Após 7 horas de barco pela Amazônia, destino no Acre revela 7 cachoeiras escondidas, piscina natural e mirante a 609 metros com um dos últimos pores do sol do Brasil
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 04/09/2026 às 23:19
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Serra do Divisor reúne sete cachoeiras, trilhas pela Amazônia, biodiversidade rara e um mirante a 609 metros no extremo oeste do Acre.
No extremo oeste do Acre, próximo à fronteira com o Peru, o Parque Nacional da Serra do Divisor reúne alguns dos cenários mais isolados da Amazônia brasileira. Criado em 16 de junho de 1989, o parque abriga sete cachoeiras catalogadas, trilhas em meio à floresta e um mirante situado a 609 metros de altitude.
A experiência começa muito antes da primeira queda d’água. Para alcançar a região, visitantes percorrem cerca de sete horas de barco pelos rios Japiim e Moa, em um trajeto marcado pela mata fechada, pelo silêncio e pela presença constante da fauna amazônica.
Durante a navegação, araras podem cruzar o céu e capivaras aparecem nas margens dos rios. Com sorte, até uma onça pode ser observada se aproximando discretamente da água, o que transforma o deslocamento em parte importante da própria viagem.
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Sete cachoeiras transformam a Serra do Divisor em um dos roteiros mais isolados da Amazônia
As cachoeiras estão entre os principais atrativos do parque e ajudam a explicar por que a Serra do Divisor desperta tanto interesse entre viajantes que procuram experiências fora dos roteiros tradicionais. Entre os pontos mais conhecidos está a Cachoeira do Amor, cuja queda chega a aproximadamente 20 metros.
Outro destaque é a Cachoeira do Ar-Condicionado, que recebeu esse nome por causa do vento frio que circula entre as pedras. A sensação térmica diferente fez com que o local ganhasse uma identidade própria entre os visitantes que percorrem a região.
A Cachoeira Formosa também aparece entre as atrações mais marcantes do parque. Considerada uma das mais exuberantes da Serra do Divisor, ela exige um percurso de aproximadamente 30 quilômetros entre ida e volta, o que torna a caminhada uma das experiências mais intensas do roteiro.
O trajeto é tão longo que alguns visitantes optam por passar a noite acampados na floresta. O próprio ICMBio recomenda pernoite para quem pretende realizar essa trilha, especialmente por causa da distância e do esforço exigido durante o percurso.
Buraco da Central guarda marcas de uma antiga tentativa de exploração de petróleo
Outro ponto que chama atenção na Serra do Divisor é o chamado Buraco da Central. O local surgiu a partir de uma antiga tentativa de exploração de petróleo e acabou se transformando em uma atração visitada por quem percorre o parque.
A área ficou conhecida pela presença de água mais quente, formando uma espécie de piscina natural em meio à floresta. O contraste entre a origem ligada à exploração mineral e o uso atual como ponto turístico tornou o local uma das curiosidades do roteiro.
A presença do Buraco da Central também ajuda a contar uma parte da história da região. O ponto permanece como uma marca de antigas intervenções humanas em um território que hoje é protegido como unidade de conservação federal.
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Viviane Alves
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Mirante de 609 metros oferece ampla vista sobre a floresta amazônica
O Mirante da Serra aparece como outro ponto central da viagem. Situado a 609 metros de altitude, ele oferece uma ampla visão sobre a floresta e se tornou um dos lugares mais procurados por quem visita o Parque Nacional da Serra do Divisor.
O acesso ocorre por uma trilha íngreme de aproximadamente 1,2 quilômetro. Apesar de relativamente curta, a subida exige esforço físico, principalmente por causa da inclinação e das condições naturais do terreno.
No topo, a paisagem revela uma extensa área de floresta amazônica em todas as direções. A posição geográfica do parque, muito próxima da fronteira com o Peru, também faz com que o local seja associado a um dos últimos pores do sol observados em território brasileiro.
A experiência ganha força justamente pela combinação entre distância, isolamento e paisagem. Depois de horas de barco e caminhada, o visitante chega a um ponto onde consegue acompanhar os últimos minutos de luz sobre uma das regiões mais remotas do país.
Biodiversidade rara reforça importância ambiental da Serra do Divisor
A importância da Serra do Divisor não está apenas nas paisagens. O parque também abriga espécies raras, entre elas a choca-do-acre, ave com poucos registros e diretamente relacionada à região do extremo oeste brasileiro.
O ICMBio destaca ainda a presença de aves, primatas, borboletas e outros animais que ajudam a manter o parque entre as áreas mais relevantes para conservação da biodiversidade amazônica. A observação da fauna também faz parte das atividades procuradas por quem visita a unidade.
O turismo na região é conduzido com forte participação das comunidades locais. Moradores oferecem hospedagem, alimentação, transporte e acompanhamento de guias, mantendo uma relação direta entre a visitação e a vida das famílias que habitam o entorno do parque.
A combinação entre sete cachoeiras, longos trajetos de barco, trilhas pela floresta, biodiversidade rara e um mirante a 609 metros transforma a Serra do Divisor em um dos destinos mais singulares do Acre. O isolamento exige planejamento, mas também preserva a sensação de estar diante de uma Amazônia ainda distante dos grandes circuitos turísticos.
O que mais chamaria sua atenção em uma viagem à Serra do Divisor: percorrer as sete cachoeiras e trilhas pela Amazônia ou subir até o mirante de 609 metros para acompanhar um dos últimos pores do sol do Brasil? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

