

Chegou muito mais longe.

Outros usuários começaram a compartilhar e elogiar Eric.

A publicação cresceu.

E o próprio funcionário demorou um pouco para entender o tamanho da repercussão.

Quando tentou enviar uma foto da postagem para sua filha, em questão de minutos outras três pessoas já haviam enviado a mesma publicação para ele.

Eric resumiu a situação dizendo que tudo havia virado uma bola de neve.

Aos 91 anos, depois de décadas de trabalho, ele havia viralizado simplesmente por fazer aquilo que dizia gostar de fazer.

Trabalhar e conversar com pessoas.

E histórias assim lembram como trajetórias aparentemente comuns podem esconder decisões e recomeços capazes de mudar completamente a forma como alguém encara uma fase da vida.

Quem imagina um homem de 91 anos levando uma rotina completamente tranquila provavelmente não espera descobrir que ele já saltou de paraquedas em Cuba e voou de asa-delta no Brasil

É aqui que a história fica ainda mais curiosa.

Trabalhar aos 91 anos não é a única atividade de Eric que surpreende as pessoas.

Ele gosta de adrenalina.

E não apenas em teoria.

Eric contou que já realizou um salto de paraquedas em Cuba.

Também experimentou asa-delta no Brasil.

Além disso, foi com a filha até a Principality Tower, em Cardiff, no País de Gales.

Subiu a torre.

Fez uma caminhada pela borda do edifício.

E depois desceu em uma tirolesa.

O motivo?

Ele gosta de atividades que fazem o coração bater mais rápido.

Experiências que proporcionam emoção.

Essa característica ajuda a compreender por que a resposta sobre aposentadoria é tão diferente daquela que algumas pessoas esperariam.

Para Eric, permanecer ativo não parece ser algo que acontece apesar de sua idade.

É parte da maneira como ele escolheu chegar a essa idade.

Depois de passar por fábricas, indústria automotiva e hospital, ele encontrou aos 80 e poucos anos um emprego completamente diferente e acabou permanecendo ali por mais de oito anos

A trajetória profissional também atravessou setores bastante distintos.

A General Electric Company aparece entre os antigos empregadores.

Depois, houve a Daimler Motors.

E também o Walsgrave Hospital.

Até que veio o restaurante.

Hoje, Eric atua em uma função voltada justamente ao contato com clientes.

Isso ajuda a explicar a cena que acabou viralizando.

Em vez de apenas realizar tarefas operacionais, ele conversa.

Observa quem precisa de ajuda.

Interage com crianças.

E tenta melhorar a experiência das pessoas que entram no restaurante.

Nesse caso, uma família percebeu.

Depois milhares de outras pessoas também perceberam.

E histórias humanas que começam com uma rotina aparentemente simples muitas vezes chamam atenção justamente quando algum detalhe revela uma trajetória muito maior por trás daquela pessoa.

A pergunta que Eric mais recebe é justamente aquela que parece óbvia para quem olha apenas sua idade, mas para ele parar simplesmente porque completou 91 anos faria menos sentido do que continuar

Existe uma diferença importante entre precisar continuar trabalhando e querer continuar trabalhando.

No caso de Eric, a reportagem da BBC relata que algumas pessoas perguntam diretamente se ele permanece no emprego por dinheiro ou por sentir solidão.

Ele rejeita essa interpretação.

Sua explicação está relacionada a permanecer ativo e continuar fazendo algo de que gosta.

Isso não transforma sua experiência em uma regra sobre aposentadoria.

Nem significa que todas as pessoas deveriam continuar trabalhando em idade avançada.

A história é individual.

Porém, justamente por isso chama atenção.

Eric não está defendendo que alguém deva trabalhar aos 91 anos.

Ele está explicando por que ele ainda quer fazer isso.

E, enquanto conseguir desempenhar a função, não vê sentido em estabelecer uma data de encerramento simplesmente por causa do número registrado em sua certidão de nascimento.

A repercussão começou com uma família agradecendo por alguns lápis de colorir, mas terminou revelando um homem que parece medir a própria vida menos pela idade e mais pelas experiências que ainda consegue viver

Talvez a parte mais interessante da história esteja justamente na diferença entre o que chamou atenção inicialmente e aquilo que apareceu depois.

Primeiro, havia apenas um funcionário idoso.

Depois, descobriu-se que ele tinha 91 anos.

Em seguida, que estava no restaurante havia mais de oito anos.

Que era viúvo havia 24 anos.

Que havia trabalhado em empresas e setores completamente diferentes.

E finalmente apareceu o homem que saltou de paraquedas em Cuba, voou de asa-delta no Brasil e encarou uma tirolesa no País de Gales.

Tudo isso veio à tona porque, durante um expediente comum, ele decidiu conversar com três crianças que estavam esperando a comida.

É uma daquelas histórias em que um pequeno encontro entre desconhecidos acaba revelando uma vida inteira que provavelmente teria permanecido invisível para quase todo mundo.

Aos 91 anos ele ainda não estabeleceu uma data para parar porque, enquanto conseguir trabalhar, conversar com pessoas e encontrar novas experiências, sua pergunta continua sendo exatamente a mesma

Eric não anunciou uma aposentadoria.

Também não estabeleceu uma idade limite.

Sua lógica permanece simples.

Enquanto conseguir.

Ou gostar.

Enquanto aquilo continuar ajudando a mantê-lo ativo.

Por que parar?

A história ganhou repercussão justamente em uma época na qual envelhecimento e trabalho costumam ser discutidos principalmente por números.

Idade mínima.

Tempo de contribuição.

Renda.

Expectativa de vida.

Eric acrescenta outra variável.

Propósito pessoal.

Para algumas pessoas, parar de trabalhar representa finalmente conquistar liberdade.

Para outras, continuar exercendo alguma atividade pode fazer parte dessa própria liberdade.

No caso dele, a resposta parece bastante clara.

Depois de mais de oito anos no mesmo restaurante e aos 91 anos, ele ainda gosta de estar ali.

E, considerando que seu conceito de aproveitar a vida já incluiu paraquedas, asa-delta e tirolesa, talvez não seja tão surpreendente que simplesmente ficar parado nunca tenha parecido uma opção particularmente atraente.

E você, se chegasse aos 91 anos com saúde e ainda gostasse do seu trabalho, continuaria trabalhando por escolha própria ou preferiria deixar definitivamente qualquer emprego para aproveitar essa fase de outra maneira?

Fonte

People


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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