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Após se separar, mãe de dois filhos constrói uma pequena casa para gastar menos, vive sem água encanada, cria galinhas, patos, perus e coelhos e produz metade da própria comida

Após se separar, mãe de dois filhos constrói uma pequena casa para gastar menos, vive sem água encanada, cria galinhas, patos, perus e coelhos e produz metade da própria comida

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Após se separar, mãe de dois filhos constrói uma pequena casa para gastar menos, vive sem água encanada, cria galinhas, patos, perus e coelhos e produz metade da própria comida

Escrito por Débora Araújo

Publicado em 10/09/2026 às 17:13

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Após se separar, mãe de dois filhos constrói uma pequena casa para gastar menos, vive sem água encanada, cria galinhas, patos, perus e coelhos e produz metade da própria comida

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Após o fim do casamento, Erin encontrou em uma tiny house uma maneira de reduzir as despesas e passar mais tempo com os filhos; no quintal, mantém duas hortas e cria galinhas, patos, perus e coelhos.

Uma extensão elétrica atravessa o terreno para levar energia até a casa. Quando falta água, não existe torneira para abrir: é preciso buscá-la e carregá-la em galões. Do lado de fora, duas grandes hortas dividem espaço com galinhas, patos, perus e coelhos. Parte do que chega à mesa da família nasce ou é criada ali mesmo. E existe mais uma particularidade.

Quando chega a hora de acertar pelo terreno onde a pequena residência está instalada, dinheiro não é necessariamente a moeda utilizada. Erin conta que oferece alimentos cultivados e preparados por ela como forma de pagamento. É assim que essa mãe de dois filhos reorganizou sua vida em Ontário, no Canadá, após o fim do casamento. Há quase três anos, ela mora com os filhos em uma tiny house construída, em grande parte, com as próprias mãos.

De acordo com a matéria publicada pelo Diário do Litoral em 7 de setembro de 2026, a casa tem poucos metros quadrados e uma infraestrutura mais simples do que a de uma residência convencional, mas permitiu que Erin reduzisse drasticamente suas despesas. A economia tinha um objetivo muito específico: trabalhar menos horas fora de casa e ter mais tempo para acompanhar os filhos, que também recebem educação domiciliar.

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O fim do casamento obrigou Erin a reorganizar a vida

A decisão de morar em uma minicasa não nasceu simplesmente de uma vontade de aderir ao minimalismo. Havia uma necessidade financeira. Depois de deixar o casamento, Erin precisava encontrar uma maneira de reorganizar as despesas sem abandonar a rotina que desejava manter com os dois filhos. Sua renda vem de diferentes fontes. Ela trabalha meio período em uma fazenda, recebe pensão alimentícia e também produz conteúdo para seu canal no YouTube.

Uma residência convencional, entretanto, poderia aumentar consideravelmente suas despesas mensais. Para pagar esses custos, provavelmente precisaria dedicar mais horas ao trabalho remunerado. Consequentemente, teria menos tempo disponível para os filhos e para manter a educação deles em casa. A tiny house apareceu como uma alternativa. Em vez de aumentar a renda para sustentar despesas maiores, Erin decidiu tentar reduzir o custo da própria moradia.

Tudo começou com desenhos feitos no papel

Antes de existir no terreno, a casa existiu apenas na imaginação de Erin. Ela começou desenhando no papel aquilo que gostaria de construir. Depois, transferiu suas ideias para o SketchUp, programa utilizado para modelagem tridimensional, e conseguiu visualizar melhor como os ambientes poderiam ser distribuídos dentro de um espaço reduzido.

Então começou a construção. Erin realizou pessoalmente boa parte do trabalho. Isso não significa que tenha feito absolutamente tudo sozinha. Amigos participaram principalmente das etapas mais pesadas, como o momento de erguer as paredes. Mas grande parte do processo ficou sob sua responsabilidade. O resultado foi uma residência compacta em que praticamente cada metro disponível precisava ter uma função.

Casa tem sala, cozinha, banheiro e dois mezaninos

Por dentro, a tiny house possui os ambientes essenciais para a rotina familiar. Há sala, cozinha e banheiro, além de dois mezaninos. A utilização das partes superiores permite deslocar as áreas de descanso para cima e deixar o piso principal disponível para os espaços compartilhados. Em uma casa pequena, essa distribuição é especialmente importante.

Não existem grandes cômodos ou corredores desperdiçando espaço. A organização precisa aproveitar cada área disponível para acomodar três moradores. Economizar espaço, entretanto, era apenas uma parte do desafio. Erin também precisava gastar o mínimo possível para transformar os desenhos em uma casa de verdade.

Construção custou aproximadamente 40 mil dólares canadenses

Sempre que conseguia, Erin utilizava materiais reaproveitados ou comprados de segunda mão. Mesmo assim, construir a casa exigiu um investimento significativo. Até o momento em que apresentou o projeto, ela calculava ter desembolsado aproximadamente 40 mil dólares canadenses. Esse valor não incluía as inúmeras horas de trabalho que ela própria dedicou à construção.

Uma das maiores despesas apareceu logo na base da residência. O trailer sobre o qual a tiny house foi construída custou cerca de 12 mil dólares canadenses. Outro investimento importante foi destinado à futura autonomia energética. Erin gastou aproximadamente 10 mil dólares canadenses em um sistema de energia solar.

Já o fogão a lenha e a chaminé custaram cerca de 5 mil dólares canadenses. O restante do orçamento foi utilizado principalmente para madeira e outros materiais necessários para completar a estrutura. Apesar desse investimento, alguns aspectos da rotina dentro da casa permanecem extremamente simples.

Não existe água encanada

Na tiny house de Erin, abrir uma torneira não significa necessariamente ter água disponível. A residência não possui água corrente. Ela precisa transportar a água em recipientes até a casa. Depois de utilizada, parte dessa água também precisa ser retirada manualmente. O banheiro segue a mesma lógica de reduzir a dependência da infraestrutura tradicional.

Erin construiu um sistema de compostagem utilizado pela família. A eletricidade também chega de maneira improvisada. Embora tenha comprado os equipamentos necessários para produzir energia solar, o sistema ainda aguardava instalação quando ela apresentou a residência. Enquanto isso, uma extensão elétrica levava energia até a tiny house.

Portanto, a redução das despesas vem acompanhada de uma rotina que exige esforço diário. Transportar água faz parte da vida da família. E o trabalho continua quando Erin atravessa a porta e chega ao quintal.

Metade da comida consumida pela família vem da propriedade

Ao redor da casa existe uma pequena estrutura de produção de alimentos. Erin mantém duas grandes hortas, onde cultiva diferentes vegetais. Também cria vários animais. Há galinhas, patos, perus e coelhos. As aves fornecem ovos e, junto aos demais animais criados para alimentação, também contribuem com carne. As hortas fornecem produtos frescos para complementar as refeições.

Quando soma tudo aquilo que planta e cria, Erin estima produzir aproximadamente 50% dos alimentos consumidos pela família. Isso significa que a mudança de moradia acabou afetando outra grande despesa doméstica: o supermercado. Uma parcela do que anteriormente precisaria ser comprada passou a sair diretamente do quintal. Mas havia um problema que a própria construção da casa não conseguia resolver. Erin precisava encontrar onde colocá-la.

Encontrar um terreno foi uma das partes mais difíceis

Uma das vantagens das tiny houses construídas sobre trailers é a possibilidade de transportá-las. Na prática, porém, isso não significa que possam ser instaladas livremente em qualquer lugar. Erin relata que regras locais dificultam a instalação desse tipo de residência em diferentes regiões. Inicialmente, ela levou a casa para uma fazenda de permacultura.

O acordo não funcionou. De repente, Erin precisou encontrar rapidamente outro local onde pudesse morar com os filhos e instalar toda a estrutura. Foi então que apareceu uma solução envolvendo seu namorado.

O namorado de Erin possui uma propriedade com cerca de dois acres. Convertida para o sistema métrico, a área corresponde a pouco mais de 8 mil metros quadrados. Havia, portanto, espaço suficiente para instalar a tiny house e manter as hortas e os animais. Erin transferiu sua residência para a propriedade. Mas a forma encontrada para compensar o uso do terreno tornou a história ainda mais incomum.

Parte do “aluguel” sai diretamente da horta

Erin não segue necessariamente o modelo convencional de entregar uma determinada quantia em dinheiro todos os meses. Segundo ela, existe uma troca. Como cultiva alimentos e prepara produtos em casa, parte dessa produção é oferecida como pagamento pelo uso do terreno. Na prática, aquilo que nasce nas hortas pode cumprir duas funções.

Uma parte alimenta Erin e seus filhos. Outra ajuda a compensar o local onde a família mantém sua casa. O acordo reduz ainda mais a necessidade de dinheiro para sustentar a moradia. Isso, entretanto, não significa que Erin viva sem despesas ou tenha eliminado a necessidade de trabalhar.

Viver dessa maneira também exige muito trabalho

A rotina está longe de ser simples. Todos os dias existem animais para alimentar, hortas para cuidar e tarefas relacionadas à produção dos próprios alimentos. A falta de água encanada significa transportar recipientes para dentro da residência. A infraestrutura reduzida também exige adaptações que seriam desnecessárias em uma casa convencional.

Paralelamente, Erin trabalha meio período em uma fazenda, produz conteúdo para a internet e acompanha a educação domiciliar dos dois filhos. O que mudou foi a distribuição desse esforço. Ao diminuir os custos fixos de moradia e produzir uma parcela significativa da própria alimentação, ela reduziu a quantidade de dinheiro necessária para sustentar sua rotina. Consequentemente, não precisa dedicar tantas horas ao trabalho remunerado fora de casa.

O objetivo nunca foi simplesmente ter uma casa menor

A tiny house de Erin poderia ser vista apenas como uma experiência de vida minimalista. Mas a motivação central era outra. Ela queria tempo. Depois do fim do casamento, precisava encontrar uma forma de sustentar a família sem transformar praticamente todos os seus dias em horas de trabalho destinadas exclusivamente ao pagamento das contas.

A resposta encontrada envolveu fazer uma troca. Erin abriu mão de algumas conveniências. Não possui água encanada. Precisa cuidar da própria produção de alimentos. Vive em poucos metros quadrados. Utiliza um banheiro de compostagem. Carrega água e cuida diariamente de hortas e animais.

Em contrapartida, reduziu a dependência de despesas que normalmente consomem uma parcela significativa do orçamento familiar. Quase três anos depois da mudança, sua pequena casa se tornou o centro de uma rotina baseada justamente nessa escolha.

Uma construção feita em grande parte com as próprias mãos, duas hortas, animais no quintal, aproximadamente metade da alimentação produzida em casa e até alimentos utilizados para compensar o uso do terreno. Para Erin, a economia conquistada dessa maneira representa algo que não aparece diretamente nas contas: mais tempo para permanecer perto dos filhos.

Fonte

Diário do Litoral


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Débora Araújo.

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