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Após oito minutos de espera diante de prédio trancado, cliente não responde a ligações e mensagens para buscar o próprio pedido, entregadora vigia o cronômetro do Uber Eats, aciona o suporte, fica com a comida e suspeita de tentativa de obter a refeição de graça

Após oito minutos de espera diante de prédio trancado, cliente não responde a ligações e mensagens para buscar o próprio pedido, entregadora vigia o cronômetro do Uber Eats, aciona o suporte, fica com a comida e suspeita de tentativa de obter a refeição de graça

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Após oito minutos de espera diante de prédio trancado, cliente não responde a ligações e mensagens para buscar o próprio pedido, entregadora vigia o cronômetro do Uber Eats, aciona o suporte, fica com a comida e suspeita de tentativa de obter a refeição de graça

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 16/09/2026 às 15:45

Atualizado em 16/09/2026 às 15:46

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Sem código de acesso e sem retorno do destinatário, Arlene Aesthetic tentou concluir a entrega pelas opções indicadas no aplicativo e só deixou o endereço após falar com o suporte; a hipótese de fraude nasceu de sua interpretação sobre dois homens próximos e nunca foi confirmada.

Quando uma entrega fica bloqueada por falta de acesso ao imóvel, o procedimento do Uber Eats prevê tentativas de contato e instruções no aplicativo antes do encerramento. Foi esse fluxo que a motorista identificada nas redes sociais como Arlene Aesthetic disse ter seguido ao chegar a um prédio trancado e não conseguir falar com o cliente.

Arlene havia retirado uma refeição do Chick-fil-A para um endereço a cerca de uma milha do restaurante. Na chegada, encontrou a entrada principal fechada, sem código disponível, e enviou uma mensagem pedindo duas alternativas: a liberação do acesso ou que o destinatário fosse encontrá-la na porta.

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A tentativa por mensagem não teve resposta. Ela também ligou para o número associado ao pedido e continuou aguardando enquanto o aplicativo mostrava um cronômetro de oito minutos, período relatado especificamente naquele atendimento e não apresentado pela Uber como regra universal em sua orientação pública.

O episódio foi relatado pelo Daily Dot a partir do vídeo publicado pela motorista. Durante a espera, Arlene observou dois homens junto a um carro estacionado perto do edifício, mas não os relacionou de imediato ao pedido, e ambos mais tarde negaram ser os destinatários da comida.

Quando a contagem terminou, o aplicativo orientou que a refeição fosse deixada em um local seguro e que o ponto fosse registrado por fotografia. Arlene continuava, porém, do lado de fora do prédio, sem acesso à área interna e sem retorno de quem havia feito a compra.

Os dois homens então começaram a caminhar em direção ao edifício. A motorista perguntou se o pedido pertencia a algum deles; eles responderam que não, embora tenham afirmado morar no local, e recusaram o pedido de Arlene para ajudá-la a entrar porque não permitiam o acesso de desconhecidos.

Sem código, sem resposta do cliente e sem considerar a área externa um ponto seguro, Arlene voltou para o carro com a sacola e procurou o suporte do Uber Eats. Ela relatou a situação e recebeu a orientação de que poderia descartar a comida e ainda receber pelo serviço realizado.

O que o procedimento do Uber Eats prevê

A orientação pública da própria Uber informa que, quando o entregador não consegue localizar o cliente, pode tentar telefonar ou enviar mensagem e usar no aplicativo a opção que registra a ausência de resposta. Esse acionamento inicia uma contagem regressiva antes de novas instruções para concluir a entrega.

A empresa também informa que, se o consumidor continuar sem responder até o fim desse período e o entregador seguir as etapas apresentadas no aplicativo, o profissional permanece elegível ao pagamento. A documentação não estabelece, porém, que toda entrega siga necessariamente um cronômetro de oito minutos.

No caso relatado por Arlene, os oito minutos correspondem ao contador que apareceu durante aquela tentativa de entrega, conforme a reconstrução publicada pelo Daily Dot. A motorista permaneceu no endereço durante esse intervalo, tentou contato e só procurou o suporte depois de concluir que não conseguiria acessar o prédio.

Chegar ao endereço, portanto, não encerra necessariamente uma entrega em condomínios e edifícios com controle de acesso. Sem código, liberação da entrada ou presença do destinatário, o entregador ainda depende de condições que permitam alcançar o ponto indicado ou seguir o procedimento exibido pelo aplicativo.

Suspeita surgiu depois da decisão de não deixar a comida

A interpretação de que poderia haver uma tentativa de obter a refeição de graça surgiu apenas depois que Arlene decidiu não abandonar a sacola na entrada. Ela afirmou que, ao recolher o pedido e retornar ao carro, viu os dois homens voltarem para o veículo onde estavam antes.

Para a motorista, esse movimento levantou a possibilidade de que alguém pretendesse pegar a comida depois que ela fosse deixada do lado de fora e, em seguida, alegar que o pedido não havia sido recebido. Essa hipótese pertence ao relato de Arlene e não foi confirmada por evidências apresentadas no episódio.

Os dois homens negaram ser os destinatários da entrega. Embora tenham dito que moravam no prédio, não houve comprovação de que tivessem feito a compra, estivessem aguardando a refeição ou participassem de qualquer fraude, o que impede tratar a suspeita da motorista como conclusão sobre o caso.

Arlene também relacionou sua cautela ao risco de uma reclamação por pedido não recebido. Em vez de deixar a refeição em uma área que considerava insegura, preferiu registrar a dificuldade com o suporte antes de encerrar a rota, preservando o histórico das tentativas de contato e das condições encontradas no endereço.

A refeição, avaliada em cerca de US$ 10 no relato divulgado, acabou permanecendo com a motorista após a orientação recebida no atendimento. O valor não foi apresentado por ela como razão principal para permanecer no local; a preocupação mencionada estava ligada ao encerramento correto da entrega e aos efeitos de uma eventual contestação.

A orientação do Uber Eats aos clientes também prevê o uso de informações adicionais quando o destino exige acesso específico, como nome do prédio, andar, unidade e instruções para a chegada. O aplicativo permite acompanhar o deslocamento do entregador e manter contato durante a rota, recursos relevantes quando a entrada depende da ação do destinatário.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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