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Após operar 50 caminhões a gás, transportadora alemã encomenda mais 500 Volvo para usar biometano feito de resíduos orgânicos a partir de 2027

Após operar 50 caminhões a gás, transportadora alemã encomenda mais 500 Volvo para usar biometano feito de resíduos orgânicos a partir de 2027

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Após operar 50 caminhões a gás, transportadora alemã encomenda mais 500 Volvo para usar biometano feito de resíduos orgânicos a partir de 2027

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 27/09/2026 às 17:03

Atualizado em 27/09/2026 às 18:10

Petróleo e Gás

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A encomenda de caminhões a gás e biometano veio após a experiência da empresa nas rotas diárias, com preço do combustível e acesso a postos entre os fatores que pesaram na decisão de ampliar a frota.

A transportadora alemã Reinert Logistics operou 50 caminhões a gás antes de encomendar mais 500 Volvo FH Aero. O contrato foi anunciado em 24 de setembro de 2026, e as entregas estão previstas para começar em 2027. As informações foram divulgadas por Volvo Trucks, fabricante de caminhões responsável pelos veículos da encomenda.

A decisão coloca o biometano no centro de uma operação de transporte rodoviário que já passou pela experiência diária. O combustível pode ser produzido a partir de esterco e resíduos orgânicos. A compra, porém, ainda será entregue: os 500 novos veículos não estão em circulação.

O uso diário dos caminhões a gás pesou na encomenda

A Reinert Logistics assinou o contrato durante uma feira de transporte em Hanover, na Alemanha. A experiência com os primeiros veículos e o preço do combustível influenciaram a decisão de ampliar a frota em 500 caminhões.

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René Reinert, fundador e proprietário da transportadora, apontou a possibilidade de usar combustível produzido localmente a partir de resíduos. Ele também destacou a experiência nas operações diárias e a rede de assistência da Volvo para os veículos a gás.

A encomenda é a maior já recebida pela fabricante para caminhões movidos a gás. Esse recorde se refere ao pedido feito à Volvo, e não ao número de veículos que a transportadora já colocou nas estradas.

Qual é a diferença entre GNL, bio GNL e o gás usado em carros?

Os caminhões encomendados podem funcionar com GNL, sigla para gás natural liquefeito, ou com bio GNL, sua alternativa de origem renovável. Nos dois casos, o gás é armazenado na forma líquida para abastecer o veículo.

A diferença principal está na origem. O GNL convencional vem do gás natural de origem fóssil. O bio GNL é produzido a partir de matéria orgânica, como esterco e outros resíduos. É essa segunda opção que aparece na escolha de combustível destacada pela Reinert Logistics.

Os caminhões encomendados podem funcionar com GNL, sigla para gás natural liquefeito, ou com bio GNL.

Também não se trata simplesmente do GNV usado em muitos automóveis. GNV é gás natural veicular armazenado sob pressão, na forma gasosa. No caso desses caminhões, o abastecimento envolve gás liquefeito e exige postos preparados para fornecê-lo.

Postos e preço ajudam a explicar a escolha da transportadora

Ter caminhões capazes de usar bio GNL não basta para garantir seu uso em todas as viagens. A operação depende da oferta do combustível nos pontos de abastecimento e de um custo que faça sentido para a transportadora.

Volvo Trucks, fabricante de caminhões responsável pelo anúncio, informa que há redes de postos de gás em mercados europeus como a Alemanha. A empresa também aponta que a oferta de bio GNL vem crescendo nesses locais.

A fabricante divulga autonomia de até 1.000 km por abastecimento para seus caminhões a gás. Esse é um limite apresentado para o veículo, não uma distância garantida em qualquer viagem. Peso transportado, condições do percurso e modo de dirigir podem alterar o resultado.

Menor emissão depende do combustível efetivamente usado

Um caminhão apto a receber bio GNL também pode ser abastecido com GNL fóssil. Por isso, a origem do combustível faz diferença ao avaliar o resultado ambiental da frota.

A Volvo apresenta estimativas elevadas de redução de emissões para situações de uso de bio GNL, considerando a cadeia de produção e consumo do combustível. Esses números dependem das condições usadas no cálculo e não significam que o caminhão deixe de emitir gases durante a operação.

A encomenda mostra uma escolha feita após o uso de 50 veículos em serviço. Os 500 caminhões adicionais têm entregas previstas a partir de 2027. Para a transportadora, o próximo passo será incorporar os novos veículos a uma operação que depende tanto dos caminhões quanto do acesso ao combustível escolhido.

Na sua opinião, a oferta de postos e o preço do biometano seriam suficientes para ampliar o uso de caminhões a gás no Brasil? Conte nos comentários.

Fonte

Volvo Trucks


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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