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Arqueólogos abrem cisterna romana lacrada a quase 2 mil anos na Lagoa de Veneza e revelam estrutura de 9 por 10 metros que purificava água com areia, seixos e poço central
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 12/09/2026 às 16:13
Atualizado em 12/09/2026 às 16:16
Ciência e Tecnologia
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Estrutura de Ca’ Ballarin, datada entre os séculos I e II d.C., tinha cerca de nove por dez metros e combinava areia, seixos, decantação e poço central para armazenar água em ambiente salobro na região da Lagoa de Veneza
Uma cisterna romana construída na Lagoa de Veneza entre a segunda metade do século I e o início do século II d.C. utilizava areia, seixos e decantação para filtrar e armazenar água. A cisterna romana de Ca’ Ballarin mostra como técnicas simples eram combinadas para enfrentar as dificuldades de abastecimento em ambiente salobro.
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Cisterna romana de Ca’ Ballarin tinha cerca de 9 por 10 metros
As investigações citadas pela Università di Bologna indicam que o complexo de Ca’ Ballarin seguia critérios de engenharia hidráulica voltados à separação de impurezas e ao armazenamento da água.
A estrutura media aproximadamente nove por dez metros e funcionava de forma subterrânea. O sistema aproveitava a decantação natural, permitindo que sedimentos mais pesados se depositassem antes de a água chegar ao ponto destinado à coleta.
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A construção foi datada da segunda metade do século I ou do início do século II d.C., durante o período imperial romano. Evidências analisadas posteriormente também indicaram utilização da estrutura até o século III d.C.
Cisterna romana achada: Areia e seixos formavam sistema natural de filtragem
O funcionamento da cisterna romana de Ca’ Ballarin dependia de diferentes materiais distribuídos pelo reservatório. Areia e seixos formavam barreiras físicas destinadas a reter materiais presentes na água.
Na camada superior, os seixos ajudavam a bloquear detritos maiores. A areia fina atuava em outra etapa, retendo partículas menores antes que a água avançasse pelo sistema.
Havia ainda uma câmara de decantação, onde sedimentos mais densos podiam se acumular. Depois dessa sequência, a água alcançava um poço central murado destinado à coleta e ao armazenamento.
O conjunto combinava, portanto, três processos dentro da mesma estrutura: retenção das impurezas maiores, filtragem de partículas menores e deposição dos sedimentos mais pesados.
Água era um desafio na Lagoa de Veneza
A localização ajuda a explicar a importância do sistema. Em um ambiente salobro como a Lagoa de Veneza, obter água adequada para abastecimento representava um desafio para as comunidades instaladas na região.
As cisternas permitiam armazenar água e ampliar a autonomia hídrica. Segundo o material analisado, estruturas desse tipo também estavam ligadas à manutenção das atividades agrícolas e das redes comerciais locais.
O complexo mostra como materiais disponíveis, como areia e seixos, podiam ser incorporados a uma construção planejada para controlar o fluxo da água e reduzir a presença de sedimentos.
Descoberta em 1998 foi aprofundada cinco anos depois
O complexo estrutural de Ca’ Ballarin foi oficialmente identificado em 1998. Os trabalhos arqueológicos continuaram nos anos seguintes até que, em 2003, foram concluídas análises aprofundadas e exames detalhados no poço.
Essas investigações permitiram compreender melhor a organização interna da cisterna e identificar evidências relacionadas ao período em que permaneceu em utilização.
A disposição dos elementos revelou uma estrutura composta por decantador, áreas de filtragem com areia e seixos e um poço coletor central, oferecendo aos pesquisadores informações sobre as soluções hidráulicas adotadas na região durante o Império Romano.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Università di Bologna e no material fornecido sobre o complexo arqueológico de Ca’ Ballarin, com dados, números e informações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://olhardigital.com.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

