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Apartamentos foram colocados à venda a partir de R$ 15 mil em 16 estados do país, pelo preço de um carro popular usado, e havia um caminho para comprar que quase ninguém conhece

Apartamentos foram colocados à venda a partir de R$ 15 mil em 16 estados do país, pelo preço de um carro popular usado, e havia um caminho para comprar que quase ninguém conhece

7 min de leitura

Apartamentos foram colocados à venda a partir de R$ 15 mil em 16 estados do país, pelo preço de um carro popular usado, e havia um caminho para comprar que quase ninguém conhece

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 18/09/2026 às 15:15

Atualizado em 18/09/2026 às 15:25

Economia

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Conjunto habitacional na Zona Norte do Rio: o apartamento de R$ 15 mil do leilão do Itaú fica em Parada Lucas. Imagem ilustrativa gerada por IA a partir da vista aérea do conjunto.

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O leilão do Itaú na plataforma Zuk, em 14 de setembro de 2026, reuniu 121 imóveis em 16 estados com descontos de até 85%. O mais barato, um apartamento de 38 m² em Parada Lucas, no Rio, partiu de R$ 15.360 e fechou o pregão com lance de R$ 21.360.

O apartamento mais barato do leilão do Itaú, realizado em 14 de setembro de 2026 pela plataforma Zuk, entrou na disputa por R$ 15.360 e saiu com um único interessado. Segundo a Zuk, o imóvel fica em Parada Lucas, na Zona Norte do Rio de Janeiro, tem 38 m² de área privativa e está ocupado.

O pregão reuniu 121 imóveis do Itaú Unibanco em 16 estados, com descontos indicados de até 85%, segundo o jornal A Tarde, em reportagem de 10 de setembro de 2026. A página do lote na Zuk mostra hoje a mensagem “Este lote já foi vendido”, com maior lance de R$ 21.360 e a venda ainda sujeita à aprovação do banco.

Apartamento de R$ 15.360 no leilão do Itaú fica no Edifício Paraná

Segundo a Zuk, o imóvel é o apartamento 312 do bloco 1, quadra G, do Edifício Paraná, na Rua Ministro Pinto da Luz, 75, em Parada Lucas. Ele entrou no pregão como lote 45, com código Z-37293-045.

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O apartamento de R$ 15.360 em Parada Lucas aparece como vendido por R$ 21.360, e ocupado. Foto: Reprodução/Zuk

O jornal A Tarde informou que esse lote tinha desconto indicado de 85%, o maior de toda a lista, e seria apregoado às 12h22. Na prática, o apartamento foi chamado 22 minutos depois da abertura do pregão, que começou ao meio-dia.

Só um usuário deu lance, e deu duas vezes

O histórico de lances publicado pela Zuk mostra apenas dois lances no apartamento de Parada Lucas, e os dois vieram do mesmo usuário. A plataforma identifica esse participante só por um código mascarado.

Dois lances, o mesmo usuário: R$ 18.360 em 4 de setembro e R$ 21.360 no dia do leilão. Foto: Reprodução/Zuk

O primeiro lance, de R$ 18.360, foi registrado em 4 de setembro de 2026, às 13h17, dez dias antes do pregão. O segundo, de R$ 21.360, entrou em 14 de setembro, às 11h18, cerca de uma hora antes de o lote ser chamado.

Lance final ficou R$ 6 mil acima do valor de abertura

A diferença entre o valor de abertura e o maior lance foi de R$ 6 mil, o equivalente a dois saltos de R$ 3.000, que era o incremento mínimo exigido pela Zuk nesse lote.

Com isso, o lance final ficou cerca de 39% acima do valor de abertura. Mesmo assim, o valor ficou muito abaixo dos imóveis mais caros do mesmo leilão, que passavam de R$ 900 mil.

Imóvel ocupado e sem visitação: quem compra resolve

Segundo a Zuk, o apartamento de Parada Lucas, o mais barato do leilão do Itaú, está ocupado e não há visitação. Por causa da ocupação, a plataforma registra que não foi possível obter a distribuição interna da unidade, e a checagem fica por conta de quem arrematar.

A página do lote informa ainda que eventuais débitos de condomínio seriam quitados pelo vendedor até a data do leilão. O IPTU, segundo a Zuk, fica com o banco até a entrega da posse e passa para o comprador a partir daí.

Maior lance não garantia a compra no leilão do Itaú

Segundo o jornal A Tarde, o leilão do Itaú foi feito na modalidade de “maior lance condicional”. Na prática, quem oferecia mais não levava o imóvel automaticamente.

Depois da oferta vencedora, o vendedor ainda precisava aprovar formalmente a proposta, e podia aceitar ou recusar. A página da Zuk repete o aviso em todos os lotes: “Lance sujeito à aprovação do vendedor”.

42 dos 121 lotes aparecem com venda condicional

Na relação completa do leilão publicada pela Zuk, 42 dos 121 lotes aparecem com a etiqueta “Venda condicional”. Os outros 79 lotes do leilão do Itaú aparecem apenas como “Encerrado”.

O apartamento de Parada Lucas e a casa de Mogi das Cruzes estão entre os 42. Nos dois casos, a página do lote traz a mensagem de vendido e o aviso de que o lance depende da aprovação do vendedor.

Casa de R$ 1,9 milhão em Mogi das Cruzes teve um único lance

Na outra ponta da lista, a casa mais cara do leilão do Itaú fica no Condomínio Aruã, na Rua Jacareí, 171, bairro Itapeti, em Mogi das Cruzes (SP). Segundo a Zuk, ela tem 511,49 m² construídos num terreno de 897 m² e também está ocupada.

A casa de 511 m² em Mogi das Cruzes também aparece como vendida, por R$ 1.939.200, e ocupada. Foto: Reprodução/Zuk
Um único lance, de R$ 1.939.200, dado às 12h23 do dia do leilão. Foto: Reprodução/Zuk

O histórico da Zuk mostra um único lance nessa casa, de R$ 1.939.200, registrado em 14 de setembro às 12h23, menos de um minuto antes do horário marcado para o lote, 12h24. O jornal A Tarde informou que o desconto indicado para ela era de 54%.

Terrenos de mais de 700 m² partiam de R$ 20.880

Os terrenos também apareciam com preços pouco acima de R$ 20 mil. Segundo o jornal A Tarde, um terreno de 744 m² em Itaporanga d’Ajuda, em Sergipe, tinha lance inicial de R$ 20.880, e outro, de 774 m², partia de R$ 23.680.

Em Timbaúba, Pernambuco, um terreno de 542,37 m² estava anunciado por R$ 26.880, segundo o jornal A Tarde. Em Águas Lindas de Goiás, uma casa de 59,34 m² começava em R$ 34.400.

Descontos mais altos ficaram nos imóveis mais baratos

Segundo o jornal A Tarde, os maiores abatimentos apareciam principalmente entre os imóveis de menor valor. Um apartamento em São Gonçalo, também no Rio, tinha lance inicial de R$ 18.160 e desconto de 82%.

Ainda em São Gonçalo, o jornal A Tarde listou uma casa de 81,3 m² por R$ 54.960, com 78% de desconto, e outra no bairro Engenho Pequeno por R$ 44.080, com 70%. Em Tanguá, uma casa de 157,19 m² partia de R$ 102.480, com desconto de 79%.

Nordeste teve casas e terreno com mais de 50% de desconto

Na Bahia, um terreno de 4.386 m² em Eunápolis partia de R$ 169.280, com desconto indicado de 73%, segundo o jornal A Tarde. No Ceará, uma casa de 130 m² em Maracanaú tinha lance inicial de R$ 120.240 e desconto de 61%.

Em Fortaleza, uma casa de 100,20 m² no Conjunto Palmeiras partia de R$ 88.480, com 53% de redução, conforme o jornal A Tarde. Em Gravatá, Pernambuco, uma casa de 651,97 m² tinha lance inicial de R$ 438 mil e desconto de 69%.

Apartamentos em São Paulo passavam de R$ 900 mil

Entre os imóveis de maior valor, o jornal A Tarde destacou dois apartamentos na capital paulista. Um deles, no Tatuapé, tinha lance inicial de R$ 937.360.

O outro, no Parque da Mooca, começava em R$ 948.880. Entre esse apartamento e o de Parada Lucas, a diferença de preço inicial passava de R$ 930 mil dentro do mesmo leilão do Itaú.

Parcelas em até 78 vezes, com entrada de 30%

Segundo o jornal A Tarde, as condições de pagamento variavam de lote para lote, e alguns imóveis podiam ser parcelados em até 78 vezes. No apartamento de Parada Lucas, a Zuk detalha as opções oferecidas pelo banco.

À vista, o pagamento era sem desconto. Em 8 vezes, o sinal era de 20% e o saldo saía sem juros e sem correção. Já em 78 parcelas mensais, a Zuk informa sinal de 30% e juros de 10% ao ano pela Tabela Price, mais IPCA anual.

FGTS e financiamento ficavam de fora do leilão do Itaú

O edital não aceitava FGTS, financiamento imobiliário, consórcio nem cartas de crédito, segundo o jornal A Tarde. Quem contava com o FGTS para comprar ficava de fora.

Imóveis com dívidas, propriedades rurais e lotes arrematados pelo ex-proprietário tinham que ser pagos à vista, conforme o jornal A Tarde. Quem quisesse parcelar precisava informar a forma de pagamento junto com o lance, e isso podia pesar na aprovação da proposta.

Comissão de 5% e desocupação por conta do comprador

Depois da confirmação da venda, o comprador paga 5% de comissão ao leiloeiro, além do sinal ou do valor do imóvel, segundo o jornal A Tarde. No apartamento de Parada Lucas, com lance de R$ 21.360, isso representa R$ 1.068.

O jornal A Tarde também registra que os imóveis são vendidos no estado físico e documental em que se encontram. Se houver inquilino, arrendatário, comodatário ou invasor, a desocupação é responsabilidade de quem comprou.

O caminho: dar lance pela internet dias antes do pregão

Para participar do leilão do Itaú pela internet, o interessado precisava fazer cadastro e habilitação no site da Zuk até 12h de 14 de setembro, segundo o jornal A Tarde. Também era possível mandar proposta escrita ao leiloeiro com pelo menos 24 horas de antecedência.

O caminho está na própria regra: dava para dar lance pela internet antes do dia do pregão. Foi o que fez o único interessado no apartamento de Parada Lucas, que registrou o primeiro lance dez dias antes, segundo o histórico da Zuk.

Lote de Parada Lucas aparece como vendido, à espera do aval do Itaú

A página do apartamento na Zuk mostra hoje o leilão encerrado, o lote marcado como vendido por R$ 21.360 e o status de venda condicional. Pela regra do leilão do Itaú descrita pelo jornal A Tarde, a venda só se completa quando o vendedor aprova a proposta.

No canal oficial da Zuk, a plataforma explica passo a passo como funciona a participação num leilão de imóveis:

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Na sua opinião, R$ 21.360 por um apartamento ocupado, sem visitação e sem uso do FGTS foi uma pechincha ou um risco alto demais? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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