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Após 35 anos produzindo embalagens plásticas, gigante brasileira investe R$ 65 milhões para mudar de rota e construir fábrica de 19 mil m² no Rio Grande do Sul capaz de fabricar até 250 caixas de papelão por minuto; nova operação terá linha que transforma bobinas em embalagens e começa os primeiros testes em 2027

Após 35 anos produzindo embalagens plásticas, gigante brasileira investe R$ 65 milhões para mudar de rota e construir fábrica de 19 mil m² no Rio Grande do Sul capaz de fabricar até 250 caixas de papelão por minuto; nova operação terá linha que transforma bobinas em embalagens e começa os primeiros testes em 2027

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Após 35 anos produzindo embalagens plásticas, gigante brasileira investe R$ 65 milhões para mudar de rota e construir fábrica de 19 mil m² no Rio Grande do Sul capaz de fabricar até 250 caixas de papelão por minuto; nova operação terá linha que transforma bobinas em embalagens e começa os primeiros testes em 2027

Escrito por Carla Teles

Publicado em 08/09/2026 às 10:28

Atualizado em 08/09/2026 às 10:48

Economia

Canal

Galvanotek investe em caixas de papelão e fábrica de papelão no Rio Grande do Sul; papelão ondulado amplia negócio de embalagens plásticas.

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A Galvanotek, fabricante brasileira que completa 35 anos em 2026, está construindo em Barão uma unidade dedicada a caixas de papelão. O projeto soma R$ 65 milhões, terá cerca de 19 mil m², onduladeira de até 300 metros por minuto e primeiros testes previstos para o primeiro trimestre de 2027.

A Galvanotek está investindo R$ 65 milhões para entrar no mercado de caixas de papelão e ampliar uma trajetória construída principalmente sobre embalagens plásticas para alimentos. A nova fábrica está sendo erguida em Barão, no interior do Rio Grande do Sul, município vizinho a Carlos Barbosa, onde fica a sede da companhia.

A unidade terá cerca de 19 mil metros quadrados de área construída e capacidade para produzir até 250 caixas por minuto. Segundo informações publicadas pela NSC Total em 8 de setembro de 2026, com base em dados da Exame e da Pequenas Empresas & Grandes Negócios, os primeiros testes operacionais estão previstos para o primeiro trimestre de 2027.

Empresa abre nova frente depois de 35 anos de trajetória

A Galvanotek completa 35 anos em 2026 e construiu parte importante de sua atuação no fornecimento de embalagens plásticas para alimentos. Hoje, seus produtos atendem segmentos como padarias, confeitarias, supermercados, rotisserias e serviços de entrega.

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A entrada no mercado de caixas de papelão representa uma ampliação dessa atuação, e não uma substituição imediata do plástico. A estratégia descrita pela empresa é combinar os dois segmentos e ampliar a quantidade de soluções oferecidas aos clientes.

Fábrica será construída em Barão, no interior gaúcho

Imagem: Divulgação/Galvanotek

A nova unidade está em construção no município de Barão, no interior do Rio Grande do Sul. A localização mantém a expansão próxima à sede da Galvanotek, instalada em Carlos Barbosa, cidade vizinha.

Com aproximadamente 19 mil m² de área construída, a fábrica concentra o investimento de R$ 65 milhões destinado à entrada da companhia no papelão ondulado. A dimensão do projeto acompanha uma linha produtiva planejada para trabalhar em escala industrial.

Capacidade pode chegar a 250 caixas por minuto

O projeto prevê capacidade para produzir até 250 caixas de papelão por minuto. Esse volume será alcançado por uma estrutura que inclui uma onduladeira e duas impressoras industriais responsáveis pelas etapas seguintes da produção.

Entre os produtos previstos estão caixas para pizza, embalagens voltadas ao delivery, caixas para sanduíches, bandejas de papel e modelos convencionais de papelão. A nova frente foi desenhada para atender justamente segmentos nos quais a Galvanotek já possui presença com embalagens plásticas.

Onduladeira transforma bobinas em chapas de papelão

Um dos principais equipamentos previstos para a fábrica é uma onduladeira capaz de operar a até 300 metros por minuto, segundo informações atribuídas pela NSC Total à revista Exame.

A máquina recebe bobinas de papel e as transforma em chapas de papelão ondulado. Depois, o material segue para etapas de impressão e corte até chegar ao formato final das embalagens, permitindo que diferentes fases do processo ocorram dentro da própria operação.

Duas impressoras completam a linha de produção

Além da onduladeira, duas impressoras industriais farão parte da estrutura. A combinação desses equipamentos será responsável pela capacidade projetada de até 250 caixas de papelão por minuto.

Após o início dos testes, a empresa prevê um período de ajustes e validações antes do avanço para produção em escala. Isso significa que o primeiro trimestre de 2027 marca o início da fase operacional de testes, e não necessariamente o funcionamento definitivo em capacidade máxima.

Empresa quer controlar mais etapas dentro da própria operação

A proposta da Galvanotek é internalizar uma parcela maior do processo produtivo, desde a transformação das bobinas de papel até a embalagem pronta.

Jeancarlo Piccinini, coordenador de vendas da empresa, afirmou à Exame que o controle sobre mais etapas oferece mais autonomia para inovar, maior agilidade no atendimento e capacidade de acompanhar a qualidade ao longo de toda a produção. A nova fábrica, portanto, também altera o nível de integração industrial da companhia.

História começou longe do setor de embalagens

A trajetória da Galvanotek começou em 1991, quando Manoel Bragagnolo fundou o negócio com o filho Alexandre depois de se aposentar da Tramontina, onde havia atuado como diretor.

Naquele momento, a atividade era diferente da atual. A empresa começou com galvanoplastia, processo ligado ao tratamento de superfícies metálicas, e só entrou no mercado de embalagens plásticas em 1997, impulsionada pelo aumento da demanda por esse tipo de produto.

Embalagens plásticas continuarão fazendo parte do negócio

A construção da fábrica de caixas de papelão não representa, segundo a fonte, uma saída do mercado de embalagens plásticas. A Galvanotek pretende combinar a nova operação com a produção já consolidada.

Essa estratégia permite ampliar o portfólio oferecido aos mesmos grupos de clientes. A companhia passa a trabalhar com diferentes materiais dentro de uma cadeia ligada principalmente ao setor de alimentos e aos serviços de entrega.

Companhia já produz mais de 6 mil toneladas por mês

Segundo dados da PEGN reproduzidos pela NSC Total, a Galvanotek produz atualmente mais de 6 mil toneladas de peças por mês e exporta para 18 países.

Entre os mercados citados estão Estados Unidos, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile. A nova fábrica adicionará o papelão ondulado a uma operação que já possui produção industrial e presença internacional consolidadas.

Mudanças no consumo também orientam novos formatos

A expansão ocorre enquanto a companhia desenvolve outros tipos de embalagens. Segundo a PEGN, tendências como porções individuais, alimentação saudável e crescimento das entregas influenciam a criação de novos produtos.

Paula Bragagnolo, analista de pesquisa e desenvolvimento e neta do fundador, destacou a importância de acompanhar o comportamento do consumidor para inovar. Entre as soluções já desenvolvidas estão embalagens com tecnologia antivapor e modelos capazes de ir do freezer diretamente ao forno.

Testes em 2027 serão o próximo passo da expansão

O cronograma divulgado prevê que os primeiros testes operacionais da fábrica de caixas de papelão ocorram no primeiro trimestre de 2027. Depois disso, equipamentos deverão passar por ajustes e validações antes do avanço da produção em escala.

Com R$ 65 milhões investidos, 19 mil m² de estrutura e capacidade projetada de até 250 caixas por minuto, a nova operação marca uma das mudanças mais relevantes da trajetória industrial da Galvanotek desde a entrada nas embalagens plásticas em 1997. Para você, a diversificação entre plástico e papelão faz sentido para uma empresa que já atende o setor de alimentos há décadas? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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