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Arqueólogos encontram esqueleto de 1.600 anos escondido dentro de jarro na Bulgária, cercado por cinzas, vidro derretido e sinais de um fim dramático em antiga cidade romana
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 10/09/2026 às 19:33
Atualizado em 10/09/2026 às 19:40
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Arqueologia Bulgarica
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Arqueólogos encontraram um esqueleto dentro de um recipiente de cerâmica em Deultum, na Bulgária, cercado por sinais de incêndio que sustentam a hipótese de morte por asfixia durante uma invasão à antiga cidade romana búlgara
Restos mortais de cerca de 1.600 anos encontrados dentro de um grande recipiente de cerâmica em Deultum, antiga colônia romana na Bulgária, podem revelar os últimos momentos de um homem que teria buscado abrigo durante um ataque. Indícios encontrados no local apontam para um incêndio e uma possível morte por asfixia.
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Esqueleto foi encontrado dentro de recipiente em Deultum
Arqueólogos encontraram o esqueleto em 10 de agosto, durante escavações em uma torre de Deultum, cidade que sofreu ataques de exércitos hunos e germânicos entre os séculos IV e V.
Os restos estavam dentro de um dolium de 90 centímetros de diâmetro. Esse tipo de grande recipiente de cerâmica era utilizado para armazenar alimentos.
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O esqueleto estava em posição contorcida e acompanhado por duas facas de ferro e um cinto. Os pesquisadores consideram que o homem provavelmente era jovem, mas análises antropológicas ainda serão realizadas.
Segundo o arqueólogo Lyudmil Vagalinski, chefe das escavações e membro da Academia Búlgara de Ciências, o indivíduo estava agachado, com os joelhos pressionados contra o queixo e o rosto voltado para baixo.
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Incêndio pode explicar morte dentro do recipiente
Ao redor do dolium, pesquisadores encontraram paredes enegrecidas, pedaços de vidro derretido e ossos carbonizados de animais domésticos. Esses vestígios indicam que um incêndio atingiu a área.
A hipótese apresentada pelos pesquisadores é que o homem tenha entrado no recipiente para se proteger durante um ataque e acabado morrendo por asfixia provocada pela fumaça.
Cinzas localizadas abaixo do esqueleto indicam que o incêndio já havia começado quando o indivíduo entrou no recipiente. Ainda não está determinado o que iniciou o fogo.
As duas facas encontradas junto ao corpo também levaram os pesquisadores a considerar a possibilidade de que ele tenha se armado enquanto procurava abrigo.
Corpo permaneceu sob ruínas da antiga cidade romana
Depois do ataque, moradores de Deultum demoliram as ruínas da torre e cobriram a área com um novo piso. Com isso, o recipiente e o corpo ficaram soterrados.
Vagalinski destacou que encontrar restos humanos dentro dos limites de uma cidade romana é incomum, porque os mortos normalmente eram enterrados fora das muralhas.
Segundo o arqueólogo, situações extraordinárias, como terremotos, erupções vulcânicas ou ataques inimigos, poderiam explicar descobertas desse tipo dentro de áreas urbanas.
Os restos mortais foram levados para Sófia, capital da Bulgária, onde serão examinados por um antropólogo físico. A análise poderá fornecer novos dados sobre a identidade do indivíduo e as circunstâncias de sua morte.
Esta matéria foi elaborada com base em informações atribuídas ao Live Science e às declarações do arqueólogo Lyudmil Vagalinski reproduzidas no material fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://nypost.com/2026/0
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

