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Após acrescentar 27 segundos ao relógio mundial desde 1972, autoridades estudam esperar séculos e ajustar o tempo de uma só vez em uma hora

Após acrescentar 27 segundos ao relógio mundial desde 1972, autoridades estudam esperar séculos e ajustar o tempo de uma só vez em uma hora

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Após acrescentar 27 segundos ao relógio mundial desde 1972, autoridades estudam esperar séculos e ajustar o tempo de uma só vez em uma hora

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 09/09/2026 às 07:45

Atualizado em 09/09/2026 às 07:50

Ciência e Tecnologia

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Integrantes da Conferência Geral de Pesos e Medidas avaliam substituir o segundo bissexto por uma hora bissexta para evitar falhas em sistemas.

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Integrantes da Conferência Geral de Pesos e Medidas avaliam substituir o segundo bissexto por uma hora bissexta. A decisão busca corrigir desencontros causados pela rotação irregular da Terra sem interromper sistemas computacionais com frequentes ajustes na hora UTC.

A variação na velocidade de rotação do planeta ocorre devido ao derretimento de geleiras, mudanças de ventos e forças de maré. Essas alterações podem fazer o tempo rotacional terrestre oscilar mais de um segundo por ano.

Impactos da rotação da Terra na medição do tempo

Em 1972, o Departamento Internacional de Pesos e Medidas criou o segundo bissexto para manter o tempo universal alinhado à Terra. Desde a implementação, 27 segundos adicionais foram somados à escala de tempo, sendo a última inclusão realizada em 2016.

Em 2020, o planeta voltou a acelerar sua rotação. A mudança levantou a possibilidade inédita de cortar um segundo do ano na próxima década, o que traria riscos técnicos para infraestruturas modernas que dependem de alta precisão.

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Prejuízos técnicos motivam fim dos ajustes pequenos

Pequenas correções de segundos geram falhas técnicas, causam interrupções em redes e chegam a suspender voos. Como poucos sistemas operacionais foram projetados para descontar tempo, a aplicação de um segundo negativo traria incertezas para empresas de tecnologia.

Organizações como o Google utilizam métodos próprios para contornar o problema, esticando a duração dos milissegundos gradualmente ao longo do dia. Essa prática evita a inserção abrupta de um momento extra em suas redes.

Diante desses gargalos, a conferência internacional passou a considerar mais vantajoso acumular a divergência até que a diferença atinja um patamar significativo antes de aplicar qualquer alteração oficial nos relógios.

Proposta em votação estipula prazos para a transição

A votação sobre o futuro da medição temporal ocorrerá em Versalhes, durante a 28ª Conferência Geral de Pesos e Medidas. Se o texto for aprovado pelos membros, o novo período de contagem para a hora bissexta começará em 20 de maio.

A transição para o novo modelo permitirá que correções nos registros oficiais ocorram a cada centenas de anos. Caso a proposta seja rejeitada, o sistema atual de pequenas alterações contínuas permanecerá em vigor.

Fonte: New Atlas

Fonte

new atlas


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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